Fechar
Publicidade

Sábado, 22 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Jovem busca ajuda na internet para tratamento de saúde

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Família de Lavínia Rodrigues, de Santo André, aposta em vaquinha on-line para custear medicação de alto custo durante seis meses


Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

26/01/2020 | 23:30


 Diagnosticada com aplasia medular – produção insuficiente de células sanguíneas na medula óssea – em agosto do ano passado, a estudante Lavínia Rodrigues Geraldo, 16 anos, precisa realizar tratamento com remédio de alto custo pelo período de seis meses. Sem condições de comprar o medicamento, cuja caixa com 14 comprimidos custa R$ 4.200, a garota de Santo André contou com a ajuda da família para criar ‘vaquinha on-line’ com o objetivo de arrecadar verba suficiente para a terapia.

A prescrição médica indica uso de três comprimidos de eutrombompage olamina, de 50 miligramas, por dia pelo período de seis meses. No total, o custo do tratamento, que ainda não foi iniciado pela paciente, chega a R$ 176 mil. Até o momento, a família conseguiu arrecadar R$ 9.000 por meio da plataforma (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/combate-a-aplasia-de-medula-da-lavinia) e outros R$ 5.000 de amigos e parentes. “O objetivo é que uma pessoa encaminhe para outra até que a gente possa conseguir esse dinheiro”, destaca a mãe da jovem, a auxiliar de escritório Ely de Fátima Rodrigues, 52.

Lavínia, que é atleta de handebol e aluna do segundo ano do ensino médio no Centro Educacional Etip, de Santo André, descobriu a doença após realizar exames de rotina. “Foi um grande susto”, comenta a mãe. Desde então, a menina chegou a ficar internada durante 30 dias no Hospital da Luz, na Vila Mariana, na Capital. Precisou realizar diversas sessões de transfusão de sangue e ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até a estabilização da medula.

Um mês após a primeira tentativa de tratamento, Lavínia começou a ter reações adversas e a terapia não surtiu o efeito esperado pelos médicos. A adolescente foi liberada do hospital e, desde então, realiza testes clínicos de sangue duas vezes por semana para acompanhar a situação. “Pelo exame, conseguimos saber se ela precisa fazer transfusão de plaqueta ou não”, comenta a mãe. “Me sinto muito fraca, cansada e tenho uma dor de cabeça muito forte. Quando isso acontece sei que as plaquetas estão baixas”, destaca Lavínia.

O tratamento medicamentoso também inclui dose de ciclosporina, que também é de alto custo, mas pode ser retirada na farmácia especializada do Hospital Estadual Mário Covas. No caso do eutrombompage olamina, apenas pacientes que têm púrpura trombocitopênica idiopática podem adquirir o item via SUS (Sistema Único de Saúde). “Até procurei para comprar. Na minha inocência, iria dar um jeito, mas é impossível pelo preço”, lamenta Ely.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Jovem busca ajuda na internet para tratamento de saúde

Família de Lavínia Rodrigues, de Santo André, aposta em vaquinha on-line para custear medicação de alto custo durante seis meses

Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

26/01/2020 | 23:30


 Diagnosticada com aplasia medular – produção insuficiente de células sanguíneas na medula óssea – em agosto do ano passado, a estudante Lavínia Rodrigues Geraldo, 16 anos, precisa realizar tratamento com remédio de alto custo pelo período de seis meses. Sem condições de comprar o medicamento, cuja caixa com 14 comprimidos custa R$ 4.200, a garota de Santo André contou com a ajuda da família para criar ‘vaquinha on-line’ com o objetivo de arrecadar verba suficiente para a terapia.

A prescrição médica indica uso de três comprimidos de eutrombompage olamina, de 50 miligramas, por dia pelo período de seis meses. No total, o custo do tratamento, que ainda não foi iniciado pela paciente, chega a R$ 176 mil. Até o momento, a família conseguiu arrecadar R$ 9.000 por meio da plataforma (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/combate-a-aplasia-de-medula-da-lavinia) e outros R$ 5.000 de amigos e parentes. “O objetivo é que uma pessoa encaminhe para outra até que a gente possa conseguir esse dinheiro”, destaca a mãe da jovem, a auxiliar de escritório Ely de Fátima Rodrigues, 52.

Lavínia, que é atleta de handebol e aluna do segundo ano do ensino médio no Centro Educacional Etip, de Santo André, descobriu a doença após realizar exames de rotina. “Foi um grande susto”, comenta a mãe. Desde então, a menina chegou a ficar internada durante 30 dias no Hospital da Luz, na Vila Mariana, na Capital. Precisou realizar diversas sessões de transfusão de sangue e ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até a estabilização da medula.

Um mês após a primeira tentativa de tratamento, Lavínia começou a ter reações adversas e a terapia não surtiu o efeito esperado pelos médicos. A adolescente foi liberada do hospital e, desde então, realiza testes clínicos de sangue duas vezes por semana para acompanhar a situação. “Pelo exame, conseguimos saber se ela precisa fazer transfusão de plaqueta ou não”, comenta a mãe. “Me sinto muito fraca, cansada e tenho uma dor de cabeça muito forte. Quando isso acontece sei que as plaquetas estão baixas”, destaca Lavínia.

O tratamento medicamentoso também inclui dose de ciclosporina, que também é de alto custo, mas pode ser retirada na farmácia especializada do Hospital Estadual Mário Covas. No caso do eutrombompage olamina, apenas pacientes que têm púrpura trombocitopênica idiopática podem adquirir o item via SUS (Sistema Único de Saúde). “Até procurei para comprar. Na minha inocência, iria dar um jeito, mas é impossível pelo preço”, lamenta Ely.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;