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Economia

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Região cria 4.800 empregos em 2019

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sto.André é destaque, com 2.613 empregos gerados; S.Bernardo tem pior resultado do período: 513 demissões


Yara Ferraz

24/01/2020 | 23:59


O Grande ABC fechou 2019 com o saldo – diferença entre admissões menos demissões – positivo para o emprego formal. Com a criação de 4.803 vagas nas sete cidades, e destaque para Santo André, que foi responsável por mais da metade (54%) do montante, sendo a cidade que mais gerou postos de trabalho com carteira assinada (2.613). Em contrapartida, São Bernardo teve o pior desempenho, com o registro de 531 demissões, impactada pelo fechamento da fábrica da Ford.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem pelo Ministério da Economia e tabulados pelo Diário. O resultado da região foi impulsionado pelos setores de serviços (7.962 postos) e comércio (1.928).

Santo André gerou 895 vagas no setor de comércio, 1.521 em serviços e 1.051 na construção civil – o segmento que mais contribuiu para a marca (veja mais na arte acima).
De acordo com o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, professor Sandro Maskio, houve incremento principalmente no setor de varejo da cidade. “Ocorreram diversas aberturas neste segmento, o que pode ter gerado este efeito”, apontou. Além disso, ele também pontuou que na região houve aumento do número de estabelecimentos nos setores de alojamento e alimentação. “O setor de serviços é de baixo valor adicionado, o que traz pouca alteração na robustez da estrutura produtiva da região,(leia mais abaixo).”

Economista e professor coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição também citou a menor dependência da cidade pelo setor industrial, que foi o único que fechou no negativo (-4.924). “A indústria é mais presente em outros municípios e acabou afetando o saldo líquido. Como Santo André tem um peso menor do setor, foi menos abatida do que os demais”, ressaltou.
Em compensação, São Bernardo amargou saldo de 531 demissões no total. Somente na indústria foi registrada a diminuição de 3.366 postos. Média de nove desligamentos diários durante o ano passado.

Além da situação da indústria, que sofre com a crise argentina e ainda não se recuperou da crise econômica, a cidade enfrentou um duro golpe com o fechamento da fábrica da Ford no ano passado. “Ocorreu um efeito cascata ao longo da cadeia, nos empregos diretos e indiretos. Apesar das dificuldades, dos anos 1990 para cá, não tinha acontecido o fechamento de nenhuma empresa desse porte”, disse Maskio. 


Prefeito Paulo Serra ressalta as iniciativas andreenses

 O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), destacou iniciativas da administração para desburocratização de serviços, a emissão de alvará por meio de celular, além de eventos como o Meeting Empresarial e a criação do site do parque tecnológico. Ele também falou sobre a mudança na vocação da cidade.

 “É a consolidação da redescoberta da vocação econômica da cidade”, afirmou. “Todos os diagnósticos mostram que temos de redescobrir a vocação, que agora é mais voltada para serviços e comércio. Precisamos estar atentos não só nas áreas industriais, mas nesse novo formato da economia que está surgindo”, disse.

 Questionada sobre o assunto, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que tem atuado para minimizar os reflexos da crise econômica no País e garantir a recolocação da população no mercado de trabalho, por meio de ações da CTR (Central de Trabalho e Renda). No ano passado, a agência pública empregou 2.715 moradores da cidade. A administração destacou a lei de incentivos fiscais, implementada em 2017, que concede descontos progressivos no IPTU para empresas que ampliarem seus quadros de funcionários.

 São Caetano fechou o ano com a criação de 1.430 vagas, na vice-liderança do ranking. “Ações tomadas nos últimos três anos tornaram a cidade, de certa forma, mais resiliente à crise econômica do Brasil. E as perspectivas para 2020 são de crescimento, principalmente na indústria de transformação e setor de serviços”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo, Tecnologia e Inovação, Fernando Trincado.

 Diadema, a outra cidade que registrou saldo negativo, com 519 demissões, informou que, apesar de 2019 ter iniciado com expectativa positiva para a recuperação da economia, ela não se sustentou, especialmente na indústria. “A modernização dos processos nas indústrias tem trazido redução no número de postos de trabalho, o que atinge em cheio a nossa região”, disse.

 Mauá, que contabilizou 999 vagas, informou que vai abrir três novos concursos públicos. “Além disso, fomentamos o desenvolvimento econômico para atrair empresas, comércio e empreendedorismo”, informou, destacando o CPTR (Centro Publico de Trabalho e Renda).

 Ribeirão Pires, que criou 738 postos, destacou que se tornou um polo de indústrias de alimentação. “Empresas como Santa Edwiges, Sorvepan, Vovó Mocinha, Brasabor, Kassel, entre outras, estão instaladas na cidade”, informou. Rio Grande da Serra não se posicionou sobre o assunto.

Brasil registrou abertura de 644 mil vagas

 O País registrou saldo de 644.079 vagas de trabalho formal em 2019, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número foi 21,63% superior ao registro de 2018, quando tinham sido criados 529.554 postos. A região, apesar de ter ficado no positivo, teve um número menor do que em 2018, quando foram criados 8.953 postos de trabalho. Ou seja, houve queda de 46,35%.

 O resultado foi impactado pelo desempenho da indústria. “Nós sofremos este efeito de uma forma mais intensa do que o Estado e o País, que dependem menos da atividade industrial. Quando a indústria não vai bem, a região sente de forma muito intensa. Quando vai mal, isso afeta a demanda na economia, tanto direta como indiretamente”, disse o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio.

 “Isso mostra a desendustrialização e a gravidade da crise que permaneceu em 2019, com taxa de crescimento da economia brasileira baixa, de 1%. A indústria cresceu até menos”, completou o coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição.



