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Inundação na Ceagesp gera aumento de preços e movimento na Craisa

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com alta de 40% na procura de comerciantes afetados por cheias na Capital, valor de itens sobe em média 30% no centro de abastecimento de Sto.André


Tauana Marin
Do dgabc.com.br

12/02/2020 | 00:01


As fortes chuvas que atingiram São Paulo a partir da madrugada de segunda-feira e que deixaram a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) debaixo d’água fizeram aumentar o movimento na Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) e, consequentemente, pressionaram para cima o preço dos produtos vendidos no posto regional. A média registrada pelo centro andreense foi de alta de 30%.

A direção da Craisa identificou acréscimo no fluxo de clientes, em especial feirantes e donos de estabelecimentos do ramo gastronômico, já que a Ceagesp ficou fechada na segunda-feira e ontem – a expectativa é a de que a reabertura ocorra somente hoje.

“Quem se abastece na Ceagesp precisou vir para Santo André. Por essa razão, nosso fluxo de vendas registrou aumento de 40%. E, consequentemente, conforme a demanda por alguns itens aumenta, o valor acompanha essa crescente. Itens de hortifrúti encareceram, em média, 30%, e não tem como esse reajuste não ser repassado ao consumidor final”, avalia Reinaldo Messias, superintendente da companhia andreense.

Segundo Messias, os itens que mais sofreram com as chuvas foram os que compõem as saladas, como tomate, alface, couve, além de legumes como chuchu, cenoura e pimentão.

A caixa de 18 quilos de tomate, que custava R$ 60, foi vendida ontem a R$ 100. A de chuchu, que era comercializada por R$ 30, passou a custar R$ 80. O caixote de alface americana ficou R$ 5 mais caro (atuais R$ 40).

No caso das frutas, a principal prejudicada foi a laranja pêra, antes vendida a R$ 40 e agora comercializada a R$ 55 (caixote). “Tudo que é mais frágil, como folhas e tomates, acaba sendo mais atingido. Certamente esses valores mais salgados devem permanecer até quinta-feira (amanhã), para, aí sim, começar a voltar à normalidade. Isso caso não chova como no fim de semana”, explica Messias.

De acordo com balanço da Ceagesp, o mercado deixou de comercializar cerca de 7.000 toneladas de alimentos – entre frutas, legumes e verduras – na segunda-feira, o que gerou prejuízo de cerca de R$ 20 milhões e outros R$ 4 milhões aproximados em vendas não realizadas. O local ficou fechado ontem para limpeza e alimentos que foram contaminados ou tiveram contato com a água da enchente foram recolhidos por questões de segurança alimentar.

De acordo com Messias, a Craisa é abastecida majoritariamente por produtores do chamado cinturão verde (veja mais abaixo), mas algumas empresas da Ceagesp também vendem ao posto andreense. “Com o seu fechamento nesses dias, recorremos à Ceasa (Central Estadual de Abastecimento) para não faltar nenhum tipo de alimento.” Ele espera que nesta madrugada, período em que comerciantes fazem as compras, o movimento continue alto. “Só irá normalizar assim que a Ceagesp reabrir e começar a receber as mercadorias.”

REFLEXO - Assim como o setor de alimentos, o de vestuários, sapatos e brinquedos já registra baixa nas vendas. De acordo com o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Pedro Cia Junior, em dias de chuva, ao menos o comércio de rua registra queda de 10% no fluxo de clientes em lojas.

“O tempo gera uma insegurança nas pessoas. É um transtorno muito grande, tanto para quem se desloca de carro particular, que não consegue estacionar, como para aqueles que vão de transporte público, que acabam se molhando.”

Chuva em áreas produtoras preocupa

A maioria dos alimentos que chegam até a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) vem de produtores do chamado cinturão verde, que engloba cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, na Grande São Paulo, e Ibiúna, no Interior.

Segundo o superintendente da companhia andreense, Reinaldo Messias, a preocupação é a de que a chuva não dê trégua justamente nessas regiões de alta produção. “Caso as chuvas permaneçam em abundância, pouco sobra para se colher. Daí, é aquela história: pouco produto, preços sobem por causa da demanda, principalmente quanto aos itens in natura, como verduras, legumes e frutas”, explica.

Em São Paulo, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura, a previsão para o mês de fevereiro era de 216,7 milímetros de chuva. Foram registrados 179,9 milímetros – ou seja, 83% do esperado.

A previsão é a de que os próximos dias fiquem instáveis, com possibilidade de chuva. “Não podemos traçar estimativas precipitadas, mas é a lei da oferta e da procura. Chuva de três ou quatro dias nas regiões produtoras já geram muito prejuízo”, sinaliza Messias.

Além de atingir diretamente a produção, caso as chuvas persistam ao longo do mês, outro ponto prejudicado é o da logística, uma vez que esses produtos são transportados por caminhões e, em caso de alagamentos, dificulta o acesso aos centros de abastecimento, incluindo a Craisa. 



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