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Registros de estupro e feminicídio têm alta no Grande ABC

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo Secretaria da Segurança Pública, 530 pessoas foram estupradas e 11 mulheres mortas em 2019


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

27/01/2020 | 15:41


Os crimes contra a mulher e vulneráveis no Grande ABC tiveram alta em 2019, conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. O compilado entre janeiro e dezembro das estatísticas criminais aponta que os registros de estupro cresceram 6,21% em relação ao ano anterior (passaram de 499 para 530) e as ocorrências de feminicídio (agravante para homicídio, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher) saltaram 57,14% – de sete para 11 casos.


Para especialistas ouvidas pelo Diário, os dados indicam que as vítimas estão mais informadas em relação às leis e também sobre onde procurar ajuda. No entanto, é preciso lembrar que ainda existe subnotificação dos crimes tanto porque as mulheres deixam de procurar as delegacias com medo do ''''''''julgamento social'''''''' quanto porque algumas autoridades policiais e judiciais ainda não levam em consideração a Lei Maria da Penha (11.340/06) no momento de tipificar as ocorrências.


No caso dos estupros, o crime vem registrando alta no Grande ABC desde 2016, quando foram observados 383 casos. No ano seguinte, 454 vítimas registraram boletim de ocorrência após terem sido estupradas. O número passou para 499, em 2018, e 530, em 2019, o equivalente a mais de um crime por dia. Chama atenção ainda que 73% das ocorrências no ano passado foram contra vulneráveis – pessoas menores de 14 anos, deficientes ou sem condições de se defender.


O feminicídio (Lei 13.104/15) passou a ser agravante do crime de homicídio em 2015. De lá para cá, os números da região oscilaram de apenas um caso, em 2015, cinco, em 2016, oito, em 2017, sete, em 2018, para 11 no ano passado. Em dezembro, levantamento exclusivo do Diário junto aos boletins de ocorrência mostrou que, dos 11 feminicídios ocorridos na região em 2019, ao menos três assassinos (27%) tinham histórico de violência – contra as vítimas que foram mortas e também outras mulheres. Educação e punição exemplar são apontados como caminho para a mudança.


Leia reportagem completa na edição desta terça-feira do caderno Setecidades.
 



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Registros de estupro e feminicídio têm alta no Grande ABC

Segundo Secretaria da Segurança Pública, 530 pessoas foram estupradas e 11 mulheres mortas em 2019

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

27/01/2020 | 15:41


Os crimes contra a mulher e vulneráveis no Grande ABC tiveram alta em 2019, conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. O compilado entre janeiro e dezembro das estatísticas criminais aponta que os registros de estupro cresceram 6,21% em relação ao ano anterior (passaram de 499 para 530) e as ocorrências de feminicídio (agravante para homicídio, quando o crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher) saltaram 57,14% – de sete para 11 casos.


Para especialistas ouvidas pelo Diário, os dados indicam que as vítimas estão mais informadas em relação às leis e também sobre onde procurar ajuda. No entanto, é preciso lembrar que ainda existe subnotificação dos crimes tanto porque as mulheres deixam de procurar as delegacias com medo do ''''''''julgamento social'''''''' quanto porque algumas autoridades policiais e judiciais ainda não levam em consideração a Lei Maria da Penha (11.340/06) no momento de tipificar as ocorrências.


No caso dos estupros, o crime vem registrando alta no Grande ABC desde 2016, quando foram observados 383 casos. No ano seguinte, 454 vítimas registraram boletim de ocorrência após terem sido estupradas. O número passou para 499, em 2018, e 530, em 2019, o equivalente a mais de um crime por dia. Chama atenção ainda que 73% das ocorrências no ano passado foram contra vulneráveis – pessoas menores de 14 anos, deficientes ou sem condições de se defender.


O feminicídio (Lei 13.104/15) passou a ser agravante do crime de homicídio em 2015. De lá para cá, os números da região oscilaram de apenas um caso, em 2015, cinco, em 2016, oito, em 2017, sete, em 2018, para 11 no ano passado. Em dezembro, levantamento exclusivo do Diário junto aos boletins de ocorrência mostrou que, dos 11 feminicídios ocorridos na região em 2019, ao menos três assassinos (27%) tinham histórico de violência – contra as vítimas que foram mortas e também outras mulheres. Educação e punição exemplar são apontados como caminho para a mudança.


Leia reportagem completa na edição desta terça-feira do caderno Setecidades.
 

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