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Dívidas da UCI-Farma com funcionários vão para Justiça

Colaboradores têm a receber 13º salário, férias e PLR; sindicato prepara ação judicial


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

23/01/2020 | 00:05


Os funcionários da indústria farmacêutica UCI-Farma, localizada na Vila Duzi, em São Bernardo, devem decidir hoje em assembleia se retornam ou não aos postos de trabalho. Apesar de a empresa se comprometer a realizar o pagamento de parcela do salário do mês ainda hoje, a firma acumula diversas dívidas trabalhistas. O Sindicato dos Químicos do ABC avisou que vai acionar a Justiça.

De acordo com a diretora da entidade Lucimar Rodrigues, os empresários sinalizaram que assinaram o arquivo do banco para fazer o pagamento dos colaboradores. “Era para ter recebido no dia 15 e, de acordo com eles (empresa), deve cair amanhã (hoje). Na parte da manhã vamos fazer uma assembleia para que os trabalhadores decidam se voltam aos postos de trabalho”, afirmou.

São 115 colaboradores na unidade, que estão em greve desde o início da semana. A situação é complicada por causa de aproximadamente R$ 5 milhões em débitos acumulados, entre dívidas trabalhistas e pendências com fornecedores.

Dentre os direitos trabalhistas que não foram quitados pela indústria da região estão pagamento do 13º salário de 2019 e 2018; não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) há três anos; desconto em folha de pagamento, porém, ausência do repasse dos valores ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) há um ano e meio; pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) do ano passado; pagamento de férias há quatro anos – segundo trabalhadores, 90% deles têm, desde então, usufruído do descanso, porém, sem a remuneração.

“Por isso o sindicato vai entrar na Justiça, conforme decidido em reunião hoje (ontem). Tem a questão do INSS, que eles estão descontando, mas não estão repassando, então acreditamos que isso só será solucionado desta maneira”, contou Lucimar.

A empresa transferiu sua sede da Capital para a região há cerca de