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Moradores recorrem ao MP para esclarecer vazamento

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Munícipes temem impactos sociais e ambientais após tentativa de furto de combustível em oleoduto


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

28/01/2020 | 22:40


 Moradores da Vila Vivaldi, em São Bernardo, buscam ajuda do MP (Ministério Público) da cidade para obter esclarecimentos detalhados a respeito de vazamento de óleo – proveniente de um oleoduto no bairro – em dezembro do ano passado. Os munícipes questionam os riscos à saúde e impactos sociais e ambientais do problema, resultado de tentativa de furto. 

Segundo relatos, em dezembro de 2019, um galpão, localizado na Avenida Vergueiro, altura do número 3.173, teria sido alugado por indivíduos que perfuraram e tentaram furtar material do oleoduto localizado no bairro. O vazamento de combustível afetou estabelecimentos comerciais e imóveis residenciais, inclusive obrigando moradores a deixarem suas residências por cerca de um mês. 

A mecânica de Fernando Garcia, 35 anos, foi um dos pontos mais prejudicados pelo vazamento. Ele conta que o material se espalhou pelas paredes e chão do estabelecimento. “Meu prejuízo foi ficar um mês afastado do trabalho. Além dos veículos estacionados aqui dentro, que foram atingidos”, lamenta. 

O MP de São Bernardo oficiou a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e a Transpetro, responsável pelo oleoduto, para que entreguem laudos realizados no local até o dia 16 de fevereiro. A ação foi resultado de reunião realizada ontem entre moradores e a Promotoria de Meio Ambiente da cidade. “Vamos avaliar os riscos que nós corremos”, observa o professor de filosofia Pedro Henrique Pereira, 25, morador do bairro. 

Pereira ainda comenta que o órgão estadual vai questionar as providências que a empresa e a Cetesb tomarão a respeito do vazamento. “É um esclarecimento que todo morador deve ter. Vamos pressionar (a Transpetro) para monitorar esses oleodutos.”

O advogado ambientalista e integrante do MDV (Movimento em Defesa da Vida) do Grande ABC Virgílio Alcides de Farias destaca que é necessário saber qual a dimensão dos riscos ambientais e para saúde humana. “Houve esse vazamento que saiu pelas casas e em águas fluviais. Vamos providenciar um contralaudo para termos a certeza de que medidas serão tomadas diante disso”, finaliza. 

A Prefeitura de São Bernardo informou, por meio de nota, que a Defesa Civil foi acionada e interditou o imóvel onde foram cavados os túneis para acesso do duto.

Procurada, a Transpetro não respondeu até o fechamento desta edição.



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