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O São Bernardo FC está ficando ‘da hora’


Anderson Fattori

24/01/2020 | 00:01


A Magnum está revolucionando o São Bernardo FC. Ainda não faz nem três meses que a maior fabricante de relógios da América Latina comprou o Tigre, mas tempo suficiente para ver muitas mudanças, tanto dentro quanto fora de campo. Fui ao Estádio 1º de Maio na quarta-feira para acompanhar a estreia da equipe no Campeonato Paulista da Série A-2, diante do São Bento, que terminou com vitória são-bernardense por 1 a 0 – gol de Marlyson, convertendo cobrança de pênalti. E alguns torcedores comentaram, acertadamente, na saída da Vila Euclides, que deu gosto de ver o comportamento da equipe durante os 90 minutos: combativa e que, ao ritmo dos gritos do técnico Marcelo Veiga, não se contentava em perder a bola sem lutar para recuperá-la. Destaque para o grandalhão Rodrigo Souza, que demonstrou muita força física e personalidade para cuidar da cabeça de área, desarmar, se atirar à frente da bola e, enfim, honrar a camisa 5 que um dia foi do ídolo Zé Forte.

Além dessa postura, outra diferença notória: o número de rostos desconhecidos nas cabines e tribunas do 1º de Maio, que geralmente recebem as mesmas figuras. Muito provavelmente por conta da coletiva promovida uma hora e meia antes do jogo, na qual o dono da Magnum, Roberto Graziano, apresentou a si e o presidente Tony Moreno, além dos novos uniformes do Tigre, com escudo modernizado. Mas em meio a tantas faces diferentes, foi muito bom ver duas figuras muito identificadas e que seguem no clube, casos do ex-goleiro e agora gerente de futebol Daniel, além do supervisor Warley Magalhães. Juntamente do assessor Gabriel Goto e do ‘faz-tudo’ Toninho, foram os remanescentes do antigo São Bernardo FC e que, sem dúvida, vão manter a essência daquele que “nasceu para jogar e crescer” e que “sua meta é vencer ou vencer” – em versos retirados do hino.

Aliás, voltando a Roberto Graziano e Tony Moreno, vale ressaltar os discursos de ambos, que prometeram profissionalizar ainda mais o futebol aurinegro. E a ideia é já conquistar o acesso imediato na Série A-2, levando o time de volta para a elite estadual. E, em futuro próximo, devolver o Tigre para competições nacionais – vale lembrar que o clube já disputou Copa do Brasil e Brasileiro da Série D. “Se fosse para continuar como está, preferia não entrar nesse projeto. Quero subir já neste campeonato, pegar uma das duas vagas na A-1. Estamos trabalhando para isso. Futebol tem suas incertezas, se fosse matemática exata seria fácil. Mas montamos time para subir e disputar a A-1 em 2021”, disse Graziano, que foi além. “Vamos disputar a Copa Paulista pensando em ser campeão e conseguir uma vaga na Série D. Essa é minha ambição, seria terminar o ano com o pé direito”, completou o dono do Aurinegro, que ressaltou estar em busca de local na cidade para construção de um centro de treinamento para o clube. “Infelizmente ainda não temos local aqui, mas pretendemos buscar área em São Bernardo. Nenhum grande time não tem um CT. É de extrema importância para a gente. Fomos para Sorocaba fazer nossa pré-temporada, onde tínhamos à disposição quatro bons campos, local onde ficavam bem acomodados e alimentados. É isso o que a gente quer trazer para cá também. Sabemos das limitações, mas vamos procurar área para montar o CT.”

Um assunto foi inevitável questionar Roberto Graziano: a desgastada relação entre São Bernardo FC e o Paço são-bernardense. E o empresário afirmou que espera manter bom relacionamento com o poder público. “Precisamos desse apoio da Prefeitura. O esporte é importante para a cidade”, destacou o dono do Tigre, que enfatizou a busca por reconquistar o torcedor aurinegro, que em outros tempos lotava o 1º de Maio. “É questão de tempo. Quando a gente mostrar o trabalho que a gente quer e onde a gente quer colocar o São Bernardo, vamos ter o apoio de todos. Não queremos dinheiro, apenas apoio da cidade.”

EFEITO IMEDIATO
Paulo Pelaipe chegou com tudo no São Caetano. Em quatro dias no clube, o novo executivo de futebol não gostou muito do que encontrou e mandou embora o técnico Adãozinho e mais três integrantes da comissão. Vi muitos torcedores do Azulão reclamando da falta de planejamento para tomar tal atitude ou então do pouco tempo dado para que o ex-volante mostrasse serviço no comando. Entretanto, se o dirigente identificou que o trabalho estava sendo realizado de maneira diferente da que ele chegou para propor (leia mais na reportagem ao lado), então a decisão mesmo tinha de ser tomada o quanto antes. Afinal, a Série A-2 é competição com jogos um em cima do outro e que exige atitudes, sejam elas pela continuidade ou pela troca. Marcelo Vilar, campeão da Copa Paulista, aparece como principal candidato à vaga, interinamente preenchida pelo ex-zagueiro e também ídolo Dininho.

COMPARAÇÕES
Não é exagero traçar um paralelo entre Roberto Graziano e Paulo Pelaipe. Claro que tal situação não se refere às vivências do futebol, afinal, o executivo do São Caetano tem 40 anos de carreira no esporte, enquanto o empresário do ramo dos relógios tem como experiência a parceria com o Guarani. Mas, em comum, ambos chegaram com falas bastante firmes e almejam que Tigre e Azulão alçem voos mais altos. E tenham certeza, os dois, que este também é nosso desejo aqui no Diário. 



