Fechar
Publicidade

Sábado, 29 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Lauro concederá à Sabesp serviço de tratamento do lixo em nova usina

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Câmara dá aval para que prefeito faça acordo com estatal para gestão dos resíduos sólidos


Júnior Carvalho
Do dgabc.com.br

13/02/2020 | 17:06


Atualizada às 22h40

A Câmara de Diadema aprovou ontem, em dois turnos, projeto do governo Lauro Michels (PV) que dá aval para que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) gerencie por até 80 anos os resíduos sólidos urbanos e instale usina de lixo na cidade. A proposta foi protocolada na casa às 10h e aprovada a fórceps à tarde. 

A ideia é a de que a Sabesp seja responsável pela destinação e tratamento do lixo urbano coletado na cidade. Atualmente, a coleta é terceirizada e está nas mãos da Sustentare Saneamento. Pela proposta, o município entregará à Sabesp, pelo período de 40 anos (prorrogáveis por igual período), o tratamento e a destinação final dos resíduos, hoje transportados pela Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos para aterro em Mauá. Não ficoram claros no texto, porém, como será esse tratamento e o que será feito com o lixo urbano – se haverá incineração ou se será aterrado, por exemplo. 

A medida fala em “reutilização, reciclagem, compostagem” e sugere a utilização dos resíduos para geração de energia a partir do lixo. Entretanto, o projeto não detalha se a tecnologia será mesma utilizada. No mesmo projeto, a Câmara autorizou o Paço a ceder área de 48,2 mil metros quadrados, na divisa entre o Jardim Inamar e o Eldorado, para a instalação da usina. Atualmente o terreno abriga o DLU (Departamento de Limpeza Urbana), estação onde é feito o transbordo dos resíduos para o aterro.

Além de criticar a pressa do governo para que o projeto fosse votado em dois turnos já na sessão de ontem – os secretários José Marcelo (Obras) e Fernando Machado (Jurídico) foram à casa explicar a medida –, a oposição questionou a ausência de dados sobre o impacto financeiro que o convênio causará. “É um cheque em branco que esta casa está assinando. A proposta não vem nem com planilha com projeções de arrecadação, não tem nada”, atacou o oposicionista Josa Queiroz (PT). 

A proposta também transfere à Sabesp a arrecadação da receita com a taxa do lixo, atualmente embutida nos carnês de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) – passaria a ser cobrada nas contas de água. Em nota, a gestão verde garantiu que a “a taxa poderá, a critério do contribuinte, ocorrer no carnê do IPTU ou nas contas de água e esgoto”. 

O governo argumenta, por outro lado, que a concessão “viabilizará a diminuição dos gastos com tratamento e destinação final dos resíduos sólidos”. O Paço arrecada R$ 17 milhões por ano com a taxa do lixo e gasta R$ 35 milhões nesse período com o transbordo e a destinação dos resíduos domésticos. Ou seja, despende de mais recursos para cobrir esse tipo de despesa.

O Diário questionou a Sabesp sobre detalhes do projeto e como funcionará a futura usina, mas a companhia se limitou a informar que “as discussões em torno da forma final e contratual da possível atuação da Sabesp devem evoluir”.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Lauro concederá à Sabesp serviço de tratamento do lixo em nova usina

Câmara dá aval para que prefeito faça acordo com estatal para gestão dos resíduos sólidos

Júnior Carvalho
Do dgabc.com.br

13/02/2020 | 17:06


Atualizada às 22h40

A Câmara de Diadema aprovou ontem, em dois turnos, projeto do governo Lauro Michels (PV) que dá aval para que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) gerencie por até 80 anos os resíduos sólidos urbanos e instale usina de lixo na cidade. A proposta foi protocolada na casa às 10h e aprovada a fórceps à tarde. 

A ideia é a de que a Sabesp seja responsável pela destinação e tratamento do lixo urbano coletado na cidade. Atualmente, a coleta é terceirizada e está nas mãos da Sustentare Saneamento. Pela proposta, o município entregará à Sabesp, pelo período de 40 anos (prorrogáveis por igual período), o tratamento e a destinação final dos resíduos, hoje transportados pela Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos para aterro em Mauá. Não ficoram claros no texto, porém, como será esse tratamento e o que será feito com o lixo urbano – se haverá incineração ou se será aterrado, por exemplo. 

A medida fala em “reutilização, reciclagem, compostagem” e sugere a utilização dos resíduos para geração de energia a partir do lixo. Entretanto, o projeto não detalha se a tecnologia será mesma utilizada. No mesmo projeto, a Câmara autorizou o Paço a ceder área de 48,2 mil metros quadrados, na divisa entre o Jardim Inamar e o Eldorado, para a instalação da usina. Atualmente o terreno abriga o DLU (Departamento de Limpeza Urbana), estação onde é feito o transbordo dos resíduos para o aterro.

Além de criticar a pressa do governo para que o projeto fosse votado em dois turnos já na sessão de ontem – os secretários José Marcelo (Obras) e Fernando Machado (Jurídico) foram à casa explicar a medida –, a oposição questionou a ausência de dados sobre o impacto financeiro que o convênio causará. “É um cheque em branco que esta casa está assinando. A proposta não vem nem com planilha com projeções de arrecadação, não tem nada”, atacou o oposicionista Josa Queiroz (PT). 

A proposta também transfere à Sabesp a arrecadação da receita com a taxa do lixo, atualmente embutida nos carnês de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) – passaria a ser cobrada nas contas de água. Em nota, a gestão verde garantiu que a “a taxa poderá, a critério do contribuinte, ocorrer no carnê do IPTU ou nas contas de água e esgoto”. 

O governo argumenta, por outro lado, que a concessão “viabilizará a diminuição dos gastos com tratamento e destinação final dos resíduos sólidos”. O Paço arrecada R$ 17 milhões por ano com a taxa do lixo e gasta R$ 35 milhões nesse período com o transbordo e a destinação dos resíduos domésticos. Ou seja, despende de mais recursos para cobrir esse tipo de despesa.

O Diário questionou a Sabesp sobre detalhes do projeto e como funcionará a futura usina, mas a companhia se limitou a informar que “as discussões em torno da forma final e contratual da possível atuação da Sabesp devem evoluir”.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;