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O velho em pele de novo


Do Diário do Grande ABC

13/02/2020 | 23:59


Engana-se quem pensa que se dizer como novidade sendo antigo no meio político é coisa dos tempos atuais. Este expediente, que visa catalisar eventual anseio da população por candidatos outsider e capitalizar rejeição à classe política é utilizado no Brasil desde pelo menos o retorno ao pluripartidarismo, em 1980. O primeiro a usar dessa tática ilusionista foi o PT, que se apresentou em suas primeiras eleições como o ‘novo’ e ‘diferente de tudo que está aí’. O tempo e a chegada da sigla ao Planalto, com Lula e Dilma (2003-2016), mostraram que os petistas eram adeptos das velhas práticas mais repudiadas do espectro político brasileiro.

O segundo turno da eleição presidencial de 1989, aliás, a primeira direta para presidente do Brasil desde 1960, teve como protagonistas dois candidatos que se diziam como o novo. O já citado Lula e o então ex-prefeito biônico de Maceió, ex-deputado federal e ex-governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, que fora filiado à Arena, ao PDS, ao PMDB e montou sua própria sigla, o PRN. Além do currículo, o sujeito era neto e filho de políticos e, mesmo assim, se colocou como o ‘diferente’, o ‘moderno’. Sua baixa idade (40 anos) ajudou a consolidar a imagem e ele foi eleito presidente. O desfecho da história todos sabemos.

Em salto da primeira para a mais recente eleição presidencial, temos mais um candidato vitorioso que, mesmo do establishment, se vendeu como alguém de fora: Jair Messias Bolsonaro. O atual presidente da República se elegeu com discurso beirando o apartidarismo e o apolítico, contrário às negociações, às alianças políticas e com críticas ao sistema como um todo. Logo ele, que foi vereador no Rio de Janeiro (1988-1990), deputado federal por longos 28 anos e com passagens por oito partidos.

A busca por fugir do estigma da classe política vem aumentando principalmente após a ruína do PT e a Operação Lava Jato e abrangeu não só velhos personagens do meio como partidos políticos, que buscam alterar estatutos, cores e nomenclaturas em busca de reposicionamento no cenário. Atitude perfeitamente normal, ainda mais se levarmos em conta mudanças dinâmicas dos cenários nacional e mundial. Importante ressaltar também que não há nada de errado ou criminoso em ter carreira política consolidada. Pelo contrário. É sinal de bons serviços prestados à população.

O incorreto é quando políticos com anos e anos de estrada, diversos cargos públicos nas costas e passagens por vários partidos políticos se apresentem como se estivessem debutando no meio. Este ano temos eleições municipais e esse perfil vai aparecer muito por aí. É necessário que o eleitor preste muita atenção para não comprar velho (e velhaco) por novo.
Caio Bruno é jornalista, pós-graduado em comunicação e especialista em marketing político.


PALAVRA DO LEITOR


Memória
Por Chronos, como o tempo urge! Na página Memória (Setecidades, dia 11), o jornalista e escritor Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória regional, informou que este espaço jornalístico memorialista começou com o semanário Domingo em São Bernardo, lançado por este prestigioso Diário dia 11 de fevereiro de 1985, depois absorvido pelo jornal. Estes 35 anos foram de muita aprendizagem. Por exemplo, dia 11 aprendi vocábulo: chalaça, usual em priscas eras. Meu saudoso pai, o senhor Benedito de Oliveira (1919-1997), mais conhecido como Pirapora, porque nasceu em Piraporinha, dizia que a pioneira alcaide ‘batateira’ Tereza Delta (1919-1993) era muito bonita e destemida, bem como fechava o comércio de qualquer reino! O que seria da minha insulsa existência sem as reminiscências? O que será que Ademir publicará no 50º natalício de Memória? Será que meus despojos mortais estarão depositados num dos jazigos da minha família, no Cemitério-Museu de Vila Euclides? Vida longa e vigorosa ao incansável paladino!
João Paulo de Oliveira
Diadema


Fica difícil!
Com inesgotáveis recursos financeiros, melhores e mais caros advogados e incontáveis instâncias jurídicas à disposição, será difícil mandar à cadeia os ‘tubarões’ que orbitam nas altas esferas da sociedade. Esse tipo de infortúnio só ocorre mesmo com os pobres mortais!
Gildete Nascimento
Capital

Lei para todos?
A quantas andam os processos acerca das seriíssimas denúncias envolvendo Joesley Batista, o que nos remete aos bilhões de reais do BNDES que fizeram esse senhor virar ‘o rei da carne’, não só no Brasil como no Exterior? Melhor nem falar nada sobre Lula e Dilma Rousseff, que, na qualidade de presidentes, eram profundamente relacionados aos Batista.
Eleonora Samara
Capital


