Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 6 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Turismo

turismo@dgabc.com.br | 4435-8367

Socorro,onde ainda se vive

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com vários atrativos turísticos, cidade ao pé da Serra da Cantareira convida a se conectar com a natureza


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

30/01/2020 | 00:01


Na calmaria dos pés da Serra da Mantiqueira, cercada por montanhas e cortada pelo Rio do Peixe, quase na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, está Socorro. A cidade, localizada a 150 quilômetros do Grande ABC (duas horas e meia de carro), é daqueles lugares que dificilmente se visita uma única vez, tamanho número de atrações. A programação tem como destaque rafting, rapel e trilhas que levam até exuberantes cachoeiras, mas o simpático município paulista de apenas 40 mil habitantes oferece também paisagens deslumbrantes, como o inesquecível pôr do Sol visto do alto da Pedra Bela Vista. Existem três caminhos principais que levam da região até Socorro. Por dentro de São Paulo, acessando a Rodovia dos Bandeirantes e as marginais Pinheiro e Tietê até a Rodovia Anhanguera; pelo Rodoanel Mário Covas; ou rota mais curta, apesar de estar sujeita a trânsito, que é a pela Rodovia Fernão Dias.

Nesta última rota, a dica é fazer parada em Bragança Paulista, quase no meio do caminho, e provar os lanches de linguiça artesanal, tradicionais na cidade. Um dos mais procurados é os do Restaurante do Rosário, que fica nas margens da Fernão Dias, logo após entrar na cidade. Servidos em pão francês, custam, em média, R$ 20. Um pouco mais à frente, em Pinhalzinho, quase chegando em Socorro, vale experimentar o bolinho de tilápia (R$ 4,50) carro-chefe do Bar do Tuta, que precisa de pequeno desvio até o km 114,5 da Rodovia Capitão Bardoino.

A proposta em Socorro é desapegar dos problemas e se conectar com a natureza. Por todos os lados enormes campos verdes emolduram a paisagem e nos convidam a vivenciar a calmaria, cenário distante das grandes metrópoles. Como a cidade é pequena, os deslocamentos são rápidos. Em dez minutos é possível cruzar o município de um lado ao outro, o que facilita a logística e permite conhecer diversos locais no mesmo dia. O trânsito praticamente inexiste e estacionar o carro é relativamente tranquilo, principalmente aos fins de semana.

Fundada em 1738 e batizada em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do município, a cidade é uma das 19 do Estado consideradas estâncias hidrominerais por cumprir os requisitos definidos por lei. Isso garante verba para promoção do turismo regional. Por facilitar o acesso de pessoas com necessidades pessoais ou mobilidade reduzida aos atrativos, a cidade conquistou nos dois últimos anos o prêmio Top Destinos, na categoria turismo social, ao vencer votação popular organizada pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) e da associação dos profissionais de viagem e turismo Skal Internacional São Paulo
Um dos diferenciais de Socorro é que a cidade é petfriendly, isso significa que boa parte dos estabelecimentos, restaurantes e hoteis está preparada para receber os integrantes da família de quatro patas. Até mesmo em algumas atividades radicais os cachorros são bem-vindos.

Antes de pegar a estrada é importante traçar roteiro do que a família deseja conhecer. Algumas atividades requerem tempo longo, como as descidas de rafting, por exemplo, que são imperdíveis, mas consomem pelo menos três horas – duas de navegação na água (leia ao lado).
Um destino imperdível é a Pedra da Bela Vista – a entrada custa R$ 20. Assistir ao pôr do Sol ali é algo espetacular, tanto que é uma das principais recomendações dos turistas que visitam a cidade no site tripadvisor.com. Além da vista, música ao vivo aos fins de semana deixa o clima aconchegante. Enquanto espera o Sol se esconder atrás das montanhas, o turista pode experimentar o tradicional pan de palo (R$ 15), massa de origem peruana assada em fogueira pelos próprios visitantes, que, depois, podem recheá-la. Na pedra ainda existem outras atividades para quem é mais radical. Uma delas é a descida em rapel de 98 metros, que dura quase três horas (R$ 98). Tem também o trekking, caminhada que leva a quatro pequenas grutas, garantindo visual deslumbrante aos turistas (R$ 80).

