Fechar
Publicidade

Sábado, 29 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Moradores apontam problemas em conjunto habitacional há quatro anos

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Famílias sofrem com alagamentos, rachaduras e infiltrações; chuva em março de 2019, piorou a situação do local


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

24/01/2020 | 18:24


 Cerca de 360 famílias, moradores dos conjuntos habitacional Mazzaferro 1 e 2, localizados na Rua Pau do Café, no bairro Casa Grande, em Diadema, observam inúmeros problemas na infraestrutura dos apartamentos, pelo menos desde sua inauguração em 2014. Condôminos relatam que tem motivado famílias a pensarem em abandonar o local. 

A área possui dois blocos de apartamentos, divididos em nove torres, e todos apresentam problemas de infiltrações, rachaduras nas paredes, pisos soltos e, principalmente, os alagamentos no piso térreo e pelo pátio. Os transtornos que, até então, os munícipes sofriam, pioraram depois da chuva em março do ano passado, em que todo piso térreo dos empreendimentos foi tomado pela água e moradores perderam praticamente tudo dentro de casa.

Por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, os conjuntos, que custaram R$ 23,4 milhões aos cofres públicos, é alvo de denúncias do Diário desde 2015, por conta dos mesmos problemas. 

“O terreno já é mais baixo dos demais prédios e casas da rua, então, toda água acaba vindo para cá”, declara o motorista de aplicativo, Caio Cavalcante, de 25 anos e morador no local desde a inauguração. 

O munícipe ainda destaca que os transtornos são acúmulos de problemas não resolvidos pela Caixa Econômica Federal e a RGA Construtora, responsável pela obra. “No período de chuvas do ano passado, todas as pessoas que moram no térreo perderam móveis, geladeiras, guarda roupas e televisões. Isso, sem contar, os veículos que também foram atingidos pela água”, declara. 

Com a demora de uma solução, Caio optou em reformar os problemas por conta própria. “Era muitos pisos soltos, então resolvi guardar um dinheiro e investir do início na minha casa. Ao todo, gastei em média R$ 28 mil”, declara. 

O aposentado e condômino, Luiz Roberto Pereira, de 58 anos, pontua que as dificuldades atingem também os idosos, acamados e deficientes. “Eles moram no térreo, com isso, se a chuva atinge justamente o térreo, como eles conseguem ajuda? Além da falta de acessibilidade e buracos abertos por todo condomínio”, lamenta. 

Já no apartamento do auxiliar de montagem, Adeilton Pereira, 48 anos, desde o ano passado, já alagou três vezes. “Eu gostaria de arrumar, mas se chover e alagar de novo, eu perco tudo. O ano passado, tive um prejuízo de R$ 5 mil que perdi meus móveis”, destaca.

A Prefeitua de Diadema informou que, os problemas relacionados à edificação do Conjunto é de responsabilidade da Caixa Econômica, que acompanhou e vistoriou as obras.  

Também questionada, a Caixa não respondeu a solicitação do Diário



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Moradores apontam problemas em conjunto habitacional há quatro anos

Famílias sofrem com alagamentos, rachaduras e infiltrações; chuva em março de 2019, piorou a situação do local

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

24/01/2020 | 18:24


 Cerca de 360 famílias, moradores dos conjuntos habitacional Mazzaferro 1 e 2, localizados na Rua Pau do Café, no bairro Casa Grande, em Diadema, observam inúmeros problemas na infraestrutura dos apartamentos, pelo menos desde sua inauguração em 2014. Condôminos relatam que tem motivado famílias a pensarem em abandonar o local. 

A área possui dois blocos de apartamentos, divididos em nove torres, e todos apresentam problemas de infiltrações, rachaduras nas paredes, pisos soltos e, principalmente, os alagamentos no piso térreo e pelo pátio. Os transtornos que, até então, os munícipes sofriam, pioraram depois da chuva em março do ano passado, em que todo piso térreo dos empreendimentos foi tomado pela água e moradores perderam praticamente tudo dentro de casa.

Por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, os conjuntos, que custaram R$ 23,4 milhões aos cofres públicos, é alvo de denúncias do Diário desde 2015, por conta dos mesmos problemas. 

“O terreno já é mais baixo dos demais prédios e casas da rua, então, toda água acaba vindo para cá”, declara o motorista de aplicativo, Caio Cavalcante, de 25 anos e morador no local desde a inauguração. 

O munícipe ainda destaca que os transtornos são acúmulos de problemas não resolvidos pela Caixa Econômica Federal e a RGA Construtora, responsável pela obra. “No período de chuvas do ano passado, todas as pessoas que moram no térreo perderam móveis, geladeiras, guarda roupas e televisões. Isso, sem contar, os veículos que também foram atingidos pela água”, declara. 

Com a demora de uma solução, Caio optou em reformar os problemas por conta própria. “Era muitos pisos soltos, então resolvi guardar um dinheiro e investir do início na minha casa. Ao todo, gastei em média R$ 28 mil”, declara. 

O aposentado e condômino, Luiz Roberto Pereira, de 58 anos, pontua que as dificuldades atingem também os idosos, acamados e deficientes. “Eles moram no térreo, com isso, se a chuva atinge justamente o térreo, como eles conseguem ajuda? Além da falta de acessibilidade e buracos abertos por todo condomínio”, lamenta. 

Já no apartamento do auxiliar de montagem, Adeilton Pereira, 48 anos, desde o ano passado, já alagou três vezes. “Eu gostaria de arrumar, mas se chover e alagar de novo, eu perco tudo. O ano passado, tive um prejuízo de R$ 5 mil que perdi meus móveis”, destaca.

A Prefeitua de Diadema informou que, os problemas relacionados à edificação do Conjunto é de responsabilidade da Caixa Econômica, que acompanhou e vistoriou as obras.  

Também questionada, a Caixa não respondeu a solicitação do Diário

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;