Licitação
Dia 12, ao aguardar no ponto de ônibus da Avenida Robert Kennedy passar o ônibus da Linha 16-Alvarenga, sentido Rudge Ramos, em São Bernardo, devido a falhas de comunicação entre o aplicativo PartiuSBC e os GPS dos veículos da linha, fiquei cerca de 30 minutos, sendo que no aplicativo indicava que o ônibus estava sempre a cerca de dois minutos do ponto. E deixei de pegar outra linha. No fim das contas, trajeto que demoraria cerca de 20 minutos até o Rudge, com trânsito tranquilo, levou quase uma hora entre aguardo do ônibus e chegada ao destino. Fiquei decepcionado com a falta de sintonia entre o aplicativo e os veículos da linha. Isso demonstra que está na hora de haver concorrência de outras empresas para oferecer meio de transporte mais eficiente.
José Aires Barbosa Santos
São Bernardo


Cineasta
A cineasta Petra Costa não recebeu o Oscar por seu inescrupuloso documentário <CF51>Democracia em Vertigem</CF>, mas deveria ter ganho prêmio pelo ridículo que passou com sua turma ao ostentarem cartazes de protesto durante a festa em Hollywood. Porém, a Academia ainda não criou tal categoria.
Luís F. Amaral
Laguna (SC)


Abandono
Na administração passada de Santo André ficamos esquecidos no conhecido Corredor Polonês, no Parque Andreense, divisa com Rio Grande da Serra, onde há várias casas e chácaras. E votos. Esperávamos que nesta administração fôssemos lembrados, mas não mudou nada, e ainda piorou. O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) já chegou! A Rodovia Marechal Rondon e a travessa da mesma, Tiradentes com Marquesa de Santos, estão intransitáveis. Nunca ficamos nessa situação. Prefeitura, nos ajude que te ajudamos.
João Carlos Varin
Santo André


Alagamentos
De certa forma São Pedro contribuiu com a ‘inauguração’ do Piscinão do Paço de São Bernardo e provou que, na prática, não funciona. E choveu apenas 30 minutos (Setecidades, dia 8). Já pensaram se tivesse chovido o dobro? E o pior é que lojistas da região central se sentem inseguros nesta época de chuvas, já que a qualquer momento poderão ter estabelecimentos inundados pelas águas das chuvas e consequentemente perdas de produtos. Não sou advogado, mas acho que cabe ação indenizatória contra a Prefeitura.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema 



Comentários

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O velho em pele de novo

Do Diário do Grande ABC

13/02/2020 | 23:59


Engana-se quem pensa que se dizer como novidade sendo antigo no meio político é coisa dos tempos atuais. Este expediente, que visa catalisar eventual anseio da população por candidatos outsider e capitalizar rejeição à classe política é utilizado no Brasil desde pelo menos o retorno ao pluripartidarismo, em 1980. O primeiro a usar dessa tática ilusionista foi o PT, que se apresentou em suas primeiras eleições como o ‘novo’ e ‘diferente de tudo que está aí’. O tempo e a chegada da sigla ao Planalto, com Lula e Dilma (2003-2016), mostraram que os petistas eram adeptos das velhas práticas mais repudiadas do espectro político brasileiro.

O segundo turno da eleição presidencial de 1989, aliás, a primeira direta para presidente do Brasil desde 1960, teve como protagonistas dois candidatos que se diziam como o novo. O já citado Lula e o então ex-prefeito biônico de Maceió, ex-deputado federal e ex-governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, que fora filiado à Arena, ao PDS, ao PMDB e montou sua própria sigla, o PRN. Além do currículo, o sujeito era neto e filho de políticos e, mesmo assim, se colocou como o ‘diferente’, o ‘moderno’. Sua baixa idade (40 anos) ajudou a consolidar a imagem e ele foi eleito presidente. O desfecho da história todos sabemos.

Em salto da primeira para a mais recente eleição presidencial, temos mais um candidato vitorioso que, mesmo do establishment, se vendeu como alguém de fora: Jair Messias Bolsonaro. O atual presidente da República se elegeu com discurso beirando o apartidarismo e o apolítico, contrário às negociações, às alianças políticas e com críticas ao sistema como um todo. Logo ele, que foi vereador no Rio de Janeiro (1988-1990), deputado federal por longos 28 anos e com passagens por oito partidos.

A busca por fugir do estigma da classe política vem aumentando principalmente após a ruína do PT e a Operação Lava Jato e abrangeu não só velhos personagens do meio como partidos políticos, que buscam alterar estatutos, cores e nomenclaturas em busca de reposicionamento no cenário. Atitude perfeitamente normal, ainda mais se levarmos em conta mudanças dinâmicas dos cenários nacional e mundial. Importante ressaltar também que não há nada de errado ou criminoso em ter carreira política consolidada. Pelo contrário. É sinal de bons serviços prestados à população.

