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Com bom humor externo e balanços locais, Ibovespa volta a 116 mil pontos

Hugo Arce/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


19/02/2020 | 19:27


Embalado pelos bons resultados apresentados nesta temporada de balanços domésticos e tendo amparo do bom humor vindo do exterior, também com a alta da cotação de commodities como o petróleo, o Ibovespa conseguiu voltar à marca 116 mil pontos na sessão desta quarta-feira.

Ao fechar aos 116.517,59 pontos (1,34%), o principal índice do mercado acionário local conseguiu reverter para ganhos de 0,75% no ano. No mês, a rentabilidade chega a 2,42%. O giro financeiro ficou em R$ 23,4 bilhões.

"Os resultados das empresas têm vindo sólidos e mostram o vigor das empresas brasileiras no último trimestre de 2019", afirma Pedro Paulo Silveira, economista-chefe Nova Futura CTVM, para quem "a lição de casa", como redução do endividamento e de custos, feita pelas companhias ajuda nessa conjuntura.

Glauco Legat, analista-chefe da Necton Investimentos, concorda e complementa que dados corporativos mais fortes ajudaram a impulsionar o índice, principalmente em um ambiente externo mais forte, com percepção de risco menor. "O mercado está amparado na expectativa de estímulos adicionais do governo da China e isso ajuda as commodities como um todo", nota.

Nesta noite, é esperado que o Banco do Povo da China (PBoC) anuncie a redução dos juros de referência. Na segunda-feira, a China já havia cortado a taxa para crédito de um ano visando dar estímulos monetários para fazer frente à possível redução do ritmo de crescimento da sua economia.

Os números das companhias para o quarto trimestre de 2019 estão vindo muito positivos e acabam parecendo uma contradição aos indicadores macroeconômicos divulgados recentemente - que mostraram uma situação mais acomodada do ritmo de crescimento da economia brasileira. Legat lembra que a Bolsa brasileira abrange poucas e seletas empresas, que têm uma representatividade importante, mas são a elite.

Ao mesmo tempo, os investidores não deixam de se preocupar com os sinais da falta de recuperação da economia brasileira como um todo. "Isso faz com que a Bolsa não saia do range entre 113 mil pontos e 117 mil pontos", nota o operador da mesa institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro.



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Com bom humor externo e balanços locais, Ibovespa volta a 116 mil pontos


19/02/2020 | 19:27


Embalado pelos bons resultados apresentados nesta temporada de balanços domésticos e tendo amparo do bom humor vindo do exterior, também com a alta da cotação de commodities como o petróleo, o Ibovespa conseguiu voltar à marca 116 mil pontos na sessão desta quarta-feira.

Ao fechar aos 116.517,59 pontos (1,34%), o principal índice do mercado acionário local conseguiu reverter para ganhos de 0,75% no ano. No mês, a rentabilidade chega a 2,42%. O giro financeiro ficou em R$ 23,4 bilhões.

"Os resultados das empresas têm vindo sólidos e mostram o vigor das empresas brasileiras no último trimestre de 2019", afirma Pedro Paulo Silveira, economista-chefe Nova Futura CTVM, para quem "a lição de casa", como redução do endividamento e de custos, feita pelas companhias ajuda nessa conjuntura.

Glauco Legat, analista-chefe da Necton Investimentos, concorda e complementa que dados corporativos mais fortes ajudaram a impulsionar o índice, principalmente em um ambiente externo mais forte, com percepção de risco menor. "O mercado está amparado na expectativa de estímulos adicionais do governo da China e isso ajuda as commodities como um todo", nota.

Nesta noite, é esperado que o Banco do Povo da China (PBoC) anuncie a redução dos juros de referência. Na segunda-feira, a China já havia cortado a taxa para crédito de um ano visando dar estímulos monetários para fazer frente à possível redução do ritmo de crescimento da sua economia.

Os números das companhias para o quarto trimestre de 2019 estão vindo muito positivos e acabam parecendo uma contradição aos indicadores macroeconômicos divulgados recentemente - que mostraram uma situação mais acomodada do ritmo de crescimento da economia brasileira. Legat lembra que a Bolsa brasileira abrange poucas e seletas empresas, que têm uma representatividade importante, mas são a elite.

Ao mesmo tempo, os investidores não deixam de se preocupar com os sinais da falta de recuperação da economia brasileira como um todo. "Isso faz com que a Bolsa não saia do range entre 113 mil pontos e 117 mil pontos", nota o operador da mesa institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro.

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