Outro local bem frequentado é o Mirante do Cristo, cartão-postal de Socorro e que possui entrada gratuita. Localizado em um dos pontos mais altos da cidade, oferece vista incrível aos turistas, além de contar com playgroud e estacionamento.

Com tantas atrações ao ar livre, Socorro é destino perfeito para quem quer desestressar, mas causa efeito colateral difícil de resolver: a vontade incontrolável de voltar à cidade. 

Cidade quer atrair mais motociclistas

Cada vez mais Socorro está se preparando para atrair amantes das motos e das bicicletas, percebendo que essa é fatia importante dos visitantes que chegam até a cidade. Tanto que em dezembro, a prefeitura local lançou o projeto Socorro, Destino Duas Rodas, que tem como intuito facilitar ainda mais a locomoção dentro do município. A iniciativa partiu da união de entidades como a Astur (Associação das Empresas de Turismo) e a ACE (Associação Comercial) e conta com apoio do Comtur (Conselho Municipal de Turismo).

A ideia é favorecer o amante das duas rodas, seja com melhor estrutura em pontos comerciais e turísticos, como a instalação de porta-capacetes e ampliação das vagas para motos, por exemplo, ou ainda com a criação de rotas para que os mais aventureiros possam explorar a cidade de um modo diferente e independente.

Não é coincidência que a cidade, que fica a 720 metros do nível do mar, é destino frequente de eventos das fabricantes de motos, reunindo dezenas de motociclistas em alguns fins de semana. Suas ruas largas e pacatas, somadas à sensação de segurança, permitem trafegar tranquilamente entre um ponto turístico e outro, às vezes tendo a sorte de encontrar uma trilha no meio do caminho e dar um pouco mais de emoção ao passeio.

Partindo do Grande ABC, fazer o trajeto de moto é bastante tranquilo. A Rodovia Fernão Dias, principal via de acesso até Socorro, é bem sinalizada, apesar de mudar com frequência os limites de velocidade por causa dos trechos sinuosos. Na cidade, a maior parte dos comércios já está equipada com vagas exclusivas para motos, o que facilita bastante para se acomodar em bares e restaurantes. Além de tudo isso, tem a sensação de liberdade e o vento batendo no rosto, pré-requisitos de quem busca o destino para se conectar com a natureza.

Seu território irregular também pode ser desafiador para ciclistas e motociclistas. Tanto que a cidade recebe durante o ano diversas provas de motocross e também maratonas de mountain bike. Mas nenhuma delas reúne tanta expectativa como a 38ª edição do Enduro da Independência, cuja largada será na cidade no dia 5 de setembro e deve mobilizar pelo menos 2.000 pessoas apenas com o evento.

Exposição conta a história das motos

Um baú de memórias, uma seleta de contos e histórias que levam o visitante a viajar dos primórdios da criação da motocicleta até os dias atuais, passando pela evolução deste veículo apaixonante e libertador. Esse é o ponto de partida da exposição Duas Rodas e Uma Nação, que ocupa os três andares do Museu Municipal de Socorro e fica à disposição do público até o dia 1º de março. As visitas, gratuitas, podem ser feitas de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h. 
 

 O acervo conta com motocicletas que pertencem ao acervo Moto Classic Museum, de Sumaré, a coleção Remaza Collection, que inclui itens como minimotos da Honda, além da antiquíssima Triumph Type H, exemplar fabricado em 1915 pela TecMoto. A mostra ainda reúne retratos e documentos originais, itens de mobiliarium que retratam 120 anos de motociclismo brasileiro, além de competições, legislação, trânsito e muita história.