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O São Bernardo FC está ficando ‘da hora’

Anderson Fattori

24/01/2020 | 00:01


A Magnum está revolucionando o São Bernardo FC. Ainda não faz nem três meses que a maior fabricante de relógios da América Latina comprou o Tigre, mas tempo suficiente para ver muitas mudanças, tanto dentro quanto fora de campo. Fui ao Estádio 1º de Maio na quarta-feira para acompanhar a estreia da equipe no Campeonato Paulista da Série A-2, diante do São Bento, que terminou com vitória são-bernardense por 1 a 0 – gol de Marlyson, convertendo cobrança de pênalti. E alguns torcedores comentaram, acertadamente, na saída da Vila Euclides, que deu gosto de ver o comportamento da equipe durante os 90 minutos: combativa e que, ao ritmo dos gritos do técnico Marcelo Veiga, não se contentava em perder a bola sem lutar para recuperá-la. Destaque para o grandalhão Rodrigo Souza, que demonstrou muita força física e personalidade para cuidar da cabeça de área, desarmar, se atirar à frente da bola e, enfim, honrar a camisa 5 que um dia foi do ídolo Zé Forte.

Além dessa postura, outra diferença notória: o número de rostos desconhecidos nas cabines e tribunas do 1º de Maio, que geralmente recebem as mesmas figuras. Muito provavelmente por conta da coletiva promovida uma hora e meia antes do jogo, na qual o dono da Magnum, Roberto Graziano, apresentou a si e o presidente Tony Moreno, além dos novos uniformes do Tigre, com escudo modernizado. Mas em meio a tantas faces diferentes, foi muito bom ver duas figuras muito identificadas e que seguem no clube, casos do ex-goleiro e agora gerente de futebol Daniel, além do supervisor Warley Magalhães. Juntamente do assessor Gabriel Goto e do ‘faz-tudo’ Toninho, foram os remanescentes do antigo São Bernardo FC e que, sem dúvida, vão manter a essência daquele que “nasceu para jogar e crescer” e que “sua meta é vencer ou vencer” – em versos retirados do hino.

Aliás, voltando a Roberto Graziano e Tony Moreno, vale ressaltar os discursos de ambos, que prometeram profissionalizar ainda mais o futebol aurinegro. E a ideia é já conquistar o acesso imediato na Série A-2, levando o time de volta para a elite estadual. E, em futuro próximo, devolver o Tigre para competições nacionais – vale lembrar que o clube já disputou Copa do Brasil e Brasileiro da Série D. “Se fosse para continuar como está, preferia não entrar nesse projeto. Quero subir já neste campeonato, pegar uma das duas vagas na A-1. Estamos trabalhando para isso. Futebol tem suas incertezas, se fosse matemática exata seria fácil. Mas montamos time para subir e disputar a A-1 em 2021”, disse Graziano, que foi além. “Vamos disputar a Copa Paulista pensando em ser campeão e conseguir uma vaga na Série D. Essa é minha ambição, seria terminar o ano com o pé direito”, completou o dono do Aurinegro, que ressaltou estar em busca de local na cidade para construção de um centro de treinamento para o clube. “Infelizmente ainda não temos local aqui, mas pretendemos buscar área em São Bernardo. Nenhum grande time não tem um CT. É de extrema importância para a gente. Fomos para Sorocaba fazer nossa pré-temporada, onde tínhamos à disposição quatro bons campos, local onde ficavam bem acomodados e alimentados. É isso o que a gente quer trazer para cá também. Sabemos das limitações, mas vamos procurar área para montar o CT.”

Um assunto foi inevitável questionar Roberto Graziano: a desgastada relação entre São Bernardo FC e o Paço são-bernardense. E o empresário afirmou que espera manter bom relacionamento com o poder público. “Precisamos desse apoio da Prefeitura. O esporte é importante para a cidade”, destacou o dono do Tigre, que enfatizou a busca por reconquistar o torcedor aurinegro, que em outros tempos lotava o 1º de Maio. “É questão de tempo. Quando a gente mostrar o trabalho que a gente quer e onde a gente quer colocar o São Bernardo, vamos ter o apoio de todos. Não queremos dinheiro, apenas apoio da cidade.”

EFEITO IMEDIATO
Paulo Pelaipe chegou com tudo no São Caetano. Em quatro dias no clube, o novo executivo de futebol não gostou muito do que encontrou e mandou embora o técnico Adãozinho e mais três integrantes da comissão. Vi muitos torcedores do Azulão reclamando da falta de planejamento para tomar tal atitude ou então do pouco tempo dado para que o ex-volante mostrasse serviço no comando. Entretanto, se o dirigente identificou que o trabalho estava sendo realizado de maneira diferente da que ele chegou para propor (leia mais na reportagem ao lado), então a decisão mesmo tinha de ser tomada o quanto antes. Afinal, a Série A-2 é competição com jogos um em cima do outro e que exige atitudes, sejam elas pela continuidade ou pela troca. Marcelo Vilar, campeão da Copa Paulista, aparece como principal candidato à vaga, interinamente preenchida pelo ex-zagueiro e também ídolo Dininho.

COMPARAÇÕES
Não é exagero traçar um paralelo entre Roberto Graziano e Paulo Pelaipe. Claro que tal situação não se refere às vivências do futebol, afinal, o executivo do São Caetano tem 40 anos de carreira no esporte, enquanto o empresário do ramo dos relógios tem como experiência a parceria com o Guarani. Mas, em comum, ambos chegaram com falas bastante firmes e almejam que Tigre e Azulão alçem voos mais altos. E tenham certeza, os dois, que este também é nosso desejo aqui no Diário. 

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