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Bolsa cai 3,29%, a 114.481,84 pontos, após renovar pico na semana passada

Hugo Arce/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


27/01/2020 | 19:03


O Ibovespa iniciou a semana com um banho de sangue após ter renovado máximas históricas por duas vezes na semana passada, quando superou pela primeira vez a marca de 119 mil pontos. Nesta segunda-feira, 27, o principal índice da B3 foi dos 118 mil para baixo dos 115 mil, ao fechar o dia aos 114.481,84 pontos, em queda de 3,29% na sessão, passando agora a acumular perdas no ano, de 1,01%.

De acordo com dados do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a queda desta segunda-feira foi a maior em porcentual desde 27 de março de 2019, quando havia perdido 3,57%, e, em pontos, a maior desde 18 de maio de 2017, quando cedeu 5.943 pontos, passando de 67.540 para 61.597, em meio ao vazamento das conversas entre o então presidente Michel Temer e Joesley Batista, do grupo JBS.

Na sessão de hoje, a perda foi de 3.894,52 pontos ante o fechamento da sexta-feira, levando agora o Ibovespa a ceder pouco mais de 5 mil pontos, ou 4,23%, em relação ao pico de fechamento da última quinta-feira, quando encerrou o dia aos 119.527,63 pontos - na sexta-feira, o índice fechou aos 118.376,36 pontos, em baixa de 0,96% na sessão.

O giro financeiro desta segunda-feira totalizou R$ 23,9 bilhões, com o índice oscilando entre mínima de 114.375,58 pontos e máxima de 118.346,72 pontos, logo na abertura. Ainda nos primeiros 10 minutos da sessão, o Ibovespa foi buscar a casa de 115 mil pontos, nível em que se encontrava no fechamento de 2019 - o índice encerrou o ano passado aos 115.645,34 pontos, após acumular ganho de 6,85% em dezembro e de 31,58% no ano.

"Havia um questionamento se a Bolsa estava ficando cara e este ajuste, natural, tem um lado positivo: tende a proporcionar novo ponto de entrada para os investidores, ao trazer o índice a ponto próximo ao que estava no fim de 2019, reforçando o movimento de transição da renda fixa para a variável", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, chamando atenção para o aumento do número de investidores pessoa física, com mais de 1,6 milhão de CPFs cadastrados na B3 - parte dos quais ainda não passou por um grande teste de confiança.

Nesta segunda-feira, as perdas foram disseminadas e agudas: apenas cinco ações da carteira Ibovespa fecharam o dia em terreno positivo, em leve alta, com destaque para Telefônica Brasil (Vivo, +0,83%) e RaiaDrogasil (+0,81%). No lado oposto, seis ações registraram perdas acima de 7% na sessão: Gerdau PN (-7,94%), CSN (-7,78%), Gerdau Metalúrgica (-7,51%), Via Varejo (-7,33%), Marfrig (-7,27%) e Usiminas (-7,12%).

Nesta sessão, as perdas se amplificaram em setores como o de siderurgia, papel e celulose e frigoríficos, com exposição a vendas no exterior, em certos casos à China, em meio à preocupação de que as incertezas sobre o coronavírus podem prejudicar o ritmo de crescimento e o comércio exterior - em dia no qual foi anunciado o pior resultado para as contas externas brasileiras em quatro anos, referente ao fechamento de 2019.

Com o segmento de commodities ainda pressionado pelas incertezas em torno da segunda maior economia do globo, grande consumidora de insumos, as ações de Vale e Petrobras também acentuaram as perdas nesta sessão, acima de 6% e 4%, respectivamente, no fechamento. O petróleo encerrou em baixa pela quinta sessão consecutiva, com o contrato do Brent para março a US$ 59,32, em queda de 2,26% nesta segunda-feira. Petrobras PN cedeu 4,33% e a ON caiu 4,21%, enquanto Vale ON fechou em queda de 6,12%.

Desta vez, as ações de bancos, já muito descontadas e com peso de 24% no índice, deram contribuição relativamente favorável ao Ibovespa, ajudando a limitar as perdas, com o segmento em baixa inferior à da referência na sessão. "Tivemos uma batalha entre bancos e commodities nesta sessão, e a contribuição daqueles foi fundamental para o Ibovespa não cair ainda mais", diz Raphael Figueredo, analista gráfico da Eleven Financial Research.