Um dos pontos altos da exposição são as marcas que faziam a cabeça dos motociclistas de antigamente, inovação e pedidos de patente de componentes das motos, as propagandas e também os anúncios de vendas em classificados, como um em especifico, de 1904, e que é atribuído ao inventor Alberto Santos Dummont, que supostamente teria trazido da França uma moto Peugeot de 2, 5cv após experimentá-la em Paris.

Ariel, Harley-Davidson, NSU, BMW, Matchless, Mondial 50, Norton, Indian, Vespa e outras tantas marcas que ainda existem ou deixaram de existir ao longo do tempo e que fazem parte da história do motociclismo nacional, bem como as histórias das pessoas que as compraram e desfilaram sua pilotagem por ruas de terra, paralelepípedo e asfalto também são partes da mostra.

Para chegar à exposição foram realizadas pesquisas com pilotos e entusiastas do motociclismo, que relembraram e repassaram suas vivências em duas rodas para os garimpeiros do Motostory Brasil, curadora do acervo. Um verdadeiro time formado por quem vive a motocicleta e que inclui nomes como Carlãozinho Coachman, Wladimir Candini, Justiniano Proença, Mauro Letizia, Wel Calandria, Ricardo Gramani, Alexandre Zaninotto, Marcelo Peixoto e Edgard Soares, entre muitos outros. (das Agências)

Atrações desafiam controle emocional dos turistas

Ir até Socorro e não experimentar a emoção que proporcionam os atrativos radicais é um verdadeiro desperdício. Um dos passeios mais buscados pelos visitantes é a incrível descida de rafting pelo Rio do Peixe, que corta a cidade. A aventura mistura a adrenalina de cada rocha superada, o autocontrole para não se desesperar com os obstáculos, afinal, todos no bote têm a incumbência de remar e a satisfação por vencer correntezas e admirar paisagens belíssimas durante o percurso, que dura em torno de duas horas.

Uma das principais operadoras do passeio é a Próxima Aventura, que fica no Caminho Turístico do Rio do Peixe, km 7,7 da Estrada Socorro/Munhoz-MG, conta com estacionamento e base de apoio com banheiro equipados com duchas quentes – sim, você vai precisar. O valor é de R$ 110 por pessoa e dá direito aos equipamentos como colete e remo.

Antes de descer o rio, os turistas passam por espécie de treinamento, no qual os instrutores explicam todos os desafios que podem aparecer, inclusive táticas em caso de queda na água. Os procedimentos são padrões, mas no geral a modalidade oferece bastante segurança aos praticantes.

Para que a descida seja bem-sucedida, os integrantes do bote precisam estar em sincronia e obedecerem ordens do condutor. É preciso remar para frente, para trás e se segurar durante a passagem pelas correntezas. Dependendo do nível do rio o passeio tem mais ou menos adrenalina. Um dos atrativos da agência é o cachorro Jow do Peixe, mascote que acompanha as equipes durante todo o percurso, seja nas margens, dentro da água ou até em cima dos botes.

Ao fim da descida, um caminhão, estilo safari, aguarda os turistas para levá-los de volta até a base, onde poderão tomar banho. Vale a dica ir ao passeio com roupas leves, calçados presos ao pé e deixar no hotel brincos, relógios, pulseiras e tudo mais que possa cair na água ou bater em pedras.

Outra atração bastante concorrida em Socorro é a tirolesa voadora do Hotel Fazenda Parque dos Sonhos. Nela, o turista é amarrado de bruço e tem vista espetacular da cidade de Socorro, percorrendo o percurso de um quilômetro como se estivesse voando a mais de 120 metros de altura. O custo da atividade é de R$ 80.

Outra atração imperdível na cidade é o Parque Monjolinho, que reúne atividades como arvorismo, rapel, trilhas, boia-cross, stand-up padle, passeios de quadriciclo, escalada, entre outras. É possível fazer as atrações individualmente ou comprar pacotes. O passeio de quadriciclo para duas pessoas com parada para banho em cachoeira custa a partir de R$ 180.


Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Socorro,onde ainda se vive

Com vários atrativos turísticos, cidade ao pé da Serra da Cantareira convida a se conectar com a natureza

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

30/01/2020 | 00:01


Na calmaria dos pés da Serra da Mantiqueira, cercada por montanhas e cortada pelo Rio do Peixe, quase na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, está Socorro. A cidade, localizada a 150 quilômetros do Grande ABC (duas horas e meia de carro), é daqueles lugares que dificilmente se visita uma única vez, tamanho número de atrações. A programação tem como destaque rafting, rapel e trilhas que levam até exuberantes cachoeiras, mas o simpático município paulista de apenas 40 mil habitantes oferece também paisagens deslumbrantes, como o inesquecível pôr do Sol visto do alto da Pedra Bela Vista. Existem três caminhos principais que levam da região até Socorro. Por dentro de São Paulo, acessando a Rodovia dos Bandeirantes e as marginais Pinheiro e Tietê até a Rodovia Anhanguera; pelo Rodoanel Mário Covas; ou rota mais curta, apesar de estar sujeita a trânsito, que é a pela Rodovia Fernão Dias.

Nesta última rota, a dica é fazer parada em Bragança Paulista, quase no meio do caminho, e provar os lanches de linguiça artesanal, tradicionais na cidade. Um dos mais procurados é os do Restaurante do Rosário, que fica nas margens da Fernão Dias, logo após entrar na cidade. Servidos em pão francês, custam, em média, R$ 20. Um pouco mais à frente, em Pinhalzinho, quase chegando em Socorro, vale experimentar o bolinho de tilápia (R$ 4,50) carro-chefe do Bar do Tuta, que precisa de pequeno desvio até o km 114,5 da Rodovia Capitão Bardoino.

A proposta em Socorro é desapegar dos problemas e se conectar com a natureza. Por todos os lados enormes campos verdes emolduram a paisagem e nos convidam a vivenciar a calmaria, cenário distante das grandes metrópoles. Como a cidade é pequena, os deslocamentos são rápidos. Em dez minutos é possível cruzar o município de um lado ao outro, o que facilita a logística e permite conhecer diversos locais no mesmo dia. O trânsito praticamente inexiste e estacionar o carro é relativamente tranquilo, principalmente aos fins de semana.

Fundada em 1738 e batizada em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do município, a cidade é uma das 19 do Estado consideradas estâncias hidrominerais por cumprir os requisitos definidos por lei. Isso garante verba para promoção do turismo regional. Por facilitar o acesso de pessoas com necessidades pessoais ou mobilidade reduzida aos atrativos, a cidade conquistou nos dois últimos anos o prêmio Top Destinos, na categoria turismo social, ao vencer votação popular organizada pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) e da associação dos profissionais de viagem e turismo Skal Internacional São Paulo
Um dos diferenciais de Socorro é que a cidade é petfriendly, isso significa que boa parte dos estabelecimentos, restaurantes e hoteis está preparada para receber os integrantes da família de quatro patas. Até mesmo em algumas atividades radicais os cachorros são bem-vindos.

Antes de pegar a estrada é importante traçar roteiro do que a família deseja conhecer. Algumas atividades requerem tempo longo, como as descidas de rafting, por exemplo, que são imperdíveis, mas consomem pelo menos três horas – duas de navegação na água (leia ao lado).
Um destino imperdível é a Pedra da Bela Vista – a entrada custa R$ 20. Assistir ao pôr do Sol ali é algo espetacular, tanto que é uma das principais recomendações dos turistas que visitam a cidade no site tripadvisor.com. Além da vista, música ao vivo aos fins de semana deixa o clima aconchegante. Enquanto espera o Sol se esconder atrás das montanhas, o turista pode experimentar o tradicional pan de palo (R$ 15), massa de origem peruana assada em fogueira pelos próprios visitantes, que, depois, podem recheá-la. Na pedra ainda existem outras atividades para quem é mais radical. Uma delas é a descida em rapel de 98 metros, que dura quase três horas (R$ 98). Tem também o trekking, caminhada que leva a quatro pequenas grutas, garantindo visual deslumbrante aos turistas (R$ 80).

