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Artesp notifica Ecovias por 114 irregularidades

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Concessionária já recebeu R$ 3 milhões em multas por não corrigir falhas na Anchieta e Imigrantes


Evaldo Novelini
do Diário do Grande ABC

21/02/2020 | 00:05


Falhas que comprometem a segurança, o conforto e a agilidade de motoristas e passageiros ao longo dos 63,4 quilômetros das rodovias Anchieta e Imigrantes renderam no último ano 114 notificações à Ecovias, concessionária que administra as duas estradas. Desde que a empresa assumiu a prestação dos serviços, há 22 anos, recebeu R$ 3 milhões em multas por não ter realizado os reparos. Os dados foram divulgados pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) ontem, dia em que reportagem do Diário apontou problemas nas duas vias que cortam o Grande ABC.

As informações da agência reguladora confirmam as denúncias feitas pelo jornal. Nos últimos 12 meses, a Ecovias foi comunicada oficialmente pela Artesp por deixar de repor placas de sinalização vertical, reparar buracos no asfalto, conservar defensas metálicas, executar limpeza no sistema de drenagem, conservar o revestimento vegetal e repintar a sinalização horizontal nos 31,1 quilômetros da Anchieta e nos 32,3 da Imigrantes.

A notificação de irregularidades mais recente feita à Ecovias ocorreu, ainda de acordo com a Artesp, na segunda-feira. A agência garante que solicitou à concessionária o conserto de quatro dos 42 aparelhos do sistema de telefonia de emergência, que, sem funcionar, não podiam ser utilizados pelos motoristas para acionar o CCO (Centro de Controle Operacional). A equipe de reportagem do jornal havia constatado o problema; a concessionária havia prometido solucionar a questão até domingo.

AMBULANTES
A Artesp contestou a informação da Ecovias de que a concessionária não é responsável por coibir a atuação de vendedores ambulantes ao longo das rodovias, especialmente nas praças de pedágio, onde aproveitam os congestionamentos para oferecer seus produtos aos motoristas. A prática é proibida pela lei estadual 7.452, de 26 de julho de 1991.

Diferentemente do que a Ecovias afirmara ao jornal ao ser questionada na quarta-feira, de que não tem “poder de polícia para fiscalizar e coibir atos que ferem a lei”, a agência reguladora garantiu, em nota, que o papel é de todos os atores: DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Polícia Militar Rodoviária e a própria concessionária.

A Artesp assegurou que realiza “constantes operações” para combater os ambulantes, que, apesar disso, atuaram livremente ontem. 


Caminhoneiros reclamam de vias e do valor do pedágio

Daniel Tossato

A equipe do Diário retornou ontem à noite ao SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e constatou que os problemas relatados na edição de ontem permaneciam. A Ecovias, que administra as pistas que levam ao Litoral de São Paulo, não consertou telefones de emergência que estão inoperantes nem deu solução a diversos caminhões que ficam parados no acostamento ou a desníveis em trechos da Imigrantes.

Caminhoneiros que utilizam o sistema praticamente todos os dias criticaram o valor cobrado pela concessionária nos pedágios das duas rodovias, de R$ 27,40 – nominalmente, o mais caro do País.

“Há trechos precários na Imigrantes. Pego muitos buracos no trecho de serra, assim como há áreas que alagam quando chove. Já vi carro aquaplanar mais de uma vez”, disse o caminhoneiro Everton Lago, 30 anos. 

Como trafega quase diariamente no SAI, Lago revelou que a firma na qual trabalha gasta muito com os pedágios, já que a cobrança é feita por eixos. No seu caso, como o veículo tem três eixos, ele desembolsa R$ 82,20 a cada vez que precisa ir à Baixada Santista. “É muito caro.”

A equipe do Diário flagrou, ainda, telefone de emergência que não funcionava entre o km 27 e km 28 da Imigrantes, além de o equipamento estar danificado e com sinalização prejudicada. Em frente ao aparelho havia um carro parado no acostamento e, nos dez minutos em que a equipe de reportagem permaneceu no local, nenhum veículo de apoio da Ecovias apareceu.

No trajeto sentido Litoral, vendedores ambulantes foram flagrados vendendo água e salgadinho, o que é proibido pela lei estadual 7.452.



