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Atila parcela dívida com a Lara até 2025

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Mauá pede aval da Câmara para dividir débito de R$ 29,8 milhões em 60 vezes


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

11/02/2020 | 00:01


Crítico das manobras financeiras de outros gestores para quitação de débitos do município, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), enviou à Câmara projeto pedindo autorização para parcelar dívida de R$ 29,8 milhões com a Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, responsável pela coleta de lixo e varrição na cidade. O acordo proposto prevê quitação total do débito só em 2025.

Pelo texto, o município assinaria contrato de confissão de dívida e parcelamento do montante com a Lara, cujo dono é Wagner Damo, sobrinho de Alaíde Damo (MDB), vice-prefeita e desafeto político de Atila. A ideia é de dividir o valor em 60 vezes.

De acordo com o projeto, as 13 primeiras parcelas foram fixadas em R$ 150 mil, “considerando a situação financeira deficitária do município”. A partir de 2021, o valor dos repasses saltam para R$ 713 mil.

Na justificativa do projeto, o governo Atila destaca que, sem o acordo, Mauá “corre o risco de ver suspensos os serviços contratados com grave prejuízo à população, em razão do elevado acúmulo de lixo por toda a cidade, com proliferação de insetos transmissores de doenças”.

A negociação, porém, só avançou porque a Lara entrou na Justiça para garantir o pagamento do débito. A empresa conseguiu liminar a seu favor, mas o município recorreu e o caso virou briga jurídica. Audiência de conciliação foi agendada para quarta-feira da semana que vem. O texto ainda aguarda aval das comissões do Legislativo para ir à votação.

Em meio às idas e vindas do comando do Paço – foi preso e afastado duas vezes do cargo –, Atila atacou Alaíde por quebrar ordem cronológica de pagamentos para quitar dívidas com a Lara.

Em 2017, o governo do socialista comprou briga na Câmara para implementar taxa do lixo na cidade, cujo tributo foi atribuído pela administração como necessário para o reequilíbrio financeiro do contrato com a Lara. O prefeito também criticou o antecessor, o ex-prefeito Donisete Braga (ex-PT, hoje PDT) por parcelar em várias vezes os débitos com a empresa.

O Diário mostrou no mês passado que o Paço de Mauá turbinou todas as suas dívidas nos últimos três anos, período em que o comando da Prefeitura foi revezado entre Atila e Alaíde. No geral, os débitos cresceram, em média, 17,5%. As dívidas consolidadas (a longo prazo), como se encaixará esse acordo com a Lara, subiram de R$ 970,7 milhões em 2016 para R$ 1 bilhão no ano passado.

Questionada sobre como garantirá o pagamento da negociação e evitará o calote de repasses vigentes, a Prefeitura de Mauá não se manifestou.  



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Atila parcela dívida com a Lara até 2025

Prefeito de Mauá pede aval da Câmara para dividir débito de R$ 29,8 milhões em 60 vezes

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

11/02/2020 | 00:01


Crítico das manobras financeiras de outros gestores para quitação de débitos do município, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), enviou à Câmara projeto pedindo autorização para parcelar dívida de R$ 29,8 milhões com a Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, responsável pela coleta de lixo e varrição na cidade. O acordo proposto prevê quitação total do débito só em 2025.

Pelo texto, o município assinaria contrato de confissão de dívida e parcelamento do montante com a Lara, cujo dono é Wagner Damo, sobrinho de Alaíde Damo (MDB), vice-prefeita e desafeto político de Atila. A ideia é de dividir o valor em 60 vezes.

De acordo com o projeto, as 13 primeiras parcelas foram fixadas em R$ 150 mil, “considerando a situação financeira deficitária do município”. A partir de 2021, o valor dos repasses saltam para R$ 713 mil.

Na justificativa do projeto, o governo Atila destaca que, sem o acordo, Mauá “corre o risco de ver suspensos os serviços contratados com grave prejuízo à população, em razão do elevado acúmulo de lixo por toda a cidade, com proliferação de insetos transmissores de doenças”.

A negociação, porém, só avançou porque a Lara entrou na Justiça para garantir o pagamento do débito. A empresa conseguiu liminar a seu favor, mas o município recorreu e o caso virou briga jurídica. Audiência de conciliação foi agendada para quarta-feira da semana que vem. O texto ainda aguarda aval das comissões do Legislativo para ir à votação.

Em meio às idas e vindas do comando do Paço – foi preso e afastado duas vezes do cargo –, Atila atacou Alaíde por quebrar ordem cronológica de pagamentos para quitar dívidas com a Lara.

Em 2017, o governo do socialista comprou briga na Câmara para implementar taxa do lixo na cidade, cujo tributo foi atribuído pela administração como necessário para o reequilíbrio financeiro do contrato com a Lara. O prefeito também criticou o antecessor, o ex-prefeito Donisete Braga (ex-PT, hoje PDT) por parcelar em várias vezes os débitos com a empresa.

O Diário mostrou no mês passado que o Paço de Mauá turbinou todas as suas dívidas nos últimos três anos, período em que o comando da Prefeitura foi revezado entre Atila e Alaíde. No geral, os débitos cresceram, em média, 17,5%. As dívidas consolidadas (a longo prazo), como se encaixará esse acordo com a Lara, subiram de R$ 970,7 milhões em 2016 para R$ 1 bilhão no ano passado.

Questionada sobre como garantirá o pagamento da negociação e evitará o calote de repasses vigentes, a Prefeitura de Mauá não se manifestou.  

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