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Sepultura lança ‘Quadra’, 15º disco da
carreira, e leva música a outro patamar

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Se no álbum anterior, Machine Messiah (2017), foram cerca de cinco meses de trabalho, em Quadra foi mais de ano


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

17/02/2020 | 23:15


É fato que o Sepultura sempre foi movido por desafios e também se preocupou em oferecer algo além na música que realiza. Isso sem contar no cuidado para nunca orbitar na zona de conforto. Mas agora, em Quadra (Nuclear Blast/BMG, R$ 39, em média), novo disco e 15º título da carreira – já disponível nas plataformas digitais – , a banda dá passo à frente dos próprios limites e oferece ao ouvinte frescor, sensações inesperadas e novas receitas.

Coros, andamentos surpresas, tempos musicais absolutamente fora do comum, muita energia, passagens acústicas, climas inesperados e diversos experimentos tomam conta das 12 músicas inéditas do veterano grupo de metal que conta com dois artistas da região, Andreas Kisser (guitarra) e Eloy Casagrande (bateria), além de Derrick Green (voz) e Paulo Jr. (contrabaixo).

“Este disco traz frescor, equilíbrio. Se o elemento (escolhido) traz algo para a música, vamos usar. Coral foi gravado em uma igreja na Suécia. O processo foi difícil e fantástico. Aprendemos demais e isso deixa o frescor”, explica Andreas.

Se no álbum anterior, Machine Messiah (2017), foram cerca de cinco meses de trabalho, em Quadra foi mais de ano. Andreas conta que quis mais tempo para fazer experimentos nas músicas e ter a certeza de que tudo estava no lugar certo.

E para chegar ao resultado que conseguiu em Quadra, no estúdio, na Suécia, onde o disco foi registrado, a banda chegou quase ao limite para conseguir o melhor take para cada registro – há minidocumentários no YouTube com o processo de gravação do álbum. Mérito também da dedicação do produtor  Jens Bogren.

Riffs de guitarra que fojem do padrão e caminham junto dos andamentos de bateria roubam a cena. Derrick também ousou explorar outras formas de cantar e o resultado é positivo, como nas faixas Raging Void e Agony of Defeat, por exemplo. Outra novidade é a participação da cantora Emmily Barreto, do grupo potiguar Far From Alaska, em Fear; Pain; Chaos; Suffering.

Andreas diz que Quadra apresenta perguntas. “Por que defendemos certas ideias? Isso vem pela cultura, educação. Questionamos o que é verdade, o que é real. Somos consequência, ou vítima, de nossa bagagem cultural”, afirma. O guitarrista diz ainda que o disco fala sobre respeitar as diferenças e não atacar que não é igual. “Criamos estereótipos. De onde surgiu essa coisa de cor, de amarelo, negro. (Isso) Divide, denomina pela cor, como se fosse um catálogo. As pessoas se atacam sem saber a razão de fazerem isso”, reflete.

O Sepultura aproveita para tecer críticas diversas e falar de assuntos muito pertinentes. Enquanto Isolation retrata o sistema prisional dos Estados Unidos, Last Time fala de pessoas tentando superar vícios. “Derrick escreveu todas as letras. É claro que conversamos muito. Ele procurou as palavras certas e está em um momento fantástico. Há assuntos como depressão, pânico. Tem uma homenagem a Muhammad Ali (pugilista norte-americano). Um ser incrível”, explica Andreas.

Quadra é um processo de todos os álbuns e do crescimento e evolução da banda e de cada músico. “Em todo disco que fazemos colocamos tudo, amor, paixão, estudo, profissionalismo. O segredo é ser honesto. É algo sobre equilíbrio e foco. O resto é consequência. No Sepultura todo mundo se gosta e se dá bem. É uma banda que se respeita.”



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Sepultura lança ‘Quadra’, 15º disco da
carreira, e leva música a outro patamar

Se no álbum anterior, Machine Messiah (2017), foram cerca de cinco meses de trabalho, em Quadra foi mais de ano

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

17/02/2020 | 23:15


É fato que o Sepultura sempre foi movido por desafios e também se preocupou em oferecer algo além na música que realiza. Isso sem contar no cuidado para nunca orbitar na zona de conforto. Mas agora, em Quadra (Nuclear Blast/BMG, R$ 39, em média), novo disco e 15º título da carreira – já disponível nas plataformas digitais – , a banda dá passo à frente dos próprios limites e oferece ao ouvinte frescor, sensações inesperadas e novas receitas.

Coros, andamentos surpresas, tempos musicais absolutamente fora do comum, muita energia, passagens acústicas, climas inesperados e diversos experimentos tomam conta das 12 músicas inéditas do veterano grupo de metal que conta com dois artistas da região, Andreas Kisser (guitarra) e Eloy Casagrande (bateria), além de Derrick Green (voz) e Paulo Jr. (contrabaixo).

“Este disco traz frescor, equilíbrio. Se o elemento (escolhido) traz algo para a música, vamos usar. Coral foi gravado em uma igreja na Suécia. O processo foi difícil e fantástico. Aprendemos demais e isso deixa o frescor”, explica Andreas.

Se no álbum anterior, Machine Messiah (2017), foram cerca de cinco meses de trabalho, em Quadra foi mais de ano. Andreas conta que quis mais tempo para fazer experimentos nas músicas e ter a certeza de que tudo estava no lugar certo.

E para chegar ao resultado que conseguiu em Quadra, no estúdio, na Suécia, onde o disco foi registrado, a banda chegou quase ao limite para conseguir o melhor take para cada registro – há minidocumentários no YouTube com o processo de gravação do álbum. Mérito também da dedicação do produtor  Jens Bogren.

Riffs de guitarra que fojem do padrão e caminham junto dos andamentos de bateria roubam a cena. Derrick também ousou explorar outras formas de cantar e o resultado é positivo, como nas faixas Raging Void e Agony of Defeat, por exemplo. Outra novidade é a participação da cantora Emmily Barreto, do grupo potiguar Far From Alaska, em Fear; Pain; Chaos; Suffering.

Andreas diz que Quadra apresenta perguntas. “Por que defendemos certas ideias? Isso vem pela cultura, educação. Questionamos o que é verdade, o que é real. Somos consequência, ou vítima, de nossa bagagem cultural”, afirma. O guitarrista diz ainda que o disco fala sobre respeitar as diferenças e não atacar que não é igual. “Criamos estereótipos. De onde surgiu essa coisa de cor, de amarelo, negro. (Isso) Divide, denomina pela cor, como se fosse um catálogo. As pessoas se atacam sem saber a razão de fazerem isso”, reflete.

O Sepultura aproveita para tecer críticas diversas e falar de assuntos muito pertinentes. Enquanto Isolation retrata o sistema prisional dos Estados Unidos, Last Time fala de pessoas tentando superar vícios. “Derrick escreveu todas as letras. É claro que conversamos muito. Ele procurou as palavras certas e está em um momento fantástico. Há assuntos como depressão, pânico. Tem uma homenagem a Muhammad Ali (pugilista norte-americano). Um ser incrível”, explica Andreas.

Quadra é um processo de todos os álbuns e do crescimento e evolução da banda e de cada músico. “Em todo disco que fazemos colocamos tudo, amor, paixão, estudo, profissionalismo. O segredo é ser honesto. É algo sobre equilíbrio e foco. O resto é consequência. No Sepultura todo mundo se gosta e se dá bem. É uma banda que se respeita.”

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