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Taxas fecham em baixa com fatores técnicos e expectativa por IPCA-15



19/02/2020 | 18:48


Graças a um alívio visto a partir da reta final da sessão regular da B3, os juros futuros fecharam a quarta-feira, 19, em queda, com destaque para os vértices curtos e intermediários da curva, cujas taxas renovaram mínimas históricas de fechamento. Até então, oscilavam com viés de alta, principalmente nos vencimentos longos, que acusavam um pouco o aumento da pressão do câmbio - nas máximas, a moeda voltou a se aproximar de R$ 4,38 e fechou em novo recorde nominal histórico (R$ 4,3656). A inversão do sinal na etapa vespertina foi determinada por fatores técnicos e apostas num IPCA-15 baixo a ser divulgado nesta quinta-feira, com ajuda do noticiário político. A ata do Federal Reserve, destaque da agenda, não influenciou os negócios com juros.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 4,190% (reguçar e estendida), de 4,215% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2022 encerrou a 4,650% (regular) e 4,66% (estendida), de 4,711% ontem. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 5,272% para 5,20% (regular) e 5,23% (estendida). O DI para janeiro de 2027 terminou em 6,37% (regular) e 6,36% (estendida), de 6,391%.

Após passarem a sessão basicamente de lado, as taxas passaram a cair e a bater mínimas na última hora de negócios da etapa regular, mas sem respaldo de novidades no noticiário ou indicadores, uma vez também que a ata do Fed foi absorvida sem susto. Operadores nas mesas de renda fixa relatam forte fluxo vendedor para o miolo da curva, especialmente de fundos locais com foco nos DIs para janeiro de 2022 e 2023, trechos que refletem diretamente as apostas para a retomada dos movimentos na Selic.

O alívio da curva também é relacionado às expectativas com o dado de inflação amanhã. "A expectativa é de que apresente forte desaceleração na margem. Talvez tenham crescido as apostas para o índice", lembrou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. Será a primeira leitura do indicador com a nova ponderação, baseada na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018. Segundo a pesquisa do Projeções Broadcast, a mediana das estimativas para o IPCA-15 de fevereiro é de 0,23%, calculada a partir do intervalo entre 0,13% e 0,30%. Qualquer taxa dentro desse intervalo será a menor para o mês desde o início do Plano Real.

Matheus Gallina, trader da Quantitas Asset, confirma que a curva inclinou com retirada de prêmio mais acentuada na parte intermediária e que normalmente, na véspera do IPCA ou IPCA-15, o mercado tenta antecipar qualquer surpresa para o índice.

Além disso, ao longo do dia, houve um certo alívio com as questões políticas. O Congresso Nacional instalou formalmente a comissão mista da reforma tributária e, além disso, foi realizada hoje a primeira reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) sob a presidência do ministro da Economia, Paulo Guedes, incluiu 22 novos projetos no programa.



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Taxas fecham em baixa com fatores técnicos e expectativa por IPCA-15


19/02/2020 | 18:48


Graças a um alívio visto a partir da reta final da sessão regular da B3, os juros futuros fecharam a quarta-feira, 19, em queda, com destaque para os vértices curtos e intermediários da curva, cujas taxas renovaram mínimas históricas de fechamento. Até então, oscilavam com viés de alta, principalmente nos vencimentos longos, que acusavam um pouco o aumento da pressão do câmbio - nas máximas, a moeda voltou a se aproximar de R$ 4,38 e fechou em novo recorde nominal histórico (R$ 4,3656). A inversão do sinal na etapa vespertina foi determinada por fatores técnicos e apostas num IPCA-15 baixo a ser divulgado nesta quinta-feira, com ajuda do noticiário político. A ata do Federal Reserve, destaque da agenda, não influenciou os negócios com juros.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 4,190% (reguçar e estendida), de 4,215% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2022 encerrou a 4,650% (regular) e 4,66% (estendida), de 4,711% ontem. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 5,272% para 5,20% (regular) e 5,23% (estendida). O DI para janeiro de 2027 terminou em 6,37% (regular) e 6,36% (estendida), de 6,391%.

Após passarem a sessão basicamente de lado, as taxas passaram a cair e a bater mínimas na última hora de negócios da etapa regular, mas sem respaldo de novidades no noticiário ou indicadores, uma vez também que a ata do Fed foi absorvida sem susto. Operadores nas mesas de renda fixa relatam forte fluxo vendedor para o miolo da curva, especialmente de fundos locais com foco nos DIs para janeiro de 2022 e 2023, trechos que refletem diretamente as apostas para a retomada dos movimentos na Selic.

O alívio da curva também é relacionado às expectativas com o dado de inflação amanhã. "A expectativa é de que apresente forte desaceleração na margem. Talvez tenham crescido as apostas para o índice", lembrou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. Será a primeira leitura do indicador com a nova ponderação, baseada na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018. Segundo a pesquisa do Projeções Broadcast, a mediana das estimativas para o IPCA-15 de fevereiro é de 0,23%, calculada a partir do intervalo entre 0,13% e 0,30%. Qualquer taxa dentro desse intervalo será a menor para o mês desde o início do Plano Real.

Matheus Gallina, trader da Quantitas Asset, confirma que a curva inclinou com retirada de prêmio mais acentuada na parte intermediária e que normalmente, na véspera do IPCA ou IPCA-15, o mercado tenta antecipar qualquer surpresa para o índice.

Além disso, ao longo do dia, houve um certo alívio com as questões políticas. O Congresso Nacional instalou formalmente a comissão mista da reforma tributária e, além disso, foi realizada hoje a primeira reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) sob a presidência do ministro da Economia, Paulo Guedes, incluiu 22 novos projetos no programa.

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