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Região cria 4.800 empregos em 2019

Sto.André é destaque, com 2.613 empregos gerados; S.Bernardo tem pior resultado do período: 513 demissões

Yara Ferraz

24/01/2020 | 23:59


O Grande ABC fechou 2019 com o saldo – diferença entre admissões menos demissões – positivo para o emprego formal. Com a criação de 4.803 vagas nas sete cidades, e destaque para Santo André, que foi responsável por mais da metade (54%) do montante, sendo a cidade que mais gerou postos de trabalho com carteira assinada (2.613). Em contrapartida, São Bernardo teve o pior desempenho, com o registro de 531 demissões, impactada pelo fechamento da fábrica da Ford.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem pelo Ministério da Economia e tabulados pelo Diário. O resultado da região foi impulsionado pelos setores de serviços (7.962 postos) e comércio (1.928).

Santo André gerou 895 vagas no setor de comércio, 1.521 em serviços e 1.051 na construção civil – o segmento que mais contribuiu para a marca (veja mais na arte acima).
De acordo com o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, professor Sandro Maskio, houve incremento principalmente no setor de varejo da cidade. “Ocorreram diversas aberturas neste segmento, o que pode ter gerado este efeito”, apontou. Além disso, ele também pontuou que na região houve aumento do número de estabelecimentos nos setores de alojamento e alimentação. “O setor de serviços é de baixo valor adicionado, o que traz pouca alteração na robustez da estrutura produtiva da região,(leia mais abaixo).”

Economista e professor coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição também citou a menor dependência da cidade pelo setor industrial, que foi o único que fechou no negativo (-4.924). “A indústria é mais presente em outros municípios e acabou afetando o saldo líquido. Como Santo André tem um peso menor do setor, foi menos abatida do que os demais”, ressaltou.
Em compensação, São Bernardo amargou saldo de 531 demissões no total. Somente na indústria foi registrada a diminuição de 3.366 postos. Média de nove desligamentos diários durante o ano passado.

Além da situação da indústria, que sofre com a crise argentina e ainda não se recuperou da crise econômica, a cidade enfrentou um duro golpe com o fechamento da fábrica da Ford no ano passado. “Ocorreu um efeito cascata ao longo da cadeia, nos empregos diretos e indiretos. Apesar das dificuldades, dos anos 1990 para cá, não tinha acontecido o fechamento de nenhuma empresa desse porte”, disse Maskio. 


Prefeito Paulo Serra ressalta as iniciativas andreenses

 O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), destacou iniciativas da administração para desburocratização de serviços, a emissão de alvará por meio de celular, além de eventos como o Meeting Empresarial e a criação do site do parque tecnológico. Ele também falou sobre a mudança na vocação da cidade.

 “É a consolidação da redescoberta da vocação econômica da cidade”, afirmou. “Todos os diagnósticos mostram que temos de redescobrir a vocação, que agora é mais voltada para serviços e comércio. Precisamos estar atentos não só nas áreas industriais, mas nesse novo formato da economia que está surgindo”, disse.

 Questionada sobre o assunto, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que tem atuado para minimizar os reflexos da crise econômica no País e garantir a recolocação da população no mercado de trabalho, por meio de ações da CTR (Central de Trabalho e Renda). No ano passado, a agência pública empregou 2.715 moradores da cidade. A administração destacou a lei de incentivos fiscais, implementada em 2017, que concede descontos progressivos no IPTU para empresas que ampliarem seus quadros de funcionários.

 São Caetano fechou o ano com a criação de 1.430 vagas, na vice-liderança do ranking. “Ações tomadas nos últimos três anos tornaram a cidade, de certa forma, mais resiliente à crise econômica do Brasil. E as perspectivas para 2020 são de crescimento, principalmente na indústria de transformação e setor de serviços”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo, Tecnologia e Inovação, Fernando Trincado.

 Diadema, a outra cidade que registrou saldo negativo, com 519 demissões, informou que, apesar de 2019 ter iniciado com expectativa positiva para a recuperação da economia, ela não se sustentou, especialmente na indústria. “A modernização dos processos nas indústrias tem trazido redução no número de postos de trabalho, o que atinge em cheio a nossa região”, disse.

 Mauá, que contabilizou 999 vagas, informou que vai abrir três novos concursos públicos. “Além disso, fomentamos o desenvolvimento econômico para atrair empresas, comércio e empreendedorismo”, informou, destacando o CPTR (Centro Publico de Trabalho e Renda).

 Ribeirão Pires, que criou 738 postos, destacou que se tornou um polo de indústrias de alimentação. “Empresas como Santa Edwiges, Sorvepan, Vovó Mocinha, Brasabor, Kassel, entre outras, estão instaladas na cidade”, informou. Rio Grande da Serra não se posicionou sobre o assunto.

Brasil registrou abertura de 644 mil vagas

 O País registrou saldo de 644.079 vagas de trabalho formal em 2019, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número foi 21,63% superior ao registro de 2018, quando tinham sido criados 529.554 postos. A região, apesar de ter ficado no positivo, teve um número menor do que em 2018, quando foram criados 8.953 postos de trabalho. Ou seja, houve queda de 46,35%.

 O resultado foi impactado pelo desempenho da indústria. “Nós sofremos este efeito de uma forma mais intensa do que o Estado e o País, que dependem menos da atividade industrial. Quando a indústria não vai bem, a região sente de forma muito intensa. Quando vai mal, isso afeta a demanda na economia, tanto direta como indiretamente”, disse o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio.

 “Isso mostra a desendustrialização e a gravidade da crise que permaneceu em 2019, com taxa de crescimento da economia brasileira baixa, de 1%. A indústria cresceu até menos”, completou o coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição.

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