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Gratidão pelos cuidados da mãe


Dérek Bittencourt

13/02/2020 | 23:54


O futebol é um daqueles esportes que permitem a volta por cima para o jogador. É exatamente isso o que vem vivendo o atacante Marlyson, de apenas 22 anos, artilheiro do São Bernardo FC. Passados seis jogos no Campeonato Paulista da Série A-2, o atacante marcou quatro gols e vem sendo fundamental na campanha do Tigre, atual vice-líder da competição estadual. Desta maneira, ele é responsável por 50% dos gols do time na competição até aqui – o Aurinegro balançou as redes em oito oportunidades. E o camisa 9 passa por toda esta situação somente oito meses depois de sofrer grave lesão no joelho direito – rompeu o ligamento –, fatalidade que o tirou de combate no Paraná durante quase todo o Brasileiro da Série B de 2019.

Marlyson chegou ao clube paranista emprestado pela Ponte Preta – que o havia contratado junto ao Joinville. Logo na primeira partida da Segunda Divisão do Nacional, diante do Joinville, o jogador marcou um gol, grande cartão de visitas. Entretanto, em seu terceiro compromisso com a camisa do time curitibano, sofreu lesão que o levou à mesa de cirurgia. Ficou cinco meses e 15 dias parado. Foi quando imaginou que tudo poderia ter acabado na carreira.

Natural de Rosário, no Maranhão, cidade de apenas 42 mil habitantes situada a 75 quilômetros de São Luís, o atacante demonstrou muita simplicidade ao relembrar o momento mais complicado de sua carreira até aqui. “Na minha cidade todo mundo que machuca o joelho fala ‘pronto, já era, não tem mais nem pelada’. Isso ficou na minha cabeça num primeiro momento, mas com ajuda dos fisioterapeutas, coachs, da minha mãe e meus empresários superei”, disse após o jogo contra a Portuguesa, quarta-feira, no Estádio 1º de Maio, onde participou dos dois gols do Tigre.

Entre estes auxílios citados, um foi especial e fundamental: o da dona Maria, sua mãe, que agora ele planeja trazer para São Paulo. “Foi momento difícil e ela esteve do meu lado. A levei para lá (Curitiba), para cuidar de mim, porque não tinha como fazer nada. Agora é hora de ela vir para cá, para me ver feliz também, me viu na dificuldade, me ajudou. Eu estava tão estressado de não poder jogar, treinar, que acabava descarregando tudo nela”, recordou. Aliás, o bate-papo foi poucos minutos após sua mãe o ligar, ainda no vestiário do 1º de Maio, para parabenizá-lo pelo jogo. “Me falou que sou menino bom, que sei fazer meu trabalho e agora é confiar em Deus que as coisas vão melhorar a cada dia que passa para que a gente consiga colocar essa instituição na Série A-1 do Campeonato Paulista.”

Como numa confissão de amigo, Marlyson foi falando sobre sua vida, juventude e os caminhos que ele poderia ter seguido. Mas dona Maria estava lá para mantê-lo no caminho da bola. “O que tenho na vida é minha família, minha mãe. Não tive pai presente, mas até hoje ele está vivo. Ele não é tanto de falar comigo, mas ela foi pai e mãe. No Interior do Maranhão é muito difícil criar um filho. Lá tem muita prostituição e droga, deve ser um dos maiores índices do Brasil. Então foi muito difícil e, por isso, sempre coloco o nome da minha mãe na frente”, admitiu.

Marlyson encerrou a temporada com mais duas partidas no currículo, sendo uma pelo Brasileiro de Aspirantes e outra pela Série B, ambas no Paraná. Foi quando recebeu a ligação do técnico Marcelo Veiga. “Ele disse que queria que eu viesse para cá. Em primeiro momento fiquei meio assim (desconfiado), por não conhecer o campeonato, o grupo, a estrutura. Mas vim pelo projeto que me apresentara. E agora que estou vivendo este momento, não tem explicação. Depois do que passei, coloquei tudo nas mãos de Deus. Onde Ele me levar, vou”, decretou.

Ou seja, enquanto dinheiro, fama, luxos e outras situações movem a cabeça ou a realidade de uma parcela dos jogadores de futebol, fé e família são os pilares da vida e da carreira de Marlyson. Que continue assim, artilheiro!

PEÇA-CHAVE
Este bom início de Campeonato Paulista do Santo André, líder absoluto passadas cinco rodadas, tem diversos motivos: planejamento, grupo escolhido a dedo, pré-temporada benfeita, técnico que tem controle sobre o plantel, elenco que deixa de lado a vaidade, entre outros. Mas, pontualmente, gostaria de destacar a importância do atacante Douglas Baggio. Apesar da ausência na vitória por 2 a 1 contra o São Paulo – grande resultado, diga-se de passagem –, o jogador foi fundamental nos duelos anteriores, com gols e assistências que contribuem para o Ramalhão estar literalmente nas alturas passados seis jogos na temporada. Convidado do Diário Esportivo (programa da DGABC TV) na segunda-feira, esbanjou carisma e demonstrou muita humildade. Não à toa em tão pouco tempo já caiu nas graças da torcida.

LUZ NO FIM DO TÚNEL?
O endividado São Caetano anunciou ontem novo patrocinador, uma empresa do ramo de investimentos que tem como um dos objetivos ajudar os jogadores de futebol no planejamento financeiro. Pode parecer algo um tanto quanto ambíguo se tratando de clube que deve salários, direitos de imagem e outros pagamentos. Mas, pensando pelo lado de que algum dinheiro vai entrar no clube, é muito bem-vindo. 



