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Apoiadores de líder xiita pedem saída dos EUA do Iraque



25/01/2020 | 06:03


Milhares de simpatizantes do líder xiita Muqtada al-Sadr protestaram ontem em Bagdá para pedir a expulsão das tropas americanas do Iraque, onde o sentimento antiamericano vem aumentando nas últimas semanas. Após Sadr convocar "uma manifestação pacífica de um milhão de pessoas contra a presença americana", postos de controle foram estabelecidos para garantir a segurança da marcha.

Desde as primeiras horas de ontem, um dia de oração no mundo muçulmano, milhares de fiéis se reuniram no bairro de Khadriya aos gritos de "Fora ocupante" e "Sim à soberania". Em comunicado lido por um porta-voz, Sadr pediu a retirada das forças americanas, a anulação dos acordos de segurança entre Bagdá e Washington e o fechamento do espaço aéreo iraquiano aos aviões militares americanos. O líder xiita também pediu ao presidente americano, Donald Trump, que não seja "arrogante". Várias facções paramilitares iraquianas, como as milícias pró-Irã Hashd al-Shaabi, geralmente rivais de Sadr, apoiaram a manifestação.

Ao mesmo tempo, o movimento de protesto contra o governo iraquiano, iniciado em 1º de outubro, foi retomado nos últimos dias. Os atos haviam perdido fôlego diante do ressurgimento das tensões entre Teerã e Washington, após o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani, no dia 3, ordenado por Trump.

O episódio reavivou o sentimento "antiamericano". Dois dias depois, o Parlamento iraquiano votou a favor da expulsão das tropas estrangeiras, incluindo os 5,2 mil militares americanos enviados para ajudar os iraquianos na luta contra o extremismo islâmico.

As operações da coalizão internacional contra os jihadistas, liderada pelos EUA, foram suspensas após a morte de Suleimani, e as discussões com Bagdá sobre o futuro das tropas americanas ainda não começaram, segundo o coordenador americano da coalizão, James Jeffrey.

Nos últimos dias, milhares de apoiadores de Sadr chegaram a Bagdá de ônibus, procedentes de todo o Iraque. O bairro de Khadriya está localizado em frente à Zona Verde, na outra margem do Rio Tigre. Nesta área de segurança máxima estão localizadas as embaixadas, incluindo a dos EUA, e a sede do governo iraquiano.

Um opositor de longa data da presença americana no Iraque, Sadr reativou sua milícia, o Exército Mehdi, após a morte do general Suleimani. Este grupo lutou contra os soldados americanos durante a ocupação do Iraque, entre 2003 e 2011. Autoproclamado "reformista" depois de apoiar o movimento de contestação, ele também lidera o maior bloco parlamentar e vários de seus aliados ocupam posições ministeriais.

Esta semana, 12 manifestantes morreram em confrontos com as forças de segurança, somando 480 mortos desde o início dos protestos contra o governo, no ano passado. Sob pressão das ruas, o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, renunciou. No entanto, ele ainda continua no cargo, já que os partidos políticos não chegaram a um acordo para designar seu sucessor. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Apoiadores de líder xiita pedem saída dos EUA do Iraque


25/01/2020 | 06:03


Milhares de simpatizantes do líder xiita Muqtada al-Sadr protestaram ontem em Bagdá para pedir a expulsão das tropas americanas do Iraque, onde o sentimento antiamericano vem aumentando nas últimas semanas. Após Sadr convocar "uma manifestação pacífica de um milhão de pessoas contra a presença americana", postos de controle foram estabelecidos para garantir a segurança da marcha.

Desde as primeiras horas de ontem, um dia de oração no mundo muçulmano, milhares de fiéis se reuniram no bairro de Khadriya aos gritos de "Fora ocupante" e "Sim à soberania". Em comunicado lido por um porta-voz, Sadr pediu a retirada das forças americanas, a anulação dos acordos de segurança entre Bagdá e Washington e o fechamento do espaço aéreo iraquiano aos aviões militares americanos. O líder xiita também pediu ao presidente americano, Donald Trump, que não seja "arrogante". Várias facções paramilitares iraquianas, como as milícias pró-Irã Hashd al-Shaabi, geralmente rivais de Sadr, apoiaram a manifestação.

Ao mesmo tempo, o movimento de protesto contra o governo iraquiano, iniciado em 1º de outubro, foi retomado nos últimos dias. Os atos haviam perdido fôlego diante do ressurgimento das tensões entre Teerã e Washington, após o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani, no dia 3, ordenado por Trump.

O episódio reavivou o sentimento "antiamericano". Dois dias depois, o Parlamento iraquiano votou a favor da expulsão das tropas estrangeiras, incluindo os 5,2 mil militares americanos enviados para ajudar os iraquianos na luta contra o extremismo islâmico.

As operações da coalizão internacional contra os jihadistas, liderada pelos EUA, foram suspensas após a morte de Suleimani, e as discussões com Bagdá sobre o futuro das tropas americanas ainda não começaram, segundo o coordenador americano da coalizão, James Jeffrey.

Nos últimos dias, milhares de apoiadores de Sadr chegaram a Bagdá de ônibus, procedentes de todo o Iraque. O bairro de Khadriya está localizado em frente à Zona Verde, na outra margem do Rio Tigre. Nesta área de segurança máxima estão localizadas as embaixadas, incluindo a dos EUA, e a sede do governo iraquiano.

Um opositor de longa data da presença americana no Iraque, Sadr reativou sua milícia, o Exército Mehdi, após a morte do general Suleimani. Este grupo lutou contra os soldados americanos durante a ocupação do Iraque, entre 2003 e 2011. Autoproclamado "reformista" depois de apoiar o movimento de contestação, ele também lidera o maior bloco parlamentar e vários de seus aliados ocupam posições ministeriais.

Esta semana, 12 manifestantes morreram em confrontos com as forças de segurança, somando 480 mortos desde o início dos protestos contra o governo, no ano passado. Sob pressão das ruas, o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, renunciou. No entanto, ele ainda continua no cargo, já que os partidos políticos não chegaram a um acordo para designar seu sucessor. (Com agências internacionais)

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