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Drogas, amor e família


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

01/05/2012 | 07:12


A juventude e as descobertas são o tema de 'Paraísos Artificiais'. O filme marca a estreia do diretor Marcos Prado em projetos de ficção. O longa-metragem faz da procura dos personagens por respostas e ajudas viagem dramática pelos altos e baixos que as drogas podem proporcionar.

O filme acompanha a DJ Érica (Nathalia Dill), que viaja com a melhor amiga Lara (Lívia de Bueno) para aguardada festa e acaba vivenciando experiências que irão lhe marcar a partir de então. Em paralelo, Nando (Luca Bianchi) parte para a Holanda para trazer drogas para o Brasil ao lado de um amigo. As ações que misturam presente e passado revelam como o destino dos protagonistas se cruza entre muita dança e música eletrônica.

"O filme não é sobre uma festa, mas conta uma história de amor e de família. As drogas estão ali como pano de fundo. Não faço apologia", explica Prado. "Não poderia fazer um filme careta e não poderia ser moralista. Também é uma grande responsabilidade fazer apologia às drogas. Acho que consegui chegar nessa linha do meio de maneira bem razoável."

O cineasta é um dos autores do roteiro ao lado de Cristiano Gualda e Pablo Padilla. O desejo de fazer o longa começou em 2007, quando o estouro das drogas sintéticas lhe chamou a atenção, principalmente por ter um filho adolescente. Foram necessários quatro anos para desenvolver a história. "Primeiro houve uma preocupação e depois resolvi fazer um filme sobre os jovens. Hoje eles são livres para fazer escolhas e viver essa angústia típicas da juventude. As drogas sensoriais potencializam todas essas ideias. São essas perguntas sobre as possibilidades que me interessavam."

O diretor aproveitou seu passado como documentarista para explorar o tema ao máximo e de maneira diferente. Segundo ele, houve interessante transição entre estilos cinematográficos e foi preciso confiar no seu passado para buscar atuações realistas.

Questionado se já havia usado algum tipo de droga, alertou que "a questão não é se eu usei ou não, mas se está bem retratado na tela".

Baladas na cidade de Amsterdam e uma enorme rave no interior do Nordeste servem como os principais cenários da trama. É justamente na festa ao ar livre que ocorre a cena que mais promete chamar a atenção: a da noite íntima entre Nando, Érica e Lara. Apesar das dificuldades de filmar um momento como esse, os atores acreditam que o resultado final não ficou vulgar.

"As imagens ficaram lindas e, no cinema brasileiro, você vê muitas cenas de sexo bem duras. Conseguimos fazer algo mais bonito", analisa Luca Bianchi. O trabalho também foi elogiado por Lívia de Bueno. "Está tudo tão cheio de vida que dá certo. Tudo tem sentido. As atuações têm uma verdade que justificam essas cenas mais ousadas", comenta.

Sobre a exploração do tema das drogas, a atriz ressalta que o debate a ser estimulado é essencial. "Acho importante o filme levantar essa polêmica. Nunca existiu um mundo sem drogas e temos de lidar com a vontade das pessoas. O assunto precisa ser falado sem tabu."

'Paraísos Artificiais' tem estreia programada para sexta-feira.



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