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Alagamentos voltam a causar problemas no Grande ABC

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Principais atingidas foram Santo André e Mauá; árvores caíram e circulação de trens foi afetada


Vanessa Soares
Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

18/02/2020 | 23:55


 Pela segunda vez neste mês, a região sofreu com os efeitos das chuvas de verão. Ontem, por volta das 17h, tempestade atingiu o Grande ABC por aproximadamente uma hora, resultando em diversos pontos de alagamento, quedas de árvores e semáforos desligados. As principais cidades atingidas foram Santo André e Mauá.

O Rio Tamanduateí, em Santo André, transbordou, provocando inundação da Avenida dos Estados, na altura da Rhodia Têxtil. As avenidas Capitão Mário Toledo de Camargo, Santos Dumont e Firestone também sofreram com a enchente. De acordo com a Prefeitura, seis árvores caíram. Não houve registro de feridos.

A cidade teve congestionamento em diversos pontos. No bairro Jardim, na esquina das ruas Bandeiras e Dom Pedro II, os semáforos pararam de funcionar no início da noite.

Gerente de loja de rede de fast-food localizada na Avenida dos Estados, Marina Moura, 27 anos, contou que a água subiu rapidamente. “Primeiro ficamos sem luz e, quando saímos, vimos o rio subindo e a água invadindo a pista, foi menos de cinco minutos depois da chuva começar”, detalhou. “Desde que estou aqui (agosto), é a primeira vez que vejo algo deste tipo, antes, só o rio ficava alto, mas não chegava a alagar a avenida”, completou. O estabelecimento está acima do nível da rua, portanto, não chegou a ser prejudicado.

Residente da Rua Afonso Pena, na Vila América, há dez anos, o comerciante Válter Andrade Junior, 39, relatou que a água chegou a um metro e meio, altura considerada baixa pelos moradores. “Nos três últimos anos, estava subindo até dois metros, este foi o único ano que a limpeza do rio amenizou a enchente”, explicou.

Na parte inferior do imóvel, onde a água entrou e deixou espessa camada de lama, Andrade Junior tem um salão, onde comercializa carvão e gelo. Ainda que não tenha contabilizado as perdas, ele destaca que um dos freezers chega a custar R$ 2.000 e que o prejuízo pode “ultrapassar R$ 5.000 fácil”. Outro problema é a desvalorização das casas. “Alguns vizinhos tentam vender ou alugar, mas não conseguem, precisamos de melhorias”, relatou.

Em Mauá, a Avenida João Ramalho, no entorno da Prefeitura, ficou alagada. Quem estava no município também enfrentou problemas no terminal de ônibus e na Avenida Portugal, no Centro.

Em São Bernardo, queda de energia atingiu semáforos no entorno do Paço Municipal e em trecho da Avenida João Firmino. A cidade também registrou árvore caída, no bairro Nova Petrópolis.

Em São Caetano, a sessão ordinária da Câmara Municipal foi encerrada após queda de energia elétrica no local. Os projetos previstos na ordem do dia serão votados em nova data, ainda não definida.

A Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ficou cerca de 50 minutos com a operação suspensa entre as estações Prefeito Celso Daniel, no Centro de Santo André, e Capuava, na divisa com Mauá, devido alagamento na via. A situação foi normalizada por volta das 19h.

CHUVAS DE VERÃO
No início do mês, o Grande ABC já havia sofrido os efeitos das chuvas. Na sexta-feira (7), ruas da região central de São Bernardo, sobretudo a Marechal Deodoro e a Jurubatuba, ficaram alagadas após temporal de meia hora, colando à prova o recém-inaugurado Piscinão do Paço.
<EM>No sábado, chuva forte de meia hora causou série de transtornos em Santo André, como o alagamento da Estação Prefeito Celso Daniel e a queda de muro no Parque Chácara Pignatari. Em São Bernardo, família caiu no córrego Saracantan. O vendedor de alface Gilvan Pereira de Jesus, conhecido como Gugu, 33 anos, morreu após ser levado pela correnteza. (colaborou Júnior Carvalho)



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