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Para Reali, plano de carreira não sai neste mandato


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/08/2011 | 07:54


O prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), assumiu que o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos não deverá sair do papel antes do fim de seu mandato, em dezembro de 2012. Para ele, complexidade dos debates sobre o PCCV e falta de recursos da administração serão empecilhos para agilidade do acordo.

O desenvolvimento do plano estava entre as condições oferecidas ao Sindicato dos Servidores Públicos no pacote de aumento salarial sugerido pelo governo. O Executivo prometeu entregar dentro de dez dias após assinatura do acordo proposta do PCCV. A majoração salarial de 12,46%, cuja primeira parcela de 4% será quitada em dezembro, foi acatada pelo funcionalismo, mas ainda não foi sacramentada juridicamente, o que deve acontecer nesta semana.

Segundo Reali, o aumento de vencimentos dos servidores vai impactar diretamente na formulação do plano de cargos. "Os funcionários conseguiram extrair ao máximo o aumento. A situação financeira do município não é confortável", disse o petista. Para o chefe do Paço, o sindicalismo precisa entender que o momento financeiro da cidade não permite abusos na valorização da categoria, que foi sua promessa de campanha em 2008.

Outro limitador para negociar o projeto, de acordo com o prefeito, é a instabilidade econômica. A avaliação do governo é que se a crise que atinge os Estados Unidos respingar no Brasil, afetará diretamente o município, pois boa parte da capacidade de investimento do Paço vem de recursos da União.

Jandyra Uehara Alves, presidente do Sindema, não contestou o prazo estipulado por Reali, mas pediu que o plano seja desenvolvido para beneficiar o servidor. "Temos problemas graves que precisam ser sanados rapidamente. Mas o resto é para longo prazo", avaliou a líder sindical.

Entre os pontos urgentes estão equiparação salarial para funcionários com serviços idênticos e incorporação de benefícios aos salários dos médicos. "Hoje os médicos de Diadema não ganham vencimentos bons que lhes permitam aposentar pela cidade. Eles têm penduricalhos nos salários", citou Jandyra.

A presidente do sindicato afirmou que a Prefeitura nunca propôs PCCV voltado ao funcionalismo. Em 2007, o ex-prefeito de Diadema e hoje deputado federal José de Filippi Júnior (PT) ofereceu melhorias nas condições dos funcionários que, na visão do Sindema, suprimia benefícios. O imbróglio resultou em greve e extinção do plano sugerido pelo Paço.



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