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Dólar atinge maior cotação desde 2 de dezembro com temor de efeito do coronavírus



27/01/2020 | 18:54


Preocupações com os efeitos da rápida disseminação do coronavírus na atividade econômica provocaram nesta segunda-feira, 27, uma onda de aversão ao risco no mercado financeiro internacional e os investidores procuraram refúgio no dólar e saíram das bolsas, com o Ibovespa perdendo mais de 3%. A moeda americana chegou a bater em R$ 4,23 pela manhã, mas a alta acabou perdendo fôlego perto do fechamento, para terminar o dia em R$ 4,2098, com ganho de 0,60%. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2019.

Operadores dizem que o dólar chegando a R$ 4,23 na máxima do dia acabou atraindo ordens de venda, pois agentes acreditam que o Banco Central pode intervir no mercado com a moeda americana nesse nível. Mas a avaliação dos especialistas em câmbio é que, apesar da forte valorização, ainda não há disfuncionalidade no mercado que possa chamar o BC a atuar.

O estrategista-chefe de moedas do banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin, ressalta que a recente depreciação do real colocou a moeda brasileira de volta na "zona de percepção de intervenção" do BC. No ano, o dólar acumula alta de quase 5%, com o real se mantendo no topo da lista de piores desempenhos. Ele observa que recentes intervenções do BC se deram com o dólar na casa dos R$ 4,20, por isso, a maior probabilidade de atuação nesse patamar, embora tenha tido casos nos últimos anos com ações abaixo desse nível.

"A rápida subida do dólar em direção ao patamar de R$ 4,20 não é condição necessária ou suficiente para uma intervenção direta do BC, mas é um forte indicador de que uma ação é provável", observa ele.

"O principal fator hoje que guiou o mercado foi externo, com a preocupação que o vírus pode causar na economia da China, que reverbera nos emergentes", afirma o presidente da corretora BGC Liquidez, Erminio Lucci. A rápida disseminação do coronavírus pegou os mercados caros, com as bolsas em níveis recordes, aqui e lá fora, por isso, ressalta ele, o impacto negativo foi elevado. O vírus já provocou mais de 80 mortes, infectou quase 3 mil pessoas e já chegou em quase 15 países.

No caso de intervenção do BC, Lucci ressalta que o mercado aproveita estes momentos de maior estresse para testar até onde o câmbio vai sem que o BC anuncie alguma intervenção. O fato de janeiro ter menos demanda para remessas no exterior traz alívio, destaca ele. Este mês, o fluxo cambial está positivo em US$ 325 milhões, até o dia 23. O fluxo financeiro está positivo em US$ 1,287 bilhão no período.



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Dólar atinge maior cotação desde 2 de dezembro com temor de efeito do coronavírus


27/01/2020 | 18:54


Preocupações com os efeitos da rápida disseminação do coronavírus na atividade econômica provocaram nesta segunda-feira, 27, uma onda de aversão ao risco no mercado financeiro internacional e os investidores procuraram refúgio no dólar e saíram das bolsas, com o Ibovespa perdendo mais de 3%. A moeda americana chegou a bater em R$ 4,23 pela manhã, mas a alta acabou perdendo fôlego perto do fechamento, para terminar o dia em R$ 4,2098, com ganho de 0,60%. É a maior cotação desde 2 de dezembro de 2019.

Operadores dizem que o dólar chegando a R$ 4,23 na máxima do dia acabou atraindo ordens de venda, pois agentes acreditam que o Banco Central pode intervir no mercado com a moeda americana nesse nível. Mas a avaliação dos especialistas em câmbio é que, apesar da forte valorização, ainda não há disfuncionalidade no mercado que possa chamar o BC a atuar.

O estrategista-chefe de moedas do banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin, ressalta que a recente depreciação do real colocou a moeda brasileira de volta na "zona de percepção de intervenção" do BC. No ano, o dólar acumula alta de quase 5%, com o real se mantendo no topo da lista de piores desempenhos. Ele observa que recentes intervenções do BC se deram com o dólar na casa dos R$ 4,20, por isso, a maior probabilidade de atuação nesse patamar, embora tenha tido casos nos últimos anos com ações abaixo desse nível.

"A rápida subida do dólar em direção ao patamar de R$ 4,20 não é condição necessária ou suficiente para uma intervenção direta do BC, mas é um forte indicador de que uma ação é provável", observa ele.

"O principal fator hoje que guiou o mercado foi externo, com a preocupação que o vírus pode causar na economia da China, que reverbera nos emergentes", afirma o presidente da corretora BGC Liquidez, Erminio Lucci. A rápida disseminação do coronavírus pegou os mercados caros, com as bolsas em níveis recordes, aqui e lá fora, por isso, ressalta ele, o impacto negativo foi elevado. O vírus já provocou mais de 80 mortes, infectou quase 3 mil pessoas e já chegou em quase 15 países.

No caso de intervenção do BC, Lucci ressalta que o mercado aproveita estes momentos de maior estresse para testar até onde o câmbio vai sem que o BC anuncie alguma intervenção. O fato de janeiro ter menos demanda para remessas no exterior traz alívio, destaca ele. Este mês, o fluxo cambial está positivo em US$ 325 milhões, até o dia 23. O fluxo financeiro está positivo em US$ 1,287 bilhão no período.

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