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Artesp notifica Ecovias por 114 irregularidades

Concessionária já recebeu R$ 3 milhões em multas por não corrigir falhas na Anchieta e Imigrantes

Evaldo Novelini
do Diário do Grande ABC

21/02/2020 | 00:05


Falhas que comprometem a segurança, o conforto e a agilidade de motoristas e passageiros ao longo dos 63,4 quilômetros das rodovias Anchieta e Imigrantes renderam no último ano 114 notificações à Ecovias, concessionária que administra as duas estradas. Desde que a empresa assumiu a prestação dos serviços, há 22 anos, recebeu R$ 3 milhões em multas por não ter realizado os reparos. Os dados foram divulgados pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) ontem, dia em que reportagem do Diário apontou problemas nas duas vias que cortam o Grande ABC.

As informações da agência reguladora confirmam as denúncias feitas pelo jornal. Nos últimos 12 meses, a Ecovias foi comunicada oficialmente pela Artesp por deixar de repor placas de sinalização vertical, reparar buracos no asfalto, conservar defensas metálicas, executar limpeza no sistema de drenagem, conservar o revestimento vegetal e repintar a sinalização horizontal nos 31,1 quilômetros da Anchieta e nos 32,3 da Imigrantes.

A notificação de irregularidades mais recente feita à Ecovias ocorreu, ainda de acordo com a Artesp, na segunda-feira. A agência garante que solicitou à concessionária o conserto de quatro dos 42 aparelhos do sistema de telefonia de emergência, que, sem funcionar, não podiam ser utilizados pelos motoristas para acionar o CCO (Centro de Controle Operacional). A equipe de reportagem do jornal havia constatado o problema; a concessionária havia prometido solucionar a questão até domingo.

AMBULANTES
A Artesp contestou a informação da Ecovias de que a concessionária não é responsável por coibir a atuação de vendedores ambulantes ao longo das rodovias, especialmente nas praças de pedágio, onde aproveitam os congestionamentos para oferecer seus produtos aos motoristas. A prática é proibida pela lei estadual 7.452, de 26 de julho de 1991.

Diferentemente do que a Ecovias afirmara ao jornal ao ser questionada na quarta-feira, de que não tem “poder de polícia para fiscalizar e coibir atos que ferem a lei”, a agência reguladora garantiu, em nota, que o papel é de todos os atores: DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Polícia Militar Rodoviária e a própria concessionária.

A Artesp assegurou que realiza “constantes operações” para combater os ambulantes, que, apesar disso, atuaram livremente ontem. 


Caminhoneiros reclamam de vias e do valor do pedágio

Daniel Tossato

A equipe do Diário retornou ontem à noite ao SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e constatou que os problemas relatados na edição de ontem permaneciam. A Ecovias, que administra as pistas que levam ao Litoral de São Paulo, não consertou telefones de emergência que estão inoperantes nem deu solução a diversos caminhões que ficam parados no acostamento ou a desníveis em trechos da Imigrantes.

Caminhoneiros que utilizam o sistema praticamente todos os dias criticaram o valor cobrado pela concessionária nos pedágios das duas rodovias, de R$ 27,40 – nominalmente, o mais caro do País.

“Há trechos precários na Imigrantes. Pego muitos buracos no trecho de serra, assim como há áreas que alagam quando chove. Já vi carro aquaplanar mais de uma vez”, disse o caminhoneiro Everton Lago, 30 anos. 

Como trafega quase diariamente no SAI, Lago revelou que a firma na qual trabalha gasta muito com os pedágios, já que a cobrança é feita por eixos. No seu caso, como o veículo tem três eixos, ele desembolsa R$ 82,20 a cada vez que precisa ir à Baixada Santista. “É muito caro.”

A equipe do Diário flagrou, ainda, telefone de emergência que não funcionava entre o km 27 e km 28 da Imigrantes, além de o equipamento estar danificado e com sinalização prejudicada. Em frente ao aparelho havia um carro parado no acostamento e, nos dez minutos em que a equipe de reportagem permaneceu no local, nenhum veículo de apoio da Ecovias apareceu.

No trajeto sentido Litoral, vendedores ambulantes foram flagrados vendendo água e salgadinho, o que é proibido pela lei estadual 7.452.

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