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Não existe lógica na matemática do futebol


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/02/2020 | 00:06


Contra fatos não há argumentos, certo? Bem, no futebol não é tão simples assim. Isso porque os números muitas vezes podem mostrar uma coisa e, na prática, o resultado ser outro. E não há quem mais se encaixe nessa situação atualmente do que o Santo André. Dados da plataforma WyScout apontam que, apesar da vice-liderança (foi ultrapassado ontem provisoriamente pelo Palmeiras), o time do técnico Paulo Roberto Santos é o terceiro que mais sofre finalizações dos adversários (média de 13,01 por partida, à frente apenas de Novorizontino e Ponte Preta) e é o segundo que menos finaliza (6,73 por jogo, melhor somente do que o lanterna Botafogo, com 5,65). Além disso, o Ramalhão lidera entre os 16 clubes os rankings daqueles que têm menos posse de bola, com 33,9%, a média de passes a cada 90 minutos (223,16; em comparação, o Santos, que lidera o quesito, troca 520,96 passes no mesmo período), e é ainda o que menos acerta passes (76,3). Todas estas estatísticas traduzem exatamente a proposta do treinador, que é posicionar bem as linhas andreenses, proporcionar que o adversário tenha controle e aposte em erros pontuais para atacar com velocidade e chegar às redes – de maneira letal. Ou seja, o Ramalhão sabe sofrer e também conhece bem como matar uma partida.

Além disso, outros fatores vêm contribuindo, como as grandes atuações do goleiro Fernando Henrique – autor de pelo menos duas defesas difíceis por partida –, ou então o forte elenco, que deu liga, e mesmo quando algum reserva é solicitado, dá conta do recado. Hoje, o Santo André tem pelo menos 15 titulares. Isso porque, além daqueles 11 que Paulo Roberto considera como principais (Fernando Henrique, Ricardo Luz, Luizão, Rodrigo, Marlon, Nando Carandina, Dudu Vieira, Branquinho, Douglas Baggio, Vitinho e Ronaldo), tem ainda pelo menos quatro opções imediatas em nível similar (casos de Julinho, Paulinho, Fernandinho e Guilherme Garré). Isso sem contar outras peças que têm condições, como Héliton, Jocinei, Rondinelly, Jhonny e Ramon. Pois é, citei quase todo o elenco. Mas, sem demagogia, foi muito bem montado por comissão e diretoria.

Não é exagero falar em ‘dedo do treinador’ ao citar o sucesso ramalhino até aqui. E, por isso, acredito que a diretoria do Santo André já deva ter uma conversa para garantir Paulo Roberto para o Paulistão de 2021. Mas teria de ser um acerto verbal para que ele retorne ao fim da temporada, porque não tenho dúvidas de que o técnico terá propostas de clubes – no mínimo – da Série B do Brasileiro para trabalhar. Isso se é que já não teve algum convite como este. É muito bacana ver nas redes sociais o quanto o comandante ramalhino deixa saudades especificamente em duas torcidas: São Bento e Rio Claro. Coincidentemente, como o Ramalhão, todos azuis. É uma cor que lhe cai bem, professor!<EM>

ENTRANDO NOS TRILHOS
O São Caetano vem colocando a casa em ordem nos bastidores. Os salários de 2019 foram todos devidamente quitados e restam parte dos vencimentos de janeiro e o montante de fevereiro a serem pagos. Décimo colocado no Campeonato Paulista da Série A-2, o Azulão está apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento e dá mostras de que são necessários reforços para qualificar o elenco, que acabou desfalcado pela Ferroviária às vésperas do início da competição. E quatro importantes nomes foram trazidos pelo executivo de futebol Paulo Pelaipe: o zagueiro Domingos, o lateral-esquerdo Acácio, o meia-atacante Madson e o centroavante Bruno Moraes.

Mas por que eu citei a situação da regularização dos salários? É porque Pelaipe disse, em sua chegada, que não contrataria nenhum jogador enquanto houvesse atraso salarial com qualquer atleta, pois não seria justo gastar com reforços se não tinha nem como arcar com o que já tinha. E mesmo que ainda haja alguma diferença a ser acertada, a chegada dessas peças se fazia mais do que necessária para que o time possa voltar ao G-8 da Série A-2 e seguir com o plano inicial de conquistar o acesso de volta à elite do Estadual.

TRADIÇÃO É TRADIÇÃO
Recebi com grande entusiasmo e felicidade a notícia da volta do time de futsal masculino de São Bernardo. Dias depois de a equipe feminina de handebol de Santo André voltar às atividades, esta outra tradicional modalidade – que já teve parcerias de grande nome – estará novamente ativa no Ginásio Poliesportivo, quase uma década depois. E isso é muito significativo, ainda mais porque o projeto estará sendo tocado por gente séria e capacitada, com vivência dentro e fora da quadra. O início, inclusive, é imediato, time e comissão técnica estão contratados e todos os anúncios serão feitos em breve. Um golaço!

VALORIZEM AS MINAS!
A Federação Paulista de Futebol divulgou ontem os 16 participantes do Paulistão Feminino e lamento a ausência de algum time do Grande ABC. Passou da hora de as equipes da região tornarem obrigatórias as montagens de times para as mulheres. Ainda mais porque muitas garotas boas de bola nascem, vivem e, por conta da falta de oportunidade, têm de sair daqui. 



