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Anvisa só inspeciona aviões da China quando suspeita de coronavírus é notificada



27/01/2020 | 19:39


O presidente substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, informou nesta segunda-feira, 27, que o órgão ainda não faz a inspeção de todas as aeronaves que chegam da China, epicentro do coronavírus.

Segundo o Torres, a vigilância sanitária será chamada para uma análise mais detalhada apenas se for notificada presença de pessoa com suspeita de coronavírus, o que ainda não aconteceu em voos que chegaram ao Brasil.

"A notificação (de casos suspeitos) não é uma opção do comandante. É compulsória. Nos casos em que é feita a notificação, a equipe terá acesso ao veículo. Vai efetuar triagem inicial", disse o presidente substituto do órgão.

Se houver suspeita, a abordagem da Anvisa poderá, por exemplo, isolar o voo e levar os passageiros a um local seguro. Eles poderão ser monitorados por equipes de vigilância sanitária nos dias seguintes. A abordagem da agência, no entanto, dependerá de cada caso, segundo Torres.

"Os riscos existem. Estamos diante de situação de um agente viral levando a graves consequências de saúde. Estamos buscando melhor forma de lidar", declarou ele.

Para o presidente substituto da Anvisa, as regras da agência são suficientes, até agora, para acompanhar o avanço da doença. "É óbvio que, se amanhã ou hoje à noite identificarmos que algo precisa ser acionado, vamos mobilizar recursos disponíveis. É uma situação dinâmica", disse Torres.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) passar a classificar como "elevado" o risco internacional do coronavírus, Torres disse que a Anvisa ainda não irá mudar a forma de monitorar a doença.

Ele listou como uma das medidas já tomadas pela Anvisa a leitura em alto-falantes de aeroportos de informações sobre a doença. Disse ainda que a agência criou um grupo de trabalho, mas não informou quantos membros participam.

A Anvisa também fará uma reunião na terça-feira, 28, com empresa aéreas no Rio de Janeiro. A ideia é orientar sobre formas de detecção de casos suspeitos e de proteção a equipes que atuam na limpeza da aeronave. Uma conversa já foi feita com companhias de São Paulo.

Até o momento, o Brasil não registrou casos de coronavírus. Todas as suspeitas levantadas no País foram descartadas pelo Ministério da Saúde por não se enquadrarem nos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para se enquadrar, é preciso apresentar sintomas de crise gripal como febre, dificuldade para respirar e tosse. Também se enquadram pessoas que viajaram para a cidade chinesa de Wuhan e que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de infecção.

A pasta, porém, colocou o País em alerta para o risco de transmissão. De acordo com o governo, o Brasil entrou no nível de alerta é 1, que é inicial, em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.



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Anvisa só inspeciona aviões da China quando suspeita de coronavírus é notificada


27/01/2020 | 19:39


O presidente substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, informou nesta segunda-feira, 27, que o órgão ainda não faz a inspeção de todas as aeronaves que chegam da China, epicentro do coronavírus.

Segundo o Torres, a vigilância sanitária será chamada para uma análise mais detalhada apenas se for notificada presença de pessoa com suspeita de coronavírus, o que ainda não aconteceu em voos que chegaram ao Brasil.

"A notificação (de casos suspeitos) não é uma opção do comandante. É compulsória. Nos casos em que é feita a notificação, a equipe terá acesso ao veículo. Vai efetuar triagem inicial", disse o presidente substituto do órgão.

Se houver suspeita, a abordagem da Anvisa poderá, por exemplo, isolar o voo e levar os passageiros a um local seguro. Eles poderão ser monitorados por equipes de vigilância sanitária nos dias seguintes. A abordagem da agência, no entanto, dependerá de cada caso, segundo Torres.

"Os riscos existem. Estamos diante de situação de um agente viral levando a graves consequências de saúde. Estamos buscando melhor forma de lidar", declarou ele.

Para o presidente substituto da Anvisa, as regras da agência são suficientes, até agora, para acompanhar o avanço da doença. "É óbvio que, se amanhã ou hoje à noite identificarmos que algo precisa ser acionado, vamos mobilizar recursos disponíveis. É uma situação dinâmica", disse Torres.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) passar a classificar como "elevado" o risco internacional do coronavírus, Torres disse que a Anvisa ainda não irá mudar a forma de monitorar a doença.

Ele listou como uma das medidas já tomadas pela Anvisa a leitura em alto-falantes de aeroportos de informações sobre a doença. Disse ainda que a agência criou um grupo de trabalho, mas não informou quantos membros participam.

A Anvisa também fará uma reunião na terça-feira, 28, com empresa aéreas no Rio de Janeiro. A ideia é orientar sobre formas de detecção de casos suspeitos e de proteção a equipes que atuam na limpeza da aeronave. Uma conversa já foi feita com companhias de São Paulo.

Até o momento, o Brasil não registrou casos de coronavírus. Todas as suspeitas levantadas no País foram descartadas pelo Ministério da Saúde por não se enquadrarem nos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para se enquadrar, é preciso apresentar sintomas de crise gripal como febre, dificuldade para respirar e tosse. Também se enquadram pessoas que viajaram para a cidade chinesa de Wuhan e que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de infecção.

A pasta, porém, colocou o País em alerta para o risco de transmissão. De acordo com o governo, o Brasil entrou no nível de alerta é 1, que é inicial, em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.

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