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Em nome da fé


Do Diário do Grande ABC

14/02/2020 | 23:59


Revoltante a imagem que ilustra a Primeira Página deste Diário. Uma das pessoas que imaginavam ter se aproximado do sonho da casa própria olhando pela fenda de um portão fechado os restos do cenário que foi montado para simular o apartamento que nunca foi entregue a ela e a outros tantos que acreditaram nas palavras de líderes religiosos. E, quando deram fé, viviam pesadelo de ver o suado dinheiro ir embora e o empreendimento cada vez mais longe de ser materializado, uma vez que deveria ser erguido sobre área contaminada.

A sensação de ser ludibriado se torna ainda mais intensa pelo fato de o negócio ter sido proposto no interior de templo religioso, endossado por pastores. Indivíduos que são considerados líderes e que lhes convenceram da viabilidade do empreendimento, mesmo não possuindo documentação adequada e muito menos autorização da Prefeitura de Mauá, uma vez que o alvará municipal era provisório e o prazo de validade expirou em 2019, além de não ter um plano de descontaminação de área protocolado junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Um ano se passou desde que o Ministério Público iniciou investigação sobre as ocorrências do Condomínio Clube Cidade de Deus. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos envolvidos, entre eles as empresas Condomínio Clube Cidade de Deus, RRX Holding, Rochner, Igreja Batista Água Viva, Rodrigo Haddy Pena Guerreiro, Nathalia Carolina Bertolucci Rocha e Reinaldo da Rocha, além de Silvio Galli e Fernando Lojudici, que são pastores e, respectivamente, presidente e vice-presidente da igreja. Todos tiveram os bens indisponibilizados até o limite de R$ 42 milhões.

Atualmente, os indivíduos que tiveram boa-fé e acreditaram nas promessas contam com a Justiça para ter de volta o montante que empenharam. Os de má-fé, por outro lado, se escondem atrás de advogados. Estes, por sua vez, alegam que seus clientes também são vítimas. 



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Em nome da fé

Do Diário do Grande ABC

14/02/2020 | 23:59


Revoltante a imagem que ilustra a Primeira Página deste Diário. Uma das pessoas que imaginavam ter se aproximado do sonho da casa própria olhando pela fenda de um portão fechado os restos do cenário que foi montado para simular o apartamento que nunca foi entregue a ela e a outros tantos que acreditaram nas palavras de líderes religiosos. E, quando deram fé, viviam pesadelo de ver o suado dinheiro ir embora e o empreendimento cada vez mais longe de ser materializado, uma vez que deveria ser erguido sobre área contaminada.

A sensação de ser ludibriado se torna ainda mais intensa pelo fato de o negócio ter sido proposto no interior de templo religioso, endossado por pastores. Indivíduos que são considerados líderes e que lhes convenceram da viabilidade do empreendimento, mesmo não possuindo documentação adequada e muito menos autorização da Prefeitura de Mauá, uma vez que o alvará municipal era provisório e o prazo de validade expirou em 2019, além de não ter um plano de descontaminação de área protocolado junto à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Um ano se passou desde que o Ministério Público iniciou investigação sobre as ocorrências do Condomínio Clube Cidade de Deus. A Justiça determinou o bloqueio de bens dos envolvidos, entre eles as empresas Condomínio Clube Cidade de Deus, RRX Holding, Rochner, Igreja Batista Água Viva, Rodrigo Haddy Pena Guerreiro, Nathalia Carolina Bertolucci Rocha e Reinaldo da Rocha, além de Silvio Galli e Fernando Lojudici, que são pastores e, respectivamente, presidente e vice-presidente da igreja. Todos tiveram os bens indisponibilizados até o limite de R$ 42 milhões.

Atualmente, os indivíduos que tiveram boa-fé e acreditaram nas promessas contam com a Justiça para ter de volta o montante que empenharam. Os de má-fé, por outro lado, se escondem atrás de advogados. Estes, por sua vez, alegam que seus clientes também são vítimas. 

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