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Não existe lógica na matemática do futebol

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/02/2020 | 00:06


Contra fatos não há argumentos, certo? Bem, no futebol não é tão simples assim. Isso porque os números muitas vezes podem mostrar uma coisa e, na prática, o resultado ser outro. E não há quem mais se encaixe nessa situação atualmente do que o Santo André. Dados da plataforma WyScout apontam que, apesar da vice-liderança (foi ultrapassado ontem provisoriamente pelo Palmeiras), o time do técnico Paulo Roberto Santos é o terceiro que mais sofre finalizações dos adversários (média de 13,01 por partida, à frente apenas de Novorizontino e Ponte Preta) e é o segundo que menos finaliza (6,73 por jogo, melhor somente do que o lanterna Botafogo, com 5,65). Além disso, o Ramalhão lidera entre os 16 clubes os rankings daqueles que têm menos posse de bola, com 33,9%, a média de passes a cada 90 minutos (223,16; em comparação, o Santos, que lidera o quesito, troca 520,96 passes no mesmo período), e é ainda o que menos acerta passes (76,3). Todas estas estatísticas traduzem exatamente a proposta do treinador, que é posicionar bem as linhas andreenses, proporcionar que o adversário tenha controle e aposte em erros pontuais para atacar com velocidade e chegar às redes – de maneira letal. Ou seja, o Ramalhão sabe sofrer e também conhece bem como matar uma partida.

Além disso, outros fatores vêm contribuindo, como as grandes atuações do goleiro Fernando Henrique – autor de pelo menos duas defesas difíceis por partida –, ou então o forte elenco, que deu liga, e mesmo quando algum reserva é solicitado, dá conta do recado. Hoje, o Santo André tem pelo menos 15 titulares. Isso porque, além daqueles 11 que Paulo Roberto considera como principais (Fernando Henrique, Ricardo Luz, Luizão, Rodrigo, Marlon, Nando Carandina, Dudu Vieira, Branquinho, Douglas Baggio, Vitinho e Ronaldo), tem ainda pelo menos quatro opções imediatas em nível similar (casos de Julinho, Paulinho, Fernandinho e Guilherme Garré). Isso sem contar outras peças que têm condições, como Héliton, Jocinei, Rondinelly, Jhonny e Ramon. Pois é, citei quase todo o elenco. Mas, sem demagogia, foi muito bem montado por comissão e diretoria.

Não é exagero falar em ‘dedo do treinador’ ao citar o sucesso ramalhino até aqui. E, por isso, acredito que a diretoria do Santo André já deva ter uma conversa para garantir Paulo Roberto para o Paulistão de 2021. Mas teria de ser um acerto verbal para que ele retorne ao fim da temporada, porque não tenho dúvidas de que o técnico terá propostas de clubes – no mínimo – da Série B do Brasileiro para trabalhar. Isso se é que já não teve algum convite como este. É muito bacana ver nas redes sociais o quanto o comandante ramalhino deixa saudades especificamente em duas torcidas: São Bento e Rio Claro. Coincidentemente, como o Ramalhão, todos azuis. É uma cor que lhe cai bem, professor!<EM>

ENTRANDO NOS TRILHOS
O São Caetano vem colocando a casa em ordem nos bastidores. Os salários de 2019 foram todos devidamente quitados e restam parte dos vencimentos de janeiro e o montante de fevereiro a serem pagos. Décimo colocado no Campeonato Paulista da Série A-2, o Azulão está apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento e dá mostras de que são necessários reforços para qualificar o elenco, que acabou desfalcado pela Ferroviária às vésperas do início da competição. E quatro importantes nomes foram trazidos pelo executivo de futebol Paulo Pelaipe: o zagueiro Domingos, o lateral-esquerdo Acácio, o meia-atacante Madson e o centroavante Bruno Moraes.

Mas por que eu citei a situação da regularização dos salários? É porque Pelaipe disse, em sua chegada, que não contrataria nenhum jogador enquanto houvesse atraso salarial com qualquer atleta, pois não seria justo gastar com reforços se não tinha nem como arcar com o que já tinha. E mesmo que ainda haja alguma diferença a ser acertada, a chegada dessas peças se fazia mais do que necessária para que o time possa voltar ao G-8 da Série A-2 e seguir com o plano inicial de conquistar o acesso de volta à elite do Estadual.

TRADIÇÃO É TRADIÇÃO
Recebi com grande entusiasmo e felicidade a notícia da volta do time de futsal masculino de São Bernardo. Dias depois de a equipe feminina de handebol de Santo André voltar às atividades, esta outra tradicional modalidade – que já teve parcerias de grande nome – estará novamente ativa no Ginásio Poliesportivo, quase uma década depois. E isso é muito significativo, ainda mais porque o projeto estará sendo tocado por gente séria e capacitada, com vivência dentro e fora da quadra. O início, inclusive, é imediato, time e comissão técnica estão contratados e todos os anúncios serão feitos em breve. Um golaço!

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A Federação Paulista de Futebol divulgou ontem os 16 participantes do Paulistão Feminino e lamento a ausência de algum time do Grande ABC. Passou da hora de as equipes da região tornarem obrigatórias as montagens de times para as mulheres. Ainda mais porque muitas garotas boas de bola nascem, vivem e, por conta da falta de oportunidade, têm de sair daqui. 

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