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Aquário esquenta corrida pelo Best


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

29/01/2005 | 16:32


A possibilidade de renascimento do Best Shopping como outro empreendimento já no primeiro semestre deste ano deflagrou uma corrida de especulações entre investidores supostamente interessados na compra do prédio, à venda por R$ 10 milhões. Centro comercial oriental, faculdade, shopping automotivo, igreja evangélica e até sede da Câmara de São Bernardo. Sobram idéias. Faltam ações concretas.

O estopim da enxurrada de intenções foi a entrega oficial de uma proposta de aquisição, na quinta-feira, por empresários aos procuradores de parte dos proprietários dos 227 espaços do conjunto. O projeto é construir no local o maior aquário do país.

A acirrada disputa pela compra do Best, no entanto, deve elevar o preço do imóvel. Lei da oferta e procura. Porém, a lentidão no processo de negociação – que já se arrasta por cinco anos – e o aparecimento de “curiosos” divide opiniões entre os 86 proprietários do prédio. “Muita gente se candidata a novo dono do local, mas ninguém chega com valores fechados. Todos sabem o preço pedido, mas, na hora de assinar a venda, os interessados somem”, diz Saed Khoury, empresário que participa da venda do imóvel.

O lojista majoritário do Best, dono de 52 das 227 lojas, José Gonçalves Teté, concorda que pseudo-investidores emperram as negociações. Mas diz que enxerga a venda do imóvel. “De todos esses que dizem querer comprar, pelo menos um deve estar falando a verdade.”

  

Proposta – Para Zenilson Mafaldo Gurgel, diretor do Best na época em que o conjunto foi lacrado pela Prefeitura, apesar do excesso de especuladores, uma proposta de compra se destaca. Trata-se da transformação do local em shopping automotivo – a exemplo dos que já existem na região: Auto Shopping Global, em Santo André, e Cristal Auto Shopping, em São Bernardo.

A idéia partiu do empresário Willian Baida, dono do grupo Ford Mix – que mantém unidades em São Caetano, na Radial Leste e em Alphaville –, além de concessionárias do grupo Fiat (Pirâmide, Mais, Sinal Sim e Asti) e uma da marca Honda. Ele não foi encontrado pelo Diário para confirmar a intenção de compra.

“A idéia de fazer do Best um conglomerado de concessionárias multimarcas é a mais viável de todas. Voltei a conversar com Baida nesta semana e ele me garantiu que a resposta final será dada logo depois do Carnaval”, garante Gurgel. Ele afirma existir interesse de outro investidor, cujo nome não foi informado.

Luiz Carlos Moreno, corretor que também negocia a venda do Best, tem outra idéia: uma destinação política. Segundo ele, a Prefeitura poderia incorporar o prédio ao patrimônio municipal. A proposta, no entanto, ainda não foi oficialmente apresentada. “Como existem débitos, a Prefeitura poderia pagar a diferença (cerca de R$ 7,3 milhões)  e dar o fim que achar viável ao imóvel”, propõe. “O valor venal do prédio é R$ 25 milhões. Estamos vendendo por R$ 10 milhões”, acrescentou.

Outra possibilidade, segundo Moreno, seria transformar o local em Câmara de Vereadores. “O prédio deles sempre alaga na chuva. Em vez de construir uma nova sede, basta comprar o nosso prédio.”



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