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‘Black Brecht’ reestreia em São Paulo

Cristina Maranhão/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Espetáculo inspirado em obra de Bertolt Brecht ficará em cartaz até dia 1º de março


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

28/01/2020 | 22:40


O dramaturgo e poeta Bertolt Brecht (1898-1956) escreveu a peça O Julgamento de Luculus entre os anos de 1938 e 1940. Esta obra serviu de inspiração para a montagem Black Brecht: E se Brecht Fosse Negro?, do coletivo Legítima Defesa, que reestreia sexta, às 21h, no Centro Cultural São Paulo, dirigida por Eugênio Lima.

O palco se transforma no Supremo Tribunal do Reino das Sombras, onde aparece Luculus Brasilis, o general civilizador, que precisa prestar contas da sua existência na Terra para saber se é digno de entrar no Reino dos Bem-Aventurados. Sob a presidência do juiz dos mortos, cinco jurados participam do julgamento: um professor, uma peixeira, um coveiro, uma ama de leite e um não nascido. Estão sentados em cadeiras altas, sem mãos para segurar nem bocas para comer, os olhos há muito apagados e que são incorruptíveis.

“Pensamos nas dimensões que unem classe, raça e gênero e também o legado colonial dessa construção social. A partir daí convidamos a dramaturga Dione Carlos para trabalhar junto com o grupo. Construímos a peça em três tempos não lineares: o tempo dos vivos, o tempo dos mortos e o tempo dos não nascidos. Para quebrar com essa linearidade, esses tempos se tocam. É o que chamo de uma oferenda na esquina do futuro. A gente precisa recuperar a capacidade de imaginar outros futuros e para isso é preciso desconstruir o legado colonial sobre o passado”, adianta o diretor.

Black Brecht – Teatro. No Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000. Até 1º de março, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h.Ingressos: R$ 20.  



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‘Black Brecht’ reestreia em São Paulo

Espetáculo inspirado em obra de Bertolt Brecht ficará em cartaz até dia 1º de março

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

28/01/2020 | 22:40


O dramaturgo e poeta Bertolt Brecht (1898-1956) escreveu a peça O Julgamento de Luculus entre os anos de 1938 e 1940. Esta obra serviu de inspiração para a montagem Black Brecht: E se Brecht Fosse Negro?, do coletivo Legítima Defesa, que reestreia sexta, às 21h, no Centro Cultural São Paulo, dirigida por Eugênio Lima.

O palco se transforma no Supremo Tribunal do Reino das Sombras, onde aparece Luculus Brasilis, o general civilizador, que precisa prestar contas da sua existência na Terra para saber se é digno de entrar no Reino dos Bem-Aventurados. Sob a presidência do juiz dos mortos, cinco jurados participam do julgamento: um professor, uma peixeira, um coveiro, uma ama de leite e um não nascido. Estão sentados em cadeiras altas, sem mãos para segurar nem bocas para comer, os olhos há muito apagados e que são incorruptíveis.

“Pensamos nas dimensões que unem classe, raça e gênero e também o legado colonial dessa construção social. A partir daí convidamos a dramaturga Dione Carlos para trabalhar junto com o grupo. Construímos a peça em três tempos não lineares: o tempo dos vivos, o tempo dos mortos e o tempo dos não nascidos. Para quebrar com essa linearidade, esses tempos se tocam. É o que chamo de uma oferenda na esquina do futuro. A gente precisa recuperar a capacidade de imaginar outros futuros e para isso é preciso desconstruir o legado colonial sobre o passado”, adianta o diretor.

Black Brecht – Teatro. No Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000. Até 1º de março, sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h.Ingressos: R$ 20.  

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