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Sem informação de Ribeirão, dispensados vão acionar o MP

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Prefeitura avisou que analisaria suspensão de contratos da frente de trabalho até ontem, mas não deu posicionamento aos demitidos


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

01/02/2020 | 00:01


A Prefeitura de Ribeirão Pires, administrada por Adler Kiko Teixeira (PSB), descumpriu prazo dado aos profissionais demitidos da frente de trabalho para propor uma solução ao impasse. Assim, representação no Ministério Público tende a ser formalizada na segunda-feira para apuração do caso.

Há duas semanas, cerca de 50 pessoas convocadas para participar do Programa Auxílio Desemprego do governo local foram dispensadas após dois dias de jornada, sob alegação de que não se podia contratar servidor em ano eleitoral. A gestão Kiko se recusou a pagar indenização ou quitar os dias trabalhados, sob argumento de que eles haviam apenas participado de reuniões de cronograma de atuação.

Na semana passada, comitiva dos demitidos foi ao MP já com intuito de abrir queixa formal contra a Prefeitura. À ocasião, foi orientada pelos promotores a aguardar até ontem por posicionamento da administração acerca do caso, até porque esse foi o prazo solicitado pelo setor jurídico do Paço para analisar a questão.

“Aguardei o dia inteiro alguém da Prefeitura me ligar para explicar o que fazer e como proceder. Até agora não sei se sou funcionário de Ribeirão Pires, se não sou. E também não falaram nada sobre o pagamento dos dias em que trabalhamos lá”, declarou Fred Jean Barbosa da Silva, 40 anos, um dos representantes dos profissionais dispensados. “Desta forma, não nos resta mais nenhuma opção a não ser ir para o Ministério Público e processar a Prefeitura de Ribeirão Pires.”

A conversa deve ser feita com a promotora Paula Figueiredo, que atendeu o bloco na semana passada. “Como a promotora pediu para que voltássemos ao MP assim que a data vencesse, então é isso que vamos fazer”, disse Silva.

No início do mês, o Executivo selecionou 100 nomes para que eles pudessem participar da frente de trabalho da cidade. Desses convocados, 50 apareceram para iniciar a atuação entre os dias 13 e 14, quando ganharam uniformes e tiveram acesso ao cronograma de atuação.

No dia 14, porém, foram avisados de que os contratos foram extintos e que não trabalhariam mais na frente de trabalho. Os convocados chegaram a assinar contrato de admissão no dia 6.

Secretário de Administração de Ribeirão, Adriano Dias Campos reconheceu o erro e chegou a pagar R$ 20 do próprio bolso para saldar os gastos que o pessoal teve com transporte público para ir ao trabalho. A gestão tem se negado a pagas os dois dias trabalhado aos dispensados – R$ 35 por dia e por colaborador.

Adriano Campos ainda teria sugerido que o pessoal poderia ser contratado pelo Atacadão, supermercado que foi inaugurado na cidade em janeiro. O grupo Carrefour, que controla o Atacadão, negou existência de qualquer parceria com a Prefeitura de Ribeirão Pires para alocar estas pessoas.

Procurada ontem pela equipe do Diário sobre o caso, a administração de Ribeirão não se pronunciou até o fechamento desta edição. 



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Sem informação de Ribeirão, dispensados vão acionar o MP

Prefeitura avisou que analisaria suspensão de contratos da frente de trabalho até ontem, mas não deu posicionamento aos demitidos

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

01/02/2020 | 00:01


A Prefeitura de Ribeirão Pires, administrada por Adler Kiko Teixeira (PSB), descumpriu prazo dado aos profissionais demitidos da frente de trabalho para propor uma solução ao impasse. Assim, representação no Ministério Público tende a ser formalizada na segunda-feira para apuração do caso.

Há duas semanas, cerca de 50 pessoas convocadas para participar do Programa Auxílio Desemprego do governo local foram dispensadas após dois dias de jornada, sob alegação de que não se podia contratar servidor em ano eleitoral. A gestão Kiko se recusou a pagar indenização ou quitar os dias trabalhados, sob argumento de que eles haviam apenas participado de reuniões de cronograma de atuação.

Na semana passada, comitiva dos demitidos foi ao MP já com intuito de abrir queixa formal contra a Prefeitura. À ocasião, foi orientada pelos promotores a aguardar até ontem por posicionamento da administração acerca do caso, até porque esse foi o prazo solicitado pelo setor jurídico do Paço para analisar a questão.

“Aguardei o dia inteiro alguém da Prefeitura me ligar para explicar o que fazer e como proceder. Até agora não sei se sou funcionário de Ribeirão Pires, se não sou. E também não falaram nada sobre o pagamento dos dias em que trabalhamos lá”, declarou Fred Jean Barbosa da Silva, 40 anos, um dos representantes dos profissionais dispensados. “Desta forma, não nos resta mais nenhuma opção a não ser ir para o Ministério Público e processar a Prefeitura de Ribeirão Pires.”

A conversa deve ser feita com a promotora Paula Figueiredo, que atendeu o bloco na semana passada. “Como a promotora pediu para que voltássemos ao MP assim que a data vencesse, então é isso que vamos fazer”, disse Silva.

No início do mês, o Executivo selecionou 100 nomes para que eles pudessem participar da frente de trabalho da cidade. Desses convocados, 50 apareceram para iniciar a atuação entre os dias 13 e 14, quando ganharam uniformes e tiveram acesso ao cronograma de atuação.

No dia 14, porém, foram avisados de que os contratos foram extintos e que não trabalhariam mais na frente de trabalho. Os convocados chegaram a assinar contrato de admissão no dia 6.

Secretário de Administração de Ribeirão, Adriano Dias Campos reconheceu o erro e chegou a pagar R$ 20 do próprio bolso para saldar os gastos que o pessoal teve com transporte público para ir ao trabalho. A gestão tem se negado a pagas os dois dias trabalhado aos dispensados – R$ 35 por dia e por colaborador.

Adriano Campos ainda teria sugerido que o pessoal poderia ser contratado pelo Atacadão, supermercado que foi inaugurado na cidade em janeiro. O grupo Carrefour, que controla o Atacadão, negou existência de qualquer parceria com a Prefeitura de Ribeirão Pires para alocar estas pessoas.

Procurada ontem pela equipe do Diário sobre o caso, a administração de Ribeirão não se pronunciou até o fechamento desta edição. 

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