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Como funciona a regra gramatical
dos 'porquês' na língua portuguesa?

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luís Felipe Soares

15/02/2020 | 23:57


Dentro da língua portuguesa atual, existem quatro maneiras de utilizar ‘porque’, seja em perguntas, respostas ou frases comuns. Existem regras que explicam a maneira correta de se utilizar os dizeres, principalmente no momento da escrita, onde espaços e acentos são bem mais evidentes do que quando falados em uma conversa. 

É possível optar por quatro tipos de formatos: ‘por que’ (para se elaborar perguntas e utilizado no início da frase), ‘porque’ (usado para explicações e é o único com esta função), ‘por quê’ (também serve para perguntas, mas é posicionado ao fim da sentença para dar ênfase, suspeita ou irritação), e ‘porquê’ (atua na função de substantivo e remete a questão de razão de algo, com detalhes de sempre ser acompanhado por um artigo definido masculino, a exemplo de ‘o’).

O processo em torno da formação dos diferentes ‘porques’ se desenvolveu ao longo do tempo junto com mudanças dentro do português, com passagem de cerca de 400 anos. Existem grandes possibilidades de que, no passado, apenas uma grafia era utilizada para as diversas possibilidades existentes, uma vez que certas palavras ou termos acabam sofrendo alterações de acordo com o uso da fala. 

As regras de utilização correta dos diferentes tipos podem não ser claras para todas as pessoas. Para que a compreensão seja melhor ou mais eficaz, existem substituições e dicas para saber a melhor opção a ser escolhida para a ocasião. O uso do ‘por que’, por exemplo, pode ser complementado pela palavra ‘razão’ logo após. Caso faça sentido, o formato está correto. Já o ‘porquê’ pode ser trocado por ‘motivo’ dentro da frase e não há qualquer mudança de sentido do que quer ser escrito.

CURIOSIDADE

Dentro do universo da língua portuguesa, palavras que contam com escritas distintas e significados diferentes, mas possuem o mesmo som ao serem faladas são conhecidas como homófonas heterográficas. Neste grupo também estão casos como concerto (show musical) e conserto (reparo de algo) e também acender (iluminar) e ascender (subir).

EXEMPLOS:

- ‘Por que você está com fome?’

- ‘Estou com fome porque não almocei ainda’

- ‘Não sei o por quê de não comer’

- ‘Me diga o porquê de não almoçar’

Consultoria de Vinícius Barbieri, profissional com especialização em semiótica e linguística geral e professor das unidades do Colégio Singular.  



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Como funciona a regra gramatical
dos 'porquês' na língua portuguesa?

Luís Felipe Soares

15/02/2020 | 23:57


Dentro da língua portuguesa atual, existem quatro maneiras de utilizar ‘porque’, seja em perguntas, respostas ou frases comuns. Existem regras que explicam a maneira correta de se utilizar os dizeres, principalmente no momento da escrita, onde espaços e acentos são bem mais evidentes do que quando falados em uma conversa. 

É possível optar por quatro tipos de formatos: ‘por que’ (para se elaborar perguntas e utilizado no início da frase), ‘porque’ (usado para explicações e é o único com esta função), ‘por quê’ (também serve para perguntas, mas é posicionado ao fim da sentença para dar ênfase, suspeita ou irritação), e ‘porquê’ (atua na função de substantivo e remete a questão de razão de algo, com detalhes de sempre ser acompanhado por um artigo definido masculino, a exemplo de ‘o’).

O processo em torno da formação dos diferentes ‘porques’ se desenvolveu ao longo do tempo junto com mudanças dentro do português, com passagem de cerca de 400 anos. Existem grandes possibilidades de que, no passado, apenas uma grafia era utilizada para as diversas possibilidades existentes, uma vez que certas palavras ou termos acabam sofrendo alterações de acordo com o uso da fala. 

As regras de utilização correta dos diferentes tipos podem não ser claras para todas as pessoas. Para que a compreensão seja melhor ou mais eficaz, existem substituições e dicas para saber a melhor opção a ser escolhida para a ocasião. O uso do ‘por que’, por exemplo, pode ser complementado pela palavra ‘razão’ logo após. Caso faça sentido, o formato está correto. Já o ‘porquê’ pode ser trocado por ‘motivo’ dentro da frase e não há qualquer mudança de sentido do que quer ser escrito.

CURIOSIDADE

Dentro do universo da língua portuguesa, palavras que contam com escritas distintas e significados diferentes, mas possuem o mesmo som ao serem faladas são conhecidas como homófonas heterográficas. Neste grupo também estão casos como concerto (show musical) e conserto (reparo de algo) e também acender (iluminar) e ascender (subir).

EXEMPLOS:

- ‘Por que você está com fome?’

- ‘Estou com fome porque não almocei ainda’

- ‘Não sei o por quê de não comer’

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