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Grande parte dos adolescentes brasileiros não
se vacina contra o vírus do HPV pela segunda vez

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Ministério da Saúde mostram que grande parte dos jovens não se vacina pela segunda vez


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

25/01/2020 | 23:59


Papiloma vírus humano. Esse é o significado da sigla HPV, doença sexualmente transmissível que infecta a pele e as mucosas. Ela pode gerar verrugas ou lesões e evoluir para o câncer, como o de colo de útero (quarta maior causa de morte por câncer entre as mulheres), garganta ou ânus. Há vacina que previne a doença e a medicação deve ser ministrada no início da adolescência, dividida em duas doses: meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos. A imunização pode ser realizada gratuitamente na rede do SUS (Sistema Único de Saúde), como nos postos de saúde. Mesmo com toda importância de seu combate, o Ministério da Saúde divulgou, no fim do ano passado, que apenas 22% dos meninos na faixa etária indicada tomaram a segunda dose. Entre as meninas, o índice é um pouco mais alto, chegando a 51%. O governo tem feito companhas ao longo dos últimos anos, buscando chamar a atenção dos jovens.

Conforme revista da USP (Universidade de São Paulo), estudo publicado há cerca de um ano na científica The Lancet estima que, se as medidas de prevenção e monitoramento não chegarem a mais pessoas, 44 milhões de mulheres terão câncer de colo de útero nos próximos 50 anos. Com maior cobertura de vacinação e exames, o número de diagnosticadas com a doença poderia cair a níveis bastante baixos até o fim do século XXI.

“A vacinação tenta proteger os tipos cancerígenos, desenvolvendo imunidade. Com isso, é possível diminuir e até eliminar a circulação desse tipo de vírus, já que são destruídos pelo sistema imunológico”, explica Patricia Montanheiro, docente e pesquisadora da Escola de Saúde e Supervisora do Laboratório de Análises Clínicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). E ela ressalta: “quem tomar a vacina deve sempre usar camisinha”.

Quanto a menor aderência masculina nesse processo de prevenção por vacina, Patricia acredita que a desinformação atrapalha. “Muitos acham que os meninos não estarão no risco da doença por ainda serem virgens. No entanto, vemos com frequência crianças que já são mães e pais. Existe ainda a falta de diálogo (com pais, responsáveis, adultos em geral e médicos) e, quando isso acontece, normalmente é pela internet. Muitos pais não estão se importando com a responsabilidade de ter filhos.”

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, das doenças sexualmente transmissíveis, apenas a sífilis, as hepatites virais e o HIV são de notificação obrigatória. A faixa etária mais afetada por essas infecções é a de pessoas entre 15 e 49 anos. A razão para números tão altos de casos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens é a diminuição no uso de preservativos. Estes indivíduos mais novos não vivenciaram o início da epidemia de Aids, nos anos 1980, onde havia o medo de morte e, portanto, uma maior adesão ao preservativo.

Página especial sobre o tema está disponível no portal do órgão federal, onde é possível encontrar detalhes diversos, casos de sinais e sintomas, tratamento e detalhes do diagnóstico. Vídeos ajudam a complementar o alerta. A discussão é essencial, assim como a busca por dados e informações. O alerta fica para que os jovens entendam melhor a importância do combate.  



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Grande parte dos adolescentes brasileiros não
se vacina contra o vírus do HPV pela segunda vez

Dados do Ministério da Saúde mostram que grande parte dos jovens não se vacina pela segunda vez

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

25/01/2020 | 23:59


Papiloma vírus humano. Esse é o significado da sigla HPV, doença sexualmente transmissível que infecta a pele e as mucosas. Ela pode gerar verrugas ou lesões e evoluir para o câncer, como o de colo de útero (quarta maior causa de morte por câncer entre as mulheres), garganta ou ânus. Há vacina que previne a doença e a medicação deve ser ministrada no início da adolescência, dividida em duas doses: meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos. A imunização pode ser realizada gratuitamente na rede do SUS (Sistema Único de Saúde), como nos postos de saúde. Mesmo com toda importância de seu combate, o Ministério da Saúde divulgou, no fim do ano passado, que apenas 22% dos meninos na faixa etária indicada tomaram a segunda dose. Entre as meninas, o índice é um pouco mais alto, chegando a 51%. O governo tem feito companhas ao longo dos últimos anos, buscando chamar a atenção dos jovens.

Conforme revista da USP (Universidade de São Paulo), estudo publicado há cerca de um ano na científica The Lancet estima que, se as medidas de prevenção e monitoramento não chegarem a mais pessoas, 44 milhões de mulheres terão câncer de colo de útero nos próximos 50 anos. Com maior cobertura de vacinação e exames, o número de diagnosticadas com a doença poderia cair a níveis bastante baixos até o fim do século XXI.

“A vacinação tenta proteger os tipos cancerígenos, desenvolvendo imunidade. Com isso, é possível diminuir e até eliminar a circulação desse tipo de vírus, já que são destruídos pelo sistema imunológico”, explica Patricia Montanheiro, docente e pesquisadora da Escola de Saúde e Supervisora do Laboratório de Análises Clínicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). E ela ressalta: “quem tomar a vacina deve sempre usar camisinha”.

Quanto a menor aderência masculina nesse processo de prevenção por vacina, Patricia acredita que a desinformação atrapalha. “Muitos acham que os meninos não estarão no risco da doença por ainda serem virgens. No entanto, vemos com frequência crianças que já são mães e pais. Existe ainda a falta de diálogo (com pais, responsáveis, adultos em geral e médicos) e, quando isso acontece, normalmente é pela internet. Muitos pais não estão se importando com a responsabilidade de ter filhos.”

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, das doenças sexualmente transmissíveis, apenas a sífilis, as hepatites virais e o HIV são de notificação obrigatória. A faixa etária mais afetada por essas infecções é a de pessoas entre 15 e 49 anos. A razão para números tão altos de casos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens é a diminuição no uso de preservativos. Estes indivíduos mais novos não vivenciaram o início da epidemia de Aids, nos anos 1980, onde havia o medo de morte e, portanto, uma maior adesão ao preservativo.

Página especial sobre o tema está disponível no portal do órgão federal, onde é possível encontrar detalhes diversos, casos de sinais e sintomas, tratamento e detalhes do diagnóstico. Vídeos ajudam a complementar o alerta. A discussão é essencial, assim como a busca por dados e informações. O alerta fica para que os jovens entendam melhor a importância do combate.  

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