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Sto.André terá som de big band


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

22/02/2005 | 12:39


Como regente, Roberto Sion, um experiente e competente saxofonista, flautista e professor. Na execução musical, jovens na faixa dos 18 anos, divididos em cinco saxofones, quatro trompetes, quatro trombones, piano, guitarra, baixo e bateria. O repertório inclui arranjos de Glenn Miller, Duke Ellington, Count Basie e também do próprio Sion para músicas de Tom Jobim (Ana Luiza) e Gilberto Gil (Amor Até o Fim), além de um do pianista Nelson Ayres (para Frevo de Orfeu, também de Tom, em parceria com Vinicius de Moraes).

Tudo isso forma a Roberto Sion Big Band, grupo da Orquestra Jovem Tom Jobim que toca nesta terça-feira no Sesc Santo André, atração inédita no Grande ABC. O programa, a partir das 20h, é imperdível, inédito no Grande ABC e, melhor ainda, tem entrada franca.

“A apresentação é uma releitura de arranjos da tradição das big bands abrangendo diversos estilos e épocas. Ao mesmo tempo é mostrado como esse tipo de formação pode interpretar temas brasileiros. O conceito é revelar que formações do gênero podem estar não só a serviço do jazz, mas também da música brasileira, basta criar arranjos”, afirma Sion que, além de reger, toca e conversa com o público no concerto. Como exemplo, ele faz solo com sax alto em Ana Luiza.

Sion, que nos anos 70 lecionou na Fundarte (Fundação das Artes de São Caetano), explica que a big band em questão é uma seção da Orquestra Jovem Tom Jobim, formada por bolsistas do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim (a Universidade Livre de Música Tom Jobim), em São Paulo.

A Orquestra Jovem, preparatória para a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e da qual Sion é o regente titular, completa três anos em julho – a big band tem a mesma idade.

O concerto desta terça-feira da big band ocorre no teatro do Sesc, um espaço já conhecido por Sion. Em outubro passado ele apresentou lá o conteúdo de seu mais recente disco, o Sion & Companhia. “O teatro comporta bem a big band. Para a Orquestra Jovem Tom Jobim, ele seria pequeno. Com a orquestra, pretendo fazer um concerto em breve no Grande ABC, talvez ao ar livre”, afirma.

Qualidade e comunicação – Na entrevista ao Diário, o regente falou a respeito de música erudita e popular, confluentes na carreira dele. “Música é música. Na história da sociedade, a erudita teve um acréscimo de técnicas mais complexas, é mais elaborada. Já a popular lida com formas mais acessíveis, tem durações mais curtas. São propostas diferentes que sempre se comunicaram”, diz.

“A música popular tem a função de ser mais rapidamente reconhecível. No entanto, a música que tocamos na big band, ou na orquestra, é diferente da do Carnaval da Bahia, de entretenimento imediato. A lambada, o axé, por exemplo, têm seu valor, divertem. Dentro da música popular há essas diferentes categorias de qualidade. É como uma casa que você ergue, com cimento e tijolo, ou uma projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O material é o mesmo, mas o resultado é diferente”, afirma Sion.

O regente falou ainda sobre as distinções entre música pura e de mercado: “O mercado busca atingir o maior público possível. Se a música for complicada, isso não ocorre facilmente. Na Orquestra Jovem Tom Jobim, que é sobretudo popular, buscamos equilibrar qualidade e comunicação. O grande drama do músico é esse: atingir mais pessoas sem perder a qualidade”.

A quem aprecia a boa música instrumental, Sion aproveita e dá a dica de que a partir de março, todo último sábado de cada mês, a Orquestra Jovem Tom Jobim se apresenta com convidados, com entrada franca, no paulistano Memorial da América Latina.

Roberto Sion Big Band – Apresentação do grupo de bolsistas do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim. No teatro do Sesc Santo André – r. Tamarutaca, 302, Santo André. Tel.: 4469-1250. terça-feira, às 20h. Entrada franca.


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