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Ocupação no salão expositivo andreense repassa trajetória de Zhô Bertholini


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

24/01/2020 | 23:50


Ele é conhecido por muitos, no cenário artístico, como poeta. E é, de fato, e dos mais queridos e admirados, diga-se de passagem. Mas Zhô Bertholini é mais. Sempre foi além. Andreense de corpo e alma, quando o assunto é arte, ele não vê barreiras. Circula, desde sempre, entre todas as linguagens que pode. Da literatura ao mundo das colagens, passando por fotografia, pintura, música e o que mais surgir. Tem passe livre entre as gerações. Viu de perto os artistas plásticos João Suzuki (1935-2010) e Luiz Sacilotto (1924-2003) e convive com os mais jovens e seus contemporâneos também. 

E toda essa trajetória plural, que já soma 44 anos, pode ser vista de perto a partir de hoje, na Ocupação Zhô Bertholini – Existencialista Ambulante, que toma o Salão de Exposições do Paço de Santo André (Praça IV Centenário), com abertura marcada para 15h. A entrada é gratuita.

“As pessoas falam muito sobre transversalidade hoje em dia. E Zhô transita no tempo, em linguagens, entre públicos e por todas as expressões artísticas, entre a periferia e o Centro”, explica Reinaldo Botelho, coordenador do programa de artes visuais da Secretaria de Cultura de Santo André, que assina o evento ao lado da escritora Jurema Barreto de Souza e do próprio homenageado.

E de fato há de tudo. O artista se espalha pelo espaço e mostra sua poesia de forma ampla, seja estampada no papel ou declamada de alguma outra forma, como em fotografias, cartas postais – uma de suas grandes paixões –, brincadeiras com letras sobrepostas e até mesmo nas colagens. “Ele é um artista maravilhoso. Pudemos fazer aqui uma retrospectiva e percebemos de quantos movimentos (artísticos) ele participou e quantos artistas foram envolvidos ao longo desses anos”, diz Jurema.

A ocupação promove ao visitante, além de mergulho na trajetória de vida e arte do homenageado, repassar parte da história artística da região e até do Exterior. Há cartazes das participações de Zhô nas primeiras edições do Salão Jovem de Arte Contemporânea de Santo André, nos anos 1970, e também em eventos de poesia visual na Itália e no México. Trocas de cartas com outros artistas e as intervenções feitas nelas também estão expostas, assim como um texto que o andreense escreveu para a contracapa de um álbum lançado no Brasil do guitarrista norte-americano Jimi Hendrix.

E como se trata de ocupação, há também trabalhos de outros artistas homenageando Zhô, como as caricaturas feitas pelo ilustrador Fernandes, do Diário, e reportagens deste jornal ao longo dos anos contando a trajetória do andreense. Há lembranças de toda uma vida e de parceiros como Jurema e outros escritores, como Fabiano Calixto e Dalila Teles Veras, entre tantos nomes.

“Tudo isso estava guardado em casa. Imaginei que tinha tanta história, mas quando vejo tudo isso, agora, me espanta sim. É incrível. O que sinto com isso tudo é uma grande cumplicidade que consegui construir. E é isso o que me move. Cada trabalho tem uma particularidade, um significado e uma razão para existir”, encerra.

Ocupação Zhô Bertholini – Existencialista Ambulante – Mostra. No Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André. Praça IV Centenário. Hoje, a partir das 15h. Até dia 31 de março. Segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 17h. Entrada gratuita.
 



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Ocupação no salão expositivo andreense repassa trajetória de Zhô Bertholini

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

24/01/2020 | 23:50


Ele é conhecido por muitos, no cenário artístico, como poeta. E é, de fato, e dos mais queridos e admirados, diga-se de passagem. Mas Zhô Bertholini é mais. Sempre foi além. Andreense de corpo e alma, quando o assunto é arte, ele não vê barreiras. Circula, desde sempre, entre todas as linguagens que pode. Da literatura ao mundo das colagens, passando por fotografia, pintura, música e o que mais surgir. Tem passe livre entre as gerações. Viu de perto os artistas plásticos João Suzuki (1935-2010) e Luiz Sacilotto (1924-2003) e convive com os mais jovens e seus contemporâneos também. 

E toda essa trajetória plural, que já soma 44 anos, pode ser vista de perto a partir de hoje, na Ocupação Zhô Bertholini – Existencialista Ambulante, que toma o Salão de Exposições do Paço de Santo André (Praça IV Centenário), com abertura marcada para 15h. A entrada é gratuita.

“As pessoas falam muito sobre transversalidade hoje em dia. E Zhô transita no tempo, em linguagens, entre públicos e por todas as expressões artísticas, entre a periferia e o Centro”, explica Reinaldo Botelho, coordenador do programa de artes visuais da Secretaria de Cultura de Santo André, que assina o evento ao lado da escritora Jurema Barreto de Souza e do próprio homenageado.

E de fato há de tudo. O artista se espalha pelo espaço e mostra sua poesia de forma ampla, seja estampada no papel ou declamada de alguma outra forma, como em fotografias, cartas postais – uma de suas grandes paixões –, brincadeiras com letras sobrepostas e até mesmo nas colagens. “Ele é um artista maravilhoso. Pudemos fazer aqui uma retrospectiva e percebemos de quantos movimentos (artísticos) ele participou e quantos artistas foram envolvidos ao longo desses anos”, diz Jurema.

A ocupação promove ao visitante, além de mergulho na trajetória de vida e arte do homenageado, repassar parte da história artística da região e até do Exterior. Há cartazes das participações de Zhô nas primeiras edições do Salão Jovem de Arte Contemporânea de Santo André, nos anos 1970, e também em eventos de poesia visual na Itália e no México. Trocas de cartas com outros artistas e as intervenções feitas nelas também estão expostas, assim como um texto que o andreense escreveu para a contracapa de um álbum lançado no Brasil do guitarrista norte-americano Jimi Hendrix.

E como se trata de ocupação, há também trabalhos de outros artistas homenageando Zhô, como as caricaturas feitas pelo ilustrador Fernandes, do Diário, e reportagens deste jornal ao longo dos anos contando a trajetória do andreense. Há lembranças de toda uma vida e de parceiros como Jurema e outros escritores, como Fabiano Calixto e Dalila Teles Veras, entre tantos nomes.

“Tudo isso estava guardado em casa. Imaginei que tinha tanta história, mas quando vejo tudo isso, agora, me espanta sim. É incrível. O que sinto com isso tudo é uma grande cumplicidade que consegui construir. E é isso o que me move. Cada trabalho tem uma particularidade, um significado e uma razão para existir”, encerra.

Ocupação Zhô Bertholini – Existencialista Ambulante – Mostra. No Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André. Praça IV Centenário. Hoje, a partir das 15h. Até dia 31 de março. Segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 17h. Entrada gratuita.
 

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