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Gratidão pelos cuidados da mãe

Dérek Bittencourt

13/02/2020 | 23:54


O futebol é um daqueles esportes que permitem a volta por cima para o jogador. É exatamente isso o que vem vivendo o atacante Marlyson, de apenas 22 anos, artilheiro do São Bernardo FC. Passados seis jogos no Campeonato Paulista da Série A-2, o atacante marcou quatro gols e vem sendo fundamental na campanha do Tigre, atual vice-líder da competição estadual. Desta maneira, ele é responsável por 50% dos gols do time na competição até aqui – o Aurinegro balançou as redes em oito oportunidades. E o camisa 9 passa por toda esta situação somente oito meses depois de sofrer grave lesão no joelho direito – rompeu o ligamento –, fatalidade que o tirou de combate no Paraná durante quase todo o Brasileiro da Série B de 2019.

Marlyson chegou ao clube paranista emprestado pela Ponte Preta – que o havia contratado junto ao Joinville. Logo na primeira partida da Segunda Divisão do Nacional, diante do Joinville, o jogador marcou um gol, grande cartão de visitas. Entretanto, em seu terceiro compromisso com a camisa do time curitibano, sofreu lesão que o levou à mesa de cirurgia. Ficou cinco meses e 15 dias parado. Foi quando imaginou que tudo poderia ter acabado na carreira.

Natural de Rosário, no Maranhão, cidade de apenas 42 mil habitantes situada a 75 quilômetros de São Luís, o atacante demonstrou muita simplicidade ao relembrar o momento mais complicado de sua carreira até aqui. “Na minha cidade todo mundo que machuca o joelho fala ‘pronto, já era, não tem mais nem pelada’. Isso ficou na minha cabeça num primeiro momento, mas com ajuda dos fisioterapeutas, coachs, da minha mãe e meus empresários superei”, disse após o jogo contra a Portuguesa, quarta-feira, no Estádio 1º de Maio, onde participou dos dois gols do Tigre.

Entre estes auxílios citados, um foi especial e fundamental: o da dona Maria, sua mãe, que agora ele planeja trazer para São Paulo. “Foi momento difícil e ela esteve do meu lado. A levei para lá (Curitiba), para cuidar de mim, porque não tinha como fazer nada. Agora é hora de ela vir para cá, para me ver feliz também, me viu na dificuldade, me ajudou. Eu estava tão estressado de não poder jogar, treinar, que acabava descarregando tudo nela”, recordou. Aliás, o bate-papo foi poucos minutos após sua mãe o ligar, ainda no vestiário do 1º de Maio, para parabenizá-lo pelo jogo. “Me falou que sou menino bom, que sei fazer meu trabalho e agora é confiar em Deus que as coisas vão melhorar a cada dia que passa para que a gente consiga colocar essa instituição na Série A-1 do Campeonato Paulista.”

Como numa confissão de amigo, Marlyson foi falando sobre sua vida, juventude e os caminhos que ele poderia ter seguido. Mas dona Maria estava lá para mantê-lo no caminho da bola. “O que tenho na vida é minha família, minha mãe. Não tive pai presente, mas até hoje ele está vivo. Ele não é tanto de falar comigo, mas ela foi pai e mãe. No Interior do Maranhão é muito difícil criar um filho. Lá tem muita prostituição e droga, deve ser um dos maiores índices do Brasil. Então foi muito difícil e, por isso, sempre coloco o nome da minha mãe na frente”, admitiu.

Marlyson encerrou a temporada com mais duas partidas no currículo, sendo uma pelo Brasileiro de Aspirantes e outra pela Série B, ambas no Paraná. Foi quando recebeu a ligação do técnico Marcelo Veiga. “Ele disse que queria que eu viesse para cá. Em primeiro momento fiquei meio assim (desconfiado), por não conhecer o campeonato, o grupo, a estrutura. Mas vim pelo projeto que me apresentara. E agora que estou vivendo este momento, não tem explicação. Depois do que passei, coloquei tudo nas mãos de Deus. Onde Ele me levar, vou”, decretou.

Ou seja, enquanto dinheiro, fama, luxos e outras situações movem a cabeça ou a realidade de uma parcela dos jogadores de futebol, fé e família são os pilares da vida e da carreira de Marlyson. Que continue assim, artilheiro!

PEÇA-CHAVE
Este bom início de Campeonato Paulista do Santo André, líder absoluto passadas cinco rodadas, tem diversos motivos: planejamento, grupo escolhido a dedo, pré-temporada benfeita, técnico que tem controle sobre o plantel, elenco que deixa de lado a vaidade, entre outros. Mas, pontualmente, gostaria de destacar a importância do atacante Douglas Baggio. Apesar da ausência na vitória por 2 a 1 contra o São Paulo – grande resultado, diga-se de passagem –, o jogador foi fundamental nos duelos anteriores, com gols e assistências que contribuem para o Ramalhão estar literalmente nas alturas passados seis jogos na temporada. Convidado do Diário Esportivo (programa da DGABC TV) na segunda-feira, esbanjou carisma e demonstrou muita humildade. Não à toa em tão pouco tempo já caiu nas graças da torcida.

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O endividado São Caetano anunciou ontem novo patrocinador, uma empresa do ramo de investimentos que tem como um dos objetivos ajudar os jogadores de futebol no planejamento financeiro. Pode parecer algo um tanto quanto ambíguo se tratando de clube que deve salários, direitos de imagem e outros pagamentos. Mas, pensando pelo lado de que algum dinheiro vai entrar no clube, é muito bem-vindo. 

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