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Juro curto reflete aposta para Selic e longo têm leve alta com aversão a risco



27/01/2020 | 10:13


Os juros futuros abriram com leve alta ao longo de toda a curva a termo, em meio ao aumento da aversão a risco no exterior diante dos novos registros de casos de coronavírus. Poucos depois da abertura, contudo, as taxas com vencimento no curto e médio prazos cederam às mínimas. Em prazos mais longos, os DIs continuam a exibir viés de alta. Para o economista-chefe do Haitong, Flávio Serrano, o maior reflexo da crise internacional de saúde pública e da alta global do dólar era esperado nos contratos mais longos de DI.

A influência interna continua sendo para baixo. Hoje, o Relatório de Mercado Focus trouxe redução da mediana para a taxa Selic em 2020, de 4,50% para 4,25%.

Às 9h14, o DI para janeiro de 2021 exibia 4,35%, igual ao ajuste de sexta-feira, ante 4,36% na abertura da sessão. No mesmo horário, o DI para janeiro de 2027 apontava 6,72% ante 6,68% no ajuste de sexta-feira.

Como escreveram os analistas da Mirae Asset, a rápida propagação do coronavírus na China fez o governo do gigante asiático ampliar medidas para conter a propagação da doença. Além de proibir as festividades do ano novo lunar, estendeu o feriado até o dia 2 de fevereiro. A bolsa de Xangai volta a ter negócios no dia 3 de fevereiro, como informou Pedro Galdi, da Mirae. "Neste cenário, o que temos são os índices de bolsas de valores registrando fortes quedas, preço do petróleo em queda e dólar e ouro valorizando, uma foto clara da aversão ao risco global aos extremos", escreveram os analistas em relatório.

Divulgado hoje cedo, o Relatório de Mercado Focus mostrou uma redução nas expectativas dos analistas econômicos para IPCA neste ano e para Selic. A projeção para o índice de inflação em 2020 caiu de 3,56% para 3,47%. Já a previsão de Selic no fim do ano caiu de 4,50% para 4,25%, confirmando a precificação majoritária atual do mercado, de um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros pelo Copom e logo na sequência de declarações, consideradas "dovish", do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A próxima reunião é nos dias 4 e 5 de fevereiro.

Também hoje cedo, a FGV divulgou que o Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,3 ponto na passagem de dezembro para janeiro, para 98,1 pontos. Segundo a FGV, a melhora na confiança neste início do ano de 2020 é puxada pelo avanço das expectativas, que voltaram a subir depois de um período de espera dos empresários no final do ano passado.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,32% na terceira quadrissemana de janeiro, desacelerando em relação ao acréscimo de 0,41% observado na segunda quadrissemana deste mês, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).



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Juro curto reflete aposta para Selic e longo têm leve alta com aversão a risco


27/01/2020 | 10:13


Os juros futuros abriram com leve alta ao longo de toda a curva a termo, em meio ao aumento da aversão a risco no exterior diante dos novos registros de casos de coronavírus. Poucos depois da abertura, contudo, as taxas com vencimento no curto e médio prazos cederam às mínimas. Em prazos mais longos, os DIs continuam a exibir viés de alta. Para o economista-chefe do Haitong, Flávio Serrano, o maior reflexo da crise internacional de saúde pública e da alta global do dólar era esperado nos contratos mais longos de DI.

A influência interna continua sendo para baixo. Hoje, o Relatório de Mercado Focus trouxe redução da mediana para a taxa Selic em 2020, de 4,50% para 4,25%.

Às 9h14, o DI para janeiro de 2021 exibia 4,35%, igual ao ajuste de sexta-feira, ante 4,36% na abertura da sessão. No mesmo horário, o DI para janeiro de 2027 apontava 6,72% ante 6,68% no ajuste de sexta-feira.

Como escreveram os analistas da Mirae Asset, a rápida propagação do coronavírus na China fez o governo do gigante asiático ampliar medidas para conter a propagação da doença. Além de proibir as festividades do ano novo lunar, estendeu o feriado até o dia 2 de fevereiro. A bolsa de Xangai volta a ter negócios no dia 3 de fevereiro, como informou Pedro Galdi, da Mirae. "Neste cenário, o que temos são os índices de bolsas de valores registrando fortes quedas, preço do petróleo em queda e dólar e ouro valorizando, uma foto clara da aversão ao risco global aos extremos", escreveram os analistas em relatório.

Divulgado hoje cedo, o Relatório de Mercado Focus mostrou uma redução nas expectativas dos analistas econômicos para IPCA neste ano e para Selic. A projeção para o índice de inflação em 2020 caiu de 3,56% para 3,47%. Já a previsão de Selic no fim do ano caiu de 4,50% para 4,25%, confirmando a precificação majoritária atual do mercado, de um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros pelo Copom e logo na sequência de declarações, consideradas "dovish", do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A próxima reunião é nos dias 4 e 5 de fevereiro.

Também hoje cedo, a FGV divulgou que o Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,3 ponto na passagem de dezembro para janeiro, para 98,1 pontos. Segundo a FGV, a melhora na confiança neste início do ano de 2020 é puxada pelo avanço das expectativas, que voltaram a subir depois de um período de espera dos empresários no final do ano passado.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,32% na terceira quadrissemana de janeiro, desacelerando em relação ao acréscimo de 0,41% observado na segunda quadrissemana deste mês, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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