Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 24 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Carvão em água do Rio não basta, diz especialista

Tomaz Silva/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/01/2020 | 07:50


A Estação de Tratamento de Guandu, na Baixada Fluminense, começou a ser submetida nesta quinta-feira (23) a uma etapa extra de filtragem de água, com a pulverização de carvão ativado no reservatório. O objetivo é reduzir a presença de geosmina - formada pela proliferação de algas, que deixa a água com cheiro e gosto de terra. Para Márcia Dezotti, especialista da Universidade Federal do Rio (UFRJ), o carvão deve melhorar momentaneamente a qualidade da água, mas é preciso investir em tratamento do esgoto.

Desde o início do ano, a população reclama que a água fornecida pela Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), estatal que cuida do saneamento no Rio, está com gosto e cheiro de terra. Em alguns bairros, o produto sai turvo da torneira. Para resolver o problema, a Cedae começou essa etapa extra de filtragem. O governador Wilson Witzel (PSC) disse que em, uma semana, a diferença já deve ser sentida pelos consumidores.

O carvão ativado já é usado regularmente em outros Estados, de forma permanente, como São Paulo. Segundo Márcia, isso já deveria ter sido adotado no Rio há mais tempo. "O carvão não faz milagre, mas melhora a qualidade da água. Momentaneamente resolve, mas vai acontecer de novo", diz Márcia. "A Baixada não trata esgoto. O esgoto é lançado diretamente nos afluentes do Rio Guandu. A qualidade da água que chega à estação é muito ruim. A estação está sobrecarregada."

A Cedae informou que investirá R$ 750 milhões até 2022 para modernizar a estação. A companhia lembrou também que a água que deixa o reservatório atende aos padrões de qualidade do Ministério da Saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Carvão em água do Rio não basta, diz especialista


24/01/2020 | 07:50


A Estação de Tratamento de Guandu, na Baixada Fluminense, começou a ser submetida nesta quinta-feira (23) a uma etapa extra de filtragem de água, com a pulverização de carvão ativado no reservatório. O objetivo é reduzir a presença de geosmina - formada pela proliferação de algas, que deixa a água com cheiro e gosto de terra. Para Márcia Dezotti, especialista da Universidade Federal do Rio (UFRJ), o carvão deve melhorar momentaneamente a qualidade da água, mas é preciso investir em tratamento do esgoto.

Desde o início do ano, a população reclama que a água fornecida pela Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), estatal que cuida do saneamento no Rio, está com gosto e cheiro de terra. Em alguns bairros, o produto sai turvo da torneira. Para resolver o problema, a Cedae começou essa etapa extra de filtragem. O governador Wilson Witzel (PSC) disse que em, uma semana, a diferença já deve ser sentida pelos consumidores.

O carvão ativado já é usado regularmente em outros Estados, de forma permanente, como São Paulo. Segundo Márcia, isso já deveria ter sido adotado no Rio há mais tempo. "O carvão não faz milagre, mas melhora a qualidade da água. Momentaneamente resolve, mas vai acontecer de novo", diz Márcia. "A Baixada não trata esgoto. O esgoto é lançado diretamente nos afluentes do Rio Guandu. A qualidade da água que chega à estação é muito ruim. A estação está sobrecarregada."

A Cedae informou que investirá R$ 750 milhões até 2022 para modernizar a estação. A companhia lembrou também que a água que deixa o reservatório atende aos padrões de qualidade do Ministério da Saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;