O incorreto é quando políticos com anos e anos de estrada, diversos cargos públicos nas costas e passagens por vários partidos políticos se apresentem como se estivessem debutando no meio. Este ano temos eleições municipais e esse perfil vai aparecer muito por aí. É necessário que o eleitor preste muita atenção para não comprar velho (e velhaco) por novo.
Caio Bruno é jornalista, pós-graduado em comunicação e especialista em marketing político.


PALAVRA DO LEITOR


Memória
Por Chronos, como o tempo urge! Na página Memória (Setecidades, dia 11), o jornalista e escritor Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória regional, informou que este espaço jornalístico memorialista começou com o semanário Domingo em São Bernardo, lançado por este prestigioso Diário dia 11 de fevereiro de 1985, depois absorvido pelo jornal. Estes 35 anos foram de muita aprendizagem. Por exemplo, dia 11 aprendi vocábulo: chalaça, usual em priscas eras. Meu saudoso pai, o senhor Benedito de Oliveira (1919-1997), mais conhecido como Pirapora, porque nasceu em Piraporinha, dizia que a pioneira alcaide ‘batateira’ Tereza Delta (1919-1993) era muito bonita e destemida, bem como fechava o comércio de qualquer reino! O que seria da minha insulsa existência sem as reminiscências? O que será que Ademir publicará no 50º natalício de Memória? Será que meus despojos mortais estarão depositados num dos jazigos da minha família, no Cemitério-Museu de Vila Euclides? Vida longa e vigorosa ao incansável paladino!
João Paulo de Oliveira
Diadema


Fica difícil!
Com inesgotáveis recursos financeiros, melhores e mais caros advogados e incontáveis instâncias jurídicas à disposição, será difícil mandar à cadeia os ‘tubarões’ que orbitam nas altas esferas da sociedade. Esse tipo de infortúnio só ocorre mesmo com os pobres mortais!
Gildete Nascimento
Capital

Lei para todos?
A quantas andam os processos acerca das seriíssimas denúncias envolvendo Joesley Batista, o que nos remete aos bilhões de reais do BNDES que fizeram esse senhor virar ‘o rei da carne’, não só no Brasil como no Exterior? Melhor nem falar nada sobre Lula e Dilma Rousseff, que, na qualidade de presidentes, eram profundamente relacionados aos Batista.
Eleonora Samara
Capital


Licitação
Dia 12, ao aguardar no ponto de ônibus da Avenida Robert Kennedy passar o ônibus da Linha 16-Alvarenga, sentido Rudge Ramos, em São Bernardo, devido a falhas de comunicação entre o aplicativo PartiuSBC e os GPS dos veículos da linha, fiquei cerca de 30 minutos, sendo que no aplicativo indicava que o ônibus estava sempre a cerca de dois minutos do ponto. E deixei de pegar outra linha. No fim das contas, trajeto que demoraria cerca de 20 minutos até o Rudge, com trânsito tranquilo, levou quase uma hora entre aguardo do ônibus e chegada ao destino. Fiquei decepcionado com a falta de sintonia entre o aplicativo e os veículos da linha. Isso demonstra que está na hora de haver concorrência de outras empresas para oferecer meio de transporte mais eficiente.
José Aires Barbosa Santos
São Bernardo


Cineasta
A cineasta Petra Costa não recebeu o Oscar por seu inescrupuloso documentário <CF51>Democracia em Vertigem</CF>, mas deveria ter ganho prêmio pelo ridículo que passou com sua turma ao ostentarem cartazes de protesto durante a festa em Hollywood. Porém, a Academia ainda não criou tal categoria.
Luís F. Amaral
Laguna (SC)


Abandono
Na administração passada de Santo André ficamos esquecidos no conhecido Corredor Polonês, no Parque Andreense, divisa com Rio Grande da Serra, onde há várias casas e chácaras. E votos. Esperávamos que nesta administração fôssemos lembrados, mas não mudou nada, e ainda piorou. O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) já chegou! A Rodovia Marechal Rondon e a travessa da mesma, Tiradentes com Marquesa de Santos, estão intransitáveis. Nunca ficamos nessa situação. Prefeitura, nos ajude que te ajudamos.
João Carlos Varin
Santo André


Alagamentos
De certa forma São Pedro contribuiu com a ‘inauguração’ do Piscinão do Paço de São Bernardo e provou que, na prática, não funciona. E choveu apenas 30 minutos (Setecidades, dia 8). Já pensaram se tivesse chovido o dobro? E o pior é que lojistas da região central se sentem inseguros nesta época de chuvas, já que a qualquer momento poderão ter estabelecimentos inundados pelas águas das chuvas e consequentemente perdas de produtos. Não sou advogado, mas acho que cabe ação indenizatória contra a Prefeitura.
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