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O tempo passa


Do Diário do Grande ABC

28/01/2020 | 09:39


Está para completar um ano – em 28 de abril – a reportagem deste Diário que revelou a suspeita de desvio de R$ 1,2 milhão dos cofres da Prefeitura de São Caetano para a Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano). Segundo documentos exclusivos obtidos pelo jornal, o dinheiro liberado pela administração para a realização do Natal Iluminado teria sido gasto indevidamente pelos dirigentes da entidade, presidida à época pelo advogado Walter Estevam Junior, inclusive para custear refeições regadas a bebidas alcoólicas. A divulgação do caso motivou a abertura de CPI pela Câmara, cujo andamento segue a passos lentos, muito aquém do que espera a opinião pública.


Entende-se o cuidado dos integrantes da comissão de investigação, presidida pelo governista Tite Campanella (Cidadania), em cada passo. Não se espera nada diferente disso. Mas é preciso começar a dar respostas às inúmeras dúvidas que estão no ar. Até porque a própria direção da Aciscs, que teria todo o interesse em esclarecer os fatos, tem trabalhado incansavelmente para protelar o assunto. Enquanto isso, a Justiça faz sua parte. Nos tribunais, a associação acaba de ver rejeitada sua pretensão de cancelar a inscrição de seu CNPJ na dívida ativa do município, exatamente por não conseguir comprovar que o dinheiro obtido para a promoção da campanha de Natal, de 2016, foi utilizado corretamente.


Há várias perguntas esperando por respostas, sendo que as principais delas versam sobre a falta de documentação que poderia esclarecer a lisura do emprego do dinheiro – público, frise-se – repassado pela Prefeitura não para conta específica do projeto patrocinado, como recomendam os manuais de probidade administrativa, mas diretamente para os cofres da entidade executora do projeto, no caso a Aciscs. São vários os questionamentos na fila de espera.

Um pouco mais de celeridade, sem que, evidentemente, se descuide das garantias constitucionais devidas aos investigados, viria bem a calhar. Para que a atual administração não termine sem antes explicar os possíveis desmandos da anterior. 



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28/01/2020 | 09:39


Está para completar um ano – em 28 de abril – a reportagem deste Diário que revelou a suspeita de desvio de R$ 1,2 milhão dos cofres da Prefeitura de São Caetano para a Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano). Segundo documentos exclusivos obtidos pelo jornal, o dinheiro liberado pela administração para a realização do Natal Iluminado teria sido gasto indevidamente pelos dirigentes da entidade, presidida à época pelo advogado Walter Estevam Junior, inclusive para custear refeições regadas a bebidas alcoólicas. A divulgação do caso motivou a abertura de CPI pela Câmara, cujo andamento segue a passos lentos, muito aquém do que espera a opinião pública.


Entende-se o cuidado dos integrantes da comissão de investigação, presidida pelo governista Tite Campanella (Cidadania), em cada passo. Não se espera nada diferente disso. Mas é preciso começar a dar respostas às inúmeras dúvidas que estão no ar. Até porque a própria direção da Aciscs, que teria todo o interesse em esclarecer os fatos, tem trabalhado incansavelmente para protelar o assunto. Enquanto isso, a Justiça faz sua parte. Nos tribunais, a associação acaba de ver rejeitada sua pretensão de cancelar a inscrição de seu CNPJ na dívida ativa do município, exatamente por não conseguir comprovar que o dinheiro obtido para a promoção da campanha de Natal, de 2016, foi utilizado corretamente.


Há várias perguntas esperando por respostas, sendo que as principais delas versam sobre a falta de documentação que poderia esclarecer a lisura do emprego do dinheiro – público, frise-se – repassado pela Prefeitura não para conta específica do projeto patrocinado, como recomendam os manuais de probidade administrativa, mas diretamente para os cofres da entidade executora do projeto, no caso a Aciscs. São vários os questionamentos na fila de espera.

Um pouco mais de celeridade, sem que, evidentemente, se descuide das garantias constitucionais devidas aos investigados, viria bem a calhar. Para que a atual administração não termine sem antes explicar os possíveis desmandos da anterior. 

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