Outro local bem frequentado é o Mirante do Cristo, cartão-postal de Socorro e que possui entrada gratuita. Localizado em um dos pontos mais altos da cidade, oferece vista incrível aos turistas, além de contar com playgroud e estacionamento.

Com tantas atrações ao ar livre, Socorro é destino perfeito para quem quer desestressar, mas causa efeito colateral difícil de resolver: a vontade incontrolável de voltar à cidade. 

Cidade quer atrair mais motociclistas

Cada vez mais Socorro está se preparando para atrair amantes das motos e das bicicletas, percebendo que essa é fatia importante dos visitantes que chegam até a cidade. Tanto que em dezembro, a prefeitura local lançou o projeto Socorro, Destino Duas Rodas, que tem como intuito facilitar ainda mais a locomoção dentro do município. A iniciativa partiu da união de entidades como a Astur (Associação das Empresas de Turismo) e a ACE (Associação Comercial) e conta com apoio do Comtur (Conselho Municipal de Turismo).

A ideia é favorecer o amante das duas rodas, seja com melhor estrutura em pontos comerciais e turísticos, como a instalação de porta-capacetes e ampliação das vagas para motos, por exemplo, ou ainda com a criação de rotas para que os mais aventureiros possam explorar a cidade de um modo diferente e independente.

Não é coincidência que a cidade, que fica a 720 metros do nível do mar, é destino frequente de eventos das fabricantes de motos, reunindo dezenas de motociclistas em alguns fins de semana. Suas ruas largas e pacatas, somadas à sensação de segurança, permitem trafegar tranquilamente entre um ponto turístico e outro, às vezes tendo a sorte de encontrar uma trilha no meio do caminho e dar um pouco mais de emoção ao passeio.

Partindo do Grande ABC, fazer o trajeto de moto é bastante tranquilo. A Rodovia Fernão Dias, principal via de acesso até Socorro, é bem sinalizada, apesar de mudar com frequência os limites de velocidade por causa dos trechos sinuosos. Na cidade, a maior parte dos comércios já está equipada com vagas exclusivas para motos, o que facilita bastante para se acomodar em bares e restaurantes. Além de tudo isso, tem a sensação de liberdade e o vento batendo no rosto, pré-requisitos de quem busca o destino para se conectar com a natureza.

Seu território irregular também pode ser desafiador para ciclistas e motociclistas. Tanto que a cidade recebe durante o ano diversas provas de motocross e também maratonas de mountain bike. Mas nenhuma delas reúne tanta expectativa como a 38ª edição do Enduro da Independência, cuja largada será na cidade no dia 5 de setembro e deve mobilizar pelo menos 2.000 pessoas apenas com o evento.

Exposição conta a história das motos

Um baú de memórias, uma seleta de contos e histórias que levam o visitante a viajar dos primórdios da criação da motocicleta até os dias atuais, passando pela evolução deste veículo apaixonante e libertador. Esse é o ponto de partida da exposição Duas Rodas e Uma Nação, que ocupa os três andares do Museu Municipal de Socorro e fica à disposição do público até o dia 1º de março. As visitas, gratuitas, podem ser feitas de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h. 
 

 O acervo conta com motocicletas que pertencem ao acervo Moto Classic Museum, de Sumaré, a coleção Remaza Collection, que inclui itens como minimotos da Honda, além da antiquíssima Triumph Type H, exemplar fabricado em 1915 pela TecMoto. A mostra ainda reúne retratos e documentos originais, itens de mobiliarium que retratam 120 anos de motociclismo brasileiro, além de competições, legislação, trânsito e muita história.


