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Moradores têm prejuízos em prédio alagado no bairro Casa Grande

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Conjuntos Mazzaferro 1 e 2 apresentam rachaduras, infiltrações e pisos soltos


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

25/01/2020 | 00:01


Cerca de 360 famílias, moradoras dos conjuntos habitacionais Mazzaferro 1 e 2, localizados na Rua Pau do Café, no bairro Casa Grande, em Diadema, cobram soluções para problemas estruturais nas unidades, causados pela chuva. Inaugurados em 2014, os condomínios apresentam desde rachaduras e infiltrações até o descolamento dos pisos.

A área possui dois blocos de apartamentos, divididos em nove torres, e todos apresentam problemas de infiltrações, rachaduras nas paredes, pisos soltos, e as unidades do piso térreo sofrem com alagamentos. Os transtornos começaram a piorar depois de temporal em março do ano passado, quando todo o Grande ABC foi afetado. Na ocasião, foram registradas dez mortes e prejuízos financeiros. Nos conjuntos Mazzaferro 1 e 2, os proprietários dos apartamentos térreos perderam praticamente tudo dentro de casa.

“O terreno é mais baixo dos demais prédios e casas da rua, então, toda água acaba vindo para cá”, declara o motorista de aplicativo Caio Cavalcante, 25 anos, morador no local desde a inauguração. O munícipe ainda destaca que os transtornos já foram denunciados à Caixa e à RGA Construtora, responsável pela obra, diversas vezes, sem respostas. “No período de chuvas do ano passado, todas as pessoas que moram no térreo perderam móveis, geladeiras, guarda-roupas e televisões. Isso sem contar os veículos que também foram atingidos pela água.”

Com a demora por uma solução, Cavalcante optou por reformar seu imóvel por conta própria. “Tinha muitos pisos soltos e resolvi investir um dinheiro na minha casa. Ao todo, gastei R$ 28 mil”, declara. 

O aposentado e condômino Luiz Roberto Pereira, 58, pontua que as dificuldades atingem principalmente os idosos, acamados e deficientes. “Eles moram no térreo, com isso, se a chuva atinge justamente o térreo, como eles conseguem ajuda? Sem contar a falta de acessibilidade e os buracos abertos por todo condomínio”, lamenta. 

O apartamento do auxiliar de montagem Adeilton Pereira, 48, já alagou três vezes desde o ano passado. “Gostaria de arrumar, mas se chover e alagar de novo, perco tudo. Já tive um prejuízo de R$ 5.000, quando perdi meus móveis”, destaca.

Os conjuntos, construídos por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, custaram R$ 23,4 milhões aos cofres públicos. As falhas estruturais são alvo de denúncias do Diário desde 2015. 

Questionada, a Prefeitura de Diadema informou que os problemas relacionados à edificação dos condomínios são de responsabilidade da Caixa, que acompanhou e vistoriou as obras. O banco federal, entretanto, não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.



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Moradores têm prejuízos em prédio alagado no bairro Casa Grande

Conjuntos Mazzaferro 1 e 2 apresentam rachaduras, infiltrações e pisos soltos

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

25/01/2020 | 00:01


Cerca de 360 famílias, moradoras dos conjuntos habitacionais Mazzaferro 1 e 2, localizados na Rua Pau do Café, no bairro Casa Grande, em Diadema, cobram soluções para problemas estruturais nas unidades, causados pela chuva. Inaugurados em 2014, os condomínios apresentam desde rachaduras e infiltrações até o descolamento dos pisos.

A área possui dois blocos de apartamentos, divididos em nove torres, e todos apresentam problemas de infiltrações, rachaduras nas paredes, pisos soltos, e as unidades do piso térreo sofrem com alagamentos. Os transtornos começaram a piorar depois de temporal em março do ano passado, quando todo o Grande ABC foi afetado. Na ocasião, foram registradas dez mortes e prejuízos financeiros. Nos conjuntos Mazzaferro 1 e 2, os proprietários dos apartamentos térreos perderam praticamente tudo dentro de casa.

“O terreno é mais baixo dos demais prédios e casas da rua, então, toda água acaba vindo para cá”, declara o motorista de aplicativo Caio Cavalcante, 25 anos, morador no local desde a inauguração. O munícipe ainda destaca que os transtornos já foram denunciados à Caixa e à RGA Construtora, responsável pela obra, diversas vezes, sem respostas. “No período de chuvas do ano passado, todas as pessoas que moram no térreo perderam móveis, geladeiras, guarda-roupas e televisões. Isso sem contar os veículos que também foram atingidos pela água.”

Com a demora por uma solução, Cavalcante optou por reformar seu imóvel por conta própria. “Tinha muitos pisos soltos e resolvi investir um dinheiro na minha casa. Ao todo, gastei R$ 28 mil”, declara. 

O aposentado e condômino Luiz Roberto Pereira, 58, pontua que as dificuldades atingem principalmente os idosos, acamados e deficientes. “Eles moram no térreo, com isso, se a chuva atinge justamente o térreo, como eles conseguem ajuda? Sem contar a falta de acessibilidade e os buracos abertos por todo condomínio”, lamenta. 

O apartamento do auxiliar de montagem Adeilton Pereira, 48, já alagou três vezes desde o ano passado. “Gostaria de arrumar, mas se chover e alagar de novo, perco tudo. Já tive um prejuízo de R$ 5.000, quando perdi meus móveis”, destaca.

Os conjuntos, construídos por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, custaram R$ 23,4 milhões aos cofres públicos. As falhas estruturais são alvo de denúncias do Diário desde 2015. 

Questionada, a Prefeitura de Diadema informou que os problemas relacionados à edificação dos condomínios são de responsabilidade da Caixa, que acompanhou e vistoriou as obras. O banco federal, entretanto, não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

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