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Prefeitura de Diadema enfrenta semana de tensão


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

17/04/2007 | 07:01


A Prefeitura de Diadema enfrenta dias tensos. Segunda, funcionários terceirizados cruzaram os braços por falta de pagamento. Quarta-feira será a vez dos servidores públicos, que prometem greve por tempo indeterminado a partir das 9h. A reivindicação é reajuste salarial e Plano de Cargos e Carreiras.

A empresa terceirizada Trans Kombi – responsável por 70% da frota da Prefeitura – está sem receber há três meses. O atraso, estimado em aproximadamente R$ 800 mil, comprometeu o salário dos funcionários, que ontem protestaram contra a administração José de Filippi Júnior (PT).

Entre os funcionários públicos, a presidente do sindicato, Kátia Vassoler, avisa que a greve terá início com manifestação na praça da Matriz, e que a categoria só retornará ao trabalho quando for atendido o pedido de reajuste salarial. “Só manteremos nos postos de trabalho 30% dos servidores, conforme determina a lei, para casos emergenciais (Saúde e Segurança).”

Desde o início da gestão do prefeito José de Filippi Júnior (PT), em 2005, a categoria tem reivindicado aumento dos salários. A última paralisação ocorreu em 15 de dezembro, mas o movimento não sensibilizou a Prefeitura. A categoria pede 33% de aumento; o prefeito oferece 3%.

O presidente da Câmara, Marco Antônio Ernandez (PT), preferiu não se envolver nesse assunto, limitando-se a dizer que não tem uma opinião formada. Já o líder de governo, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), disse que é direito do trabalhador reivindicar aumento.

ATRASO

O diretor operacional da Trans Kombi, Jacques Orlandino, revelou que a administração de Diadema costuma atrasar o pagamento. “Na semana passada eles se comprometeram a pagar, mas isso não foi feito e a situação se agravou para nós.” A empresa faz o transporte de pacientes e crianças com necessidades especiais.

Segundo Orlandino, a Prefeitura voltou a se comprometer ontem: garantiu que terça-feira depositaria R$ 130 mil, referentes a folha de pagamento dos servidores da terceirizada. “Se não houver o pagamento, teremos de pedir empréstimo para arcar com o salário.”

O coordenador da frota, Carlos Roberto, que liderou a manifestação de 40 funcionários – do total de 86 – ontem, disse que um representante da Prefeitura garantiu, ao final da tarde, que o dinheiro seria depositado. “Mas, se não sair, a empresa vai recolher os veículos e encerrar o contrato com a administração pública.”

Manifestantes, que não quiseram se identificar, disseram que o salário tem atrasado desde o início do ano por conta do não-pagamento da dívida pela Prefeitura. A Prefeitura respondeu que nada fará para impedir a greve. Em relação à empresa terceirizada, justificou o atraso nos vencimentos aos seqüestros de receita referentes a precatórios. Porém, garantiu que depositará nesta terça os R$ 130 mil, conforme o combinado.


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