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Bolsa cai 3,29%, a 114.481,84 pontos, após renovar pico na semana passada


27/01/2020 | 19:03


O Ibovespa iniciou a semana com um banho de sangue após ter renovado máximas históricas por duas vezes na semana passada, quando superou pela primeira vez a marca de 119 mil pontos. Nesta segunda-feira, 27, o principal índice da B3 foi dos 118 mil para baixo dos 115 mil, ao fechar o dia aos 114.481,84 pontos, em queda de 3,29% na sessão, passando agora a acumular perdas no ano, de 1,01%.

De acordo com dados do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a queda desta segunda-feira foi a maior em porcentual desde 27 de março de 2019, quando havia perdido 3,57%, e, em pontos, a maior desde 18 de maio de 2017, quando cedeu 5.943 pontos, passando de 67.540 para 61.597, em meio ao vazamento das conversas entre o então presidente Michel Temer e Joesley Batista, do grupo JBS.

Na sessão de hoje, a perda foi de 3.894,52 pontos ante o fechamento da sexta-feira, levando agora o Ibovespa a ceder pouco mais de 5 mil pontos, ou 4,23%, em relação ao pico de fechamento da última quinta-feira, quando encerrou o dia aos 119.527,63 pontos - na sexta-feira, o índice fechou aos 118.376,36 pontos, em baixa de 0,96% na sessão.

O giro financeiro desta segunda-feira totalizou R$ 23,9 bilhões, com o índice oscilando entre mínima de 114.375,58 pontos e máxima de 118.346,72 pontos, logo na abertura. Ainda nos primeiros 10 minutos da sessão, o Ibovespa foi buscar a casa de 115 mil pontos, nível em que se encontrava no fechamento de 2019 - o índice encerrou o ano passado aos 115.645,34 pontos, após acumular ganho de 6,85% em dezembro e de 31,58% no ano.

"Havia um questionamento se a Bolsa estava ficando cara e este ajuste, natural, tem um lado positivo: tende a proporcionar novo ponto de entrada para os investidores, ao trazer o índice a ponto próximo ao que estava no fim de 2019, reforçando o movimento de transição da renda fixa para a variável", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, chamando atenção para o aumento do número de investidores pessoa física, com mais de 1,6 milhão de CPFs cadastrados na B3 - parte dos quais ainda não passou por um grande teste de confiança.

Nesta segunda-feira, as perdas foram disseminadas e agudas: apenas cinco ações da carteira Ibovespa fecharam o dia em terreno positivo, em leve alta, com destaque para Telefônica Brasil (Vivo, +0,83%) e RaiaDrogasil (+0,81%). No lado oposto, seis ações registraram perdas acima de 7% na sessão: Gerdau PN (-7,94%), CSN (-7,78%), Gerdau Metalúrgica (-7,51%), Via Varejo (-7,33%), Marfrig (-7,27%) e Usiminas (-7,12%).

Nesta sessão, as perdas se amplificaram em setores como o de siderurgia, papel e celulose e frigoríficos, com exposição a vendas no exterior, em certos casos à China, em meio à preocupação de que as incertezas sobre o coronavírus podem prejudicar o ritmo de crescimento e o comércio exterior - em dia no qual foi anunciado o pior resultado para as contas externas brasileiras em quatro anos, referente ao fechamento de 2019.

Com o segmento de commodities ainda pressionado pelas incertezas em torno da segunda maior economia do globo, grande consumidora de insumos, as ações de Vale e Petrobras também acentuaram as perdas nesta sessão, acima de 6% e 4%, respectivamente, no fechamento. O petróleo encerrou em baixa pela quinta sessão consecutiva, com o contrato do Brent para março a US$ 59,32, em queda de 2,26% nesta segunda-feira. Petrobras PN cedeu 4,33% e a ON caiu 4,21%, enquanto Vale ON fechou em queda de 6,12%.

Desta vez, as ações de bancos, já muito descontadas e com peso de 24% no índice, deram contribuição relativamente favorável ao Ibovespa, ajudando a limitar as perdas, com o segmento em baixa inferior à da referência na sessão. "Tivemos uma batalha entre bancos e commodities nesta sessão, e a contribuição daqueles foi fundamental para o Ibovespa não cair ainda mais", diz Raphael Figueredo, analista gráfico da Eleven Financial Research.

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