Um dos pontos altos da exposição são as marcas que faziam a cabeça dos motociclistas de antigamente, inovação e pedidos de patente de componentes das motos, as propagandas e também os anúncios de vendas em classificados, como um em especifico, de 1904, e que é atribuído ao inventor Alberto Santos Dummont, que supostamente teria trazido da França uma moto Peugeot de 2, 5cv após experimentá-la em Paris.

Ariel, Harley-Davidson, NSU, BMW, Matchless, Mondial 50, Norton, Indian, Vespa e outras tantas marcas que ainda existem ou deixaram de existir ao longo do tempo e que fazem parte da história do motociclismo nacional, bem como as histórias das pessoas que as compraram e desfilaram sua pilotagem por ruas de terra, paralelepípedo e asfalto também são partes da mostra.

Para chegar à exposição foram realizadas pesquisas com pilotos e entusiastas do motociclismo, que relembraram e repassaram suas vivências em duas rodas para os garimpeiros do Motostory Brasil, curadora do acervo. Um verdadeiro time formado por quem vive a motocicleta e que inclui nomes como Carlãozinho Coachman, Wladimir Candini, Justiniano Proença, Mauro Letizia, Wel Calandria, Ricardo Gramani, Alexandre Zaninotto, Marcelo Peixoto e Edgard Soares, entre muitos outros. (das Agências)

Atrações desafiam controle emocional dos turistas

Ir até Socorro e não experimentar a emoção que proporcionam os atrativos radicais é um verdadeiro desperdício. Um dos passeios mais buscados pelos visitantes é a incrível descida de rafting pelo Rio do Peixe, que corta a cidade. A aventura mistura a adrenalina de cada rocha superada, o autocontrole para não se desesperar com os obstáculos, afinal, todos no bote têm a incumbência de remar e a satisfação por vencer correntezas e admirar paisagens belíssimas durante o percurso, que dura em torno de duas horas.

Uma das principais operadoras do passeio é a Próxima Aventura, que fica no Caminho Turístico do Rio do Peixe, km 7,7 da Estrada Socorro/Munhoz-MG, conta com estacionamento e base de apoio com banheiro equipados com duchas quentes – sim, você vai precisar. O valor é de R$ 110 por pessoa e dá direito aos equipamentos como colete e remo.

Antes de descer o rio, os turistas passam por espécie de treinamento, no qual os instrutores explicam todos os desafios que podem aparecer, inclusive táticas em caso de queda na água. Os procedimentos são padrões, mas no geral a modalidade oferece bastante segurança aos praticantes.

Para que a descida seja bem-sucedida, os integrantes do bote precisam estar em sincronia e obedecerem ordens do condutor. É preciso remar para frente, para trás e se segurar durante a passagem pelas correntezas. Dependendo do nível do rio o passeio tem mais ou menos adrenalina. Um dos atrativos da agência é o cachorro Jow do Peixe, mascote que acompanha as equipes durante todo o percurso, seja nas margens, dentro da água ou até em cima dos botes.

Ao fim da descida, um caminhão, estilo safari, aguarda os turistas para levá-los de volta até a base, onde poderão tomar banho. Vale a dica ir ao passeio com roupas leves, calçados presos ao pé e deixar no hotel brincos, relógios, pulseiras e tudo mais que possa cair na água ou bater em pedras.

Outra atração bastante concorrida em Socorro é a tirolesa voadora do Hotel Fazenda Parque dos Sonhos. Nela, o turista é amarrado de bruço e tem vista espetacular da cidade de Socorro, percorrendo o percurso de um quilômetro como se estivesse voando a mais de 120 metros de altura. O custo da atividade é de R$ 80.

Outra atração imperdível na cidade é o Parque Monjolinho, que reúne atividades como arvorismo, rapel, trilhas, boia-cross, stand-up padle, passeios de quadriciclo, escalada, entre outras. É possível fazer as atrações individualmente ou comprar pacotes. O passeio de quadriciclo para duas pessoas com parada para banho em cachoeira custa a partir de R$ 180.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;