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Volume de inadimplentes recua no Grande ABC

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cerca de 10 mil pessoas limparam o nome no fim de ano; momento econômico ajudou


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

15/02/2020 | 00:01


O número de pessoas com nome sujo ou inadimplentes no Grande ABC recuou 1,19% na comparação entre dezembro de 2018 com o mesmo período de 2019. Isso significa que 10.776 moradores da região quitaram as contas em atraso e voltaram a ter condições de obter crédito e, consequentemente, de compra. O balanço das sete cidades foi divulgado com exclusividade ao Diário pela Serasa Experian. <EM>A cidade que apresentou maior queda de devedores na comparação entre o mesmo mês é São Bernardo, onde 4.941 pessoas voltaram a ficar com as contas em dia (veja mais no quadro ao lado).

Para o professor do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Jefferson José da Conceição, o resultado é reflexo da combinação de alguns fatores. “O País vinha em um ciclo de crescimento entre os anos 2003 e 2013, período em que o crédito foi importante variável ao estímulo do consumo. Entre 2015 e 2016 enfrentamos grave crise, de longo efeito e que ainda não foi plenamente vencida. O período recente está sendo de reestruturação de dívidas e consumo. Do meio do ano passado para cá, principalmente, houve intensidade na queda da taxa básica de juros (a Selic). E mesmo não tendo projetado, ainda, grande diferença nas taxas de crédito pessoal, já ajudou no processo de renegociação de dívidas”, explica.

Por outro lado, ainda segundo ele, a economia brasileira mostra tímida recuperação, visto o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), com previsão de ficar entre 2% e 2,5%, além da retomada das contratações por parte das empresas. “Tudo isso soma a fatores que favorecem a redução dos índices de endividamento e inadimplência. Nota-se que as pessoas não voltaram ao consumo expressivo, segurando as compras de bens de maior valor agregado.”

Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa, o cenário foi observado em todo o País, uma vez que cerca de 500 mil pessoas saíram da inadimplência em dezembro. “Foi um movimento marcante nos últimos dois meses do ano passado, novembro e dezembro. Alguns pontos foram importantes para que isso acontecesse: o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), liberado pelo governo, sinônimo de renda extra no bolso; pela primeira vez houve o pagamento do 13º para aqueles que recebem o auxílio Bolsa Família; além do 13º de todos os trabalhadores, que, apesar de todo ano ser pago, neste que passou foi utilizado pelos brasileiros para a quitação de dívidas. Isso também justifica o fato de as vendas no comércio no fim do ano terem sido tímidas. As pessoas compraram menos e pagaram mais.”

ADIMPLENTE
Dormir tranquilo por limpar o nome e/ou quitar as dívidas em atraso é o sonho de muitos brasileiros, seja para retomar o poder de compra ou adquirir e/ou reformar um imóvel, por exemplo. Por esta razão, 29% dos brasileiros entrevistados pela Serasa (3.000 no total) afirmam ter interesse em realizar algum tipo de empréstimo nos próximos seis meses. Desse total, 59% querem pagar dívidas; 31%, realizar um sonho; e 10%, quitar despesa extra.



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Volume de inadimplentes recua no Grande ABC

Cerca de 10 mil pessoas limparam o nome no fim de ano; momento econômico ajudou

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

15/02/2020 | 00:01


O número de pessoas com nome sujo ou inadimplentes no Grande ABC recuou 1,19% na comparação entre dezembro de 2018 com o mesmo período de 2019. Isso significa que 10.776 moradores da região quitaram as contas em atraso e voltaram a ter condições de obter crédito e, consequentemente, de compra. O balanço das sete cidades foi divulgado com exclusividade ao Diário pela Serasa Experian. <EM>A cidade que apresentou maior queda de devedores na comparação entre o mesmo mês é São Bernardo, onde 4.941 pessoas voltaram a ficar com as contas em dia (veja mais no quadro ao lado).

Para o professor do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Jefferson José da Conceição, o resultado é reflexo da combinação de alguns fatores. “O País vinha em um ciclo de crescimento entre os anos 2003 e 2013, período em que o crédito foi importante variável ao estímulo do consumo. Entre 2015 e 2016 enfrentamos grave crise, de longo efeito e que ainda não foi plenamente vencida. O período recente está sendo de reestruturação de dívidas e consumo. Do meio do ano passado para cá, principalmente, houve intensidade na queda da taxa básica de juros (a Selic). E mesmo não tendo projetado, ainda, grande diferença nas taxas de crédito pessoal, já ajudou no processo de renegociação de dívidas”, explica.

Por outro lado, ainda segundo ele, a economia brasileira mostra tímida recuperação, visto o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), com previsão de ficar entre 2% e 2,5%, além da retomada das contratações por parte das empresas. “Tudo isso soma a fatores que favorecem a redução dos índices de endividamento e inadimplência. Nota-se que as pessoas não voltaram ao consumo expressivo, segurando as compras de bens de maior valor agregado.”

Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa, o cenário foi observado em todo o País, uma vez que cerca de 500 mil pessoas saíram da inadimplência em dezembro. “Foi um movimento marcante nos últimos dois meses do ano passado, novembro e dezembro. Alguns pontos foram importantes para que isso acontecesse: o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), liberado pelo governo, sinônimo de renda extra no bolso; pela primeira vez houve o pagamento do 13º para aqueles que recebem o auxílio Bolsa Família; além do 13º de todos os trabalhadores, que, apesar de todo ano ser pago, neste que passou foi utilizado pelos brasileiros para a quitação de dívidas. Isso também justifica o fato de as vendas no comércio no fim do ano terem sido tímidas. As pessoas compraram menos e pagaram mais.”

ADIMPLENTE
Dormir tranquilo por limpar o nome e/ou quitar as dívidas em atraso é o sonho de muitos brasileiros, seja para retomar o poder de compra ou adquirir e/ou reformar um imóvel, por exemplo. Por esta razão, 29% dos brasileiros entrevistados pela Serasa (3.000 no total) afirmam ter interesse em realizar algum tipo de empréstimo nos próximos seis meses. Desse total, 59% querem pagar dívidas; 31%, realizar um sonho; e 10%, quitar despesa extra.

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