Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 20 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Juíza desiste de fazer com que Alesp cobre bônus de servidores em prestações



27/01/2020 | 20:54


A juíza Gilsa Elena Rios, da 15ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, desistiu nesta segunda-feira, 27, da ordem em que mandou a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) cobrar em prestações os R$ 10 milhões pagos em bônus natalinos a seus servidores. A Casa já havia feito a cobrança de uma só vez - os funcionários receberam a menos no salário pago no início de janeiro.

Caso a juíza não reconsiderasse a sua decisão, divulgada na última quinta-feira, 23, o dinheiro teria que ser novamente repassado aos servidores para, depois, ser descontado em prestações.

A cobrança em parcelas foi uma demanda do Sindicato dos Servidores Públicos da Alesp (Sindalesp). O Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado prevê que reposições devidas pelo funcionário devem ser descontadas em prestações mensais que não ultrapassem 10% de seu salário.

Quando a Mesa Diretora da Casa decidiu, em dezembro, cobrar de volta um bônus natalino de R$ 3.100 - pago aos cerca de 3.200 funcionários ativos - o sindicato tentou, sem sucesso obter uma liminar para impedir os descontos antes do recesso do Tribunal de Justiça. O judiciário paulista retornou apenas no dia 7, depois que o salário havia sido pago com desconto.

Só na semana passada que a juíza avaliou e deferiu o pedido do sindicato sobre as prestações, depois que o desconto total já havia sido feito.

Inicialmente defensora do bônus, chamado de "abono" pelos servidores, a administração da Alesp havia desistido do pagamento depois de uma decisão liminar - ou seja, provisória - da mesma juíza, que suspendeu o benefício. O valor, porém, já havia sido pago. Por isso, a Mesa Diretora informou que iria descontar o valor na folha de pagamento de janeiro.

A ordem foi dada em ação movida pelo advogado Rubens Nunes, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL).

A concessão do bônus natalino gerou críticas por beneficiar inclusive os servidores que recebem acima do teto. O método de pagamento usado - um aumento excepcional, em dezembro, no valor do auxílio-alimentação - faz com que a verba tenha natureza indenizatória, ou seja, de reembolso. Sendo assim, não incidem sobre ela imposto de renda e contribuição previdenciária.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Juíza desiste de fazer com que Alesp cobre bônus de servidores em prestações


27/01/2020 | 20:54


A juíza Gilsa Elena Rios, da 15ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, desistiu nesta segunda-feira, 27, da ordem em que mandou a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) cobrar em prestações os R$ 10 milhões pagos em bônus natalinos a seus servidores. A Casa já havia feito a cobrança de uma só vez - os funcionários receberam a menos no salário pago no início de janeiro.

Caso a juíza não reconsiderasse a sua decisão, divulgada na última quinta-feira, 23, o dinheiro teria que ser novamente repassado aos servidores para, depois, ser descontado em prestações.

A cobrança em parcelas foi uma demanda do Sindicato dos Servidores Públicos da Alesp (Sindalesp). O Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado prevê que reposições devidas pelo funcionário devem ser descontadas em prestações mensais que não ultrapassem 10% de seu salário.

Quando a Mesa Diretora da Casa decidiu, em dezembro, cobrar de volta um bônus natalino de R$ 3.100 - pago aos cerca de 3.200 funcionários ativos - o sindicato tentou, sem sucesso obter uma liminar para impedir os descontos antes do recesso do Tribunal de Justiça. O judiciário paulista retornou apenas no dia 7, depois que o salário havia sido pago com desconto.

Só na semana passada que a juíza avaliou e deferiu o pedido do sindicato sobre as prestações, depois que o desconto total já havia sido feito.

Inicialmente defensora do bônus, chamado de "abono" pelos servidores, a administração da Alesp havia desistido do pagamento depois de uma decisão liminar - ou seja, provisória - da mesma juíza, que suspendeu o benefício. O valor, porém, já havia sido pago. Por isso, a Mesa Diretora informou que iria descontar o valor na folha de pagamento de janeiro.

A ordem foi dada em ação movida pelo advogado Rubens Nunes, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL).

A concessão do bônus natalino gerou críticas por beneficiar inclusive os servidores que recebem acima do teto. O método de pagamento usado - um aumento excepcional, em dezembro, no valor do auxílio-alimentação - faz com que a verba tenha natureza indenizatória, ou seja, de reembolso. Sendo assim, não incidem sobre ela imposto de renda e contribuição previdenciária.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;