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Estudo vai indicar destinação do Núcleo Espírito Santo II

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Área contaminada, no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, foi esvaziada em 2016 para passar por remediação


Natália Fernandjes
do Diário do Grande ABC

26/01/2020 | 23:31


A Prefeitura de Santo André iniciou processo licitatório para contratar empresa que será responsável pela realização de investigação detalhada no solo do Núcleo Espírito Santo II, localizado no bairro Cidade São Jorge. A área de aproximadamente 63 mil m² foi ocupada por antigo lixão, desativado em 1987, e é classificada pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) como ACcrítica (Área Contaminada Crítica) – quando exige imediata intervenção pelo responsável ou pelo poder público.

O Núcleo Espírito Santo II passou por processo de remoção das cerca de 800 famílias que viveram no local por quase 30 anos e, desde 2016, o terreno está vazio, à espera de destinação adequada. De acordo com a administração municipal, serão investidos R$ 700 mil no processo, que prevê, além de estudo do solo, avaliação de risco à saúde humana, plano de intervenções e projeto básico. A promessa é a de que o estudo fique pronto dentro de nove meses depois da assinatura da ordem de serviço.

Após a análise detalhada do espaço, será realizado projeto básico para a área municipal, prevendo qual a destinação adequada para o local e o custo estimado da obra. Até lá, a Prefeitura garante que realiza monitoramento constante e conscientização com a comunidade local sobre a impossibilidade de ocupação do terreno diante da situação existente. A equipe do Diário observou, entretanto, que o Núcleo Espírito Santo II está tomado por mato alto e se tornou ponto de descarte irregular de entulho e até mesmo de veículos.

O processo de esvaziamento e demolição dos imóveis da área contaminada teve início em 2015, sete anos após investigação ambiental realizada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a pedido da Prefeitura, ter revelado a presença de gases nocivos à saúde, como o metano, que pode também causar combustões, no solo. A demolição total das casas, separação do material inerte (portões, janelas, grades etc), entrada das máquinas para a terraplanagem e cercamento do local custaram R$ 6 milhões aos cofres públicos. As 780 famílias que habitavam o espaço foram levadas para os conjuntos residenciais Guaratinguetá I, II, III e IV, que ficam a cerca de 2,5 quilômetros do local.

URBANIZAÇÃO
A área de 88 mil m² correspondente ao núcleo Espírito Santo I começou a ser urbanizada no fim de 2015. Desde então, 300 famílias foram removidas para conjuntos habitacionais e outras 600 convivem com obras de melhoria habitacional, esgotamento sanitário, pavimentação, contenção do solo, entre outros serviços. As benfeitorias deveriam ter sido concluídas em 2016, entretanto, foram paralisadas e retomadas apenas em 2018, quando a administração municipal repactuou os contratos junto à Caixa. A promessa, agora, é a de que as obras – investimento de R$ 5 milhões – sejam concluídas em 2021. 



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Estudo vai indicar destinação do Núcleo Espírito Santo II

Área contaminada, no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, foi esvaziada em 2016 para passar por remediação

Natália Fernandjes
do Diário do Grande ABC

26/01/2020 | 23:31


A Prefeitura de Santo André iniciou processo licitatório para contratar empresa que será responsável pela realização de investigação detalhada no solo do Núcleo Espírito Santo II, localizado no bairro Cidade São Jorge. A área de aproximadamente 63 mil m² foi ocupada por antigo lixão, desativado em 1987, e é classificada pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) como ACcrítica (Área Contaminada Crítica) – quando exige imediata intervenção pelo responsável ou pelo poder público.

O Núcleo Espírito Santo II passou por processo de remoção das cerca de 800 famílias que viveram no local por quase 30 anos e, desde 2016, o terreno está vazio, à espera de destinação adequada. De acordo com a administração municipal, serão investidos R$ 700 mil no processo, que prevê, além de estudo do solo, avaliação de risco à saúde humana, plano de intervenções e projeto básico. A promessa é a de que o estudo fique pronto dentro de nove meses depois da assinatura da ordem de serviço.

Após a análise detalhada do espaço, será realizado projeto básico para a área municipal, prevendo qual a destinação adequada para o local e o custo estimado da obra. Até lá, a Prefeitura garante que realiza monitoramento constante e conscientização com a comunidade local sobre a impossibilidade de ocupação do terreno diante da situação existente. A equipe do Diário observou, entretanto, que o Núcleo Espírito Santo II está tomado por mato alto e se tornou ponto de descarte irregular de entulho e até mesmo de veículos.

O processo de esvaziamento e demolição dos imóveis da área contaminada teve início em 2015, sete anos após investigação ambiental realizada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a pedido da Prefeitura, ter revelado a presença de gases nocivos à saúde, como o metano, que pode também causar combustões, no solo. A demolição total das casas, separação do material inerte (portões, janelas, grades etc), entrada das máquinas para a terraplanagem e cercamento do local custaram R$ 6 milhões aos cofres públicos. As 780 famílias que habitavam o espaço foram levadas para os conjuntos residenciais Guaratinguetá I, II, III e IV, que ficam a cerca de 2,5 quilômetros do local.

URBANIZAÇÃO
A área de 88 mil m² correspondente ao núcleo Espírito Santo I começou a ser urbanizada no fim de 2015. Desde então, 300 famílias foram removidas para conjuntos habitacionais e outras 600 convivem com obras de melhoria habitacional, esgotamento sanitário, pavimentação, contenção do solo, entre outros serviços. As benfeitorias deveriam ter sido concluídas em 2016, entretanto, foram paralisadas e retomadas apenas em 2018, quando a administração municipal repactuou os contratos junto à Caixa. A promessa, agora, é a de que as obras – investimento de R$ 5 milhões – sejam concluídas em 2021. 

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