Fechar
Publicidade

Domingo, 23 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Família acusa hospital de negligência em morte de mãe e filho

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo parentes, unidade se negou a realizar cesárea; adolescente teria morrido por hemorragia


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

24/01/2020 | 17:31


Uma família da Vila São José, em Diadema, acusa o Hospital Municipal da cidade, mais conhecido como Piraporinha, de negligência pela morte de mãe e bebê. A jovem Vitória Ferreira de Oliveira, 15 anos, grávida de nove meses, morreu, na madrugada desta quinta-feira (23), após problemas no parto, onde seu filho também veio a óbito. Segundo a família, o hospital teria negado a realizar o parto cesária na adolescente. 

De acordo com a mãe, a dona de casa, Adriana Ferreira Duarte, de 46 anos, Vitória deu entrada na unidade na quarta-feira (22), por volta das 10h, sentido fortes dores e contrações. Em seguida, a equipe de enfermagem teria deixado a gestante deitada para aguardar uma possível dilatação “induzindo a ter o parto normal”, foi quando Adriana solicitou que o parto fosse feito por cesárea. 

“Depois, a deitaram, começaram a fazer um ultrassom e comentaram que não estavam escutando o coração do bebê. Eu entrei em desespero”, comenta em lágrimas a dona de casa. 

Ao iniciarem os exames, Vitória teria sofrido a primeira hemorragia. “Foi quando ouvi os primeiros comentários de que meu neto já poderia estar morto”, observa Adriana, que ainda comenta que depois, levaram a jovem para outros exames. “Eu pedi mais de cinco vezes pela cesárea”, destaca a mãe. 

Segundo a família, por volta das 19h da quarta-feira, foram informados de que o bebê havia nascido morto. “Não entendo por qual motivo demoraram tanto para retirar o bebê”, avalia Adriana. Adriana ainda conta que em seguida, levaram Vitória para UTI (Unidade de Terapia Intensiva). 

Ao retorarem para o hospital, ontem, por volta das 11h, a dona de casa comenta que ficou sabendo do óbito da filha. “Não me ligaram e nem sabemos a hora exata que ela morreu. Queremos justiça”, finaliza a dona de casa.

De acordo com o BO (Boletim de Ocorrência) feito pelo marido de Vitória, o desempregado Gabriel Lima da Silva, 21 anos, a jovem “fez todo o acompanhamento pré natal na unidade de saúde” e consta que a possível causa do óbito da adolescente é por conta do deslocamento de placenta e hemorragia pós-parto, conforme atestado pelo médico que acompanhou todos os procedimentos. Diante disso, o BO foi registrado como morta suspeita e direcionado ao IML (Institudo Médico-Legal) para verificar as causas da morte. O laudo fica pronto em 90 dias. 

O velório de Vitória será realizado a partir de hoje, às 23h, no Cemitério Municipal de Diadema e o enterro será amanhã (25), às 11h, no mesmo local. 

POSICIONAMENTO

Segundo a Prefeitura de Diadema, a moradora, logo que deu entrada na unidade, foi encaminhada para o setor especifico do seu atendimento.

Com a evolução da internação, “a paciente apresentou grave intercorrência clínica e, mesmo tendo sido garantidos todos os procedimentos previstos em protocolos, evoluiu para óbito na quinta-feira”, destacam em nota. 

A equipe do HMD ressalta que os cuidados e procedimentos necessários foram realizados para preservar a integridade da menor. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Família acusa hospital de negligência em morte de mãe e filho

Segundo parentes, unidade se negou a realizar cesárea; adolescente teria morrido por hemorragia

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

24/01/2020 | 17:31


Uma família da Vila São José, em Diadema, acusa o Hospital Municipal da cidade, mais conhecido como Piraporinha, de negligência pela morte de mãe e bebê. A jovem Vitória Ferreira de Oliveira, 15 anos, grávida de nove meses, morreu, na madrugada desta quinta-feira (23), após problemas no parto, onde seu filho também veio a óbito. Segundo a família, o hospital teria negado a realizar o parto cesária na adolescente. 

De acordo com a mãe, a dona de casa, Adriana Ferreira Duarte, de 46 anos, Vitória deu entrada na unidade na quarta-feira (22), por volta das 10h, sentido fortes dores e contrações. Em seguida, a equipe de enfermagem teria deixado a gestante deitada para aguardar uma possível dilatação “induzindo a ter o parto normal”, foi quando Adriana solicitou que o parto fosse feito por cesárea. 

“Depois, a deitaram, começaram a fazer um ultrassom e comentaram que não estavam escutando o coração do bebê. Eu entrei em desespero”, comenta em lágrimas a dona de casa. 

Ao iniciarem os exames, Vitória teria sofrido a primeira hemorragia. “Foi quando ouvi os primeiros comentários de que meu neto já poderia estar morto”, observa Adriana, que ainda comenta que depois, levaram a jovem para outros exames. “Eu pedi mais de cinco vezes pela cesárea”, destaca a mãe. 

Segundo a família, por volta das 19h da quarta-feira, foram informados de que o bebê havia nascido morto. “Não entendo por qual motivo demoraram tanto para retirar o bebê”, avalia Adriana. Adriana ainda conta que em seguida, levaram Vitória para UTI (Unidade de Terapia Intensiva). 

Ao retorarem para o hospital, ontem, por volta das 11h, a dona de casa comenta que ficou sabendo do óbito da filha. “Não me ligaram e nem sabemos a hora exata que ela morreu. Queremos justiça”, finaliza a dona de casa.

De acordo com o BO (Boletim de Ocorrência) feito pelo marido de Vitória, o desempregado Gabriel Lima da Silva, 21 anos, a jovem “fez todo o acompanhamento pré natal na unidade de saúde” e consta que a possível causa do óbito da adolescente é por conta do deslocamento de placenta e hemorragia pós-parto, conforme atestado pelo médico que acompanhou todos os procedimentos. Diante disso, o BO foi registrado como morta suspeita e direcionado ao IML (Institudo Médico-Legal) para verificar as causas da morte. O laudo fica pronto em 90 dias. 

O velório de Vitória será realizado a partir de hoje, às 23h, no Cemitério Municipal de Diadema e o enterro será amanhã (25), às 11h, no mesmo local. 

POSICIONAMENTO

Segundo a Prefeitura de Diadema, a moradora, logo que deu entrada na unidade, foi encaminhada para o setor especifico do seu atendimento.

Com a evolução da internação, “a paciente apresentou grave intercorrência clínica e, mesmo tendo sido garantidos todos os procedimentos previstos em protocolos, evoluiu para óbito na quinta-feira”, destacam em nota. 

A equipe do HMD ressalta que os cuidados e procedimentos necessários foram realizados para preservar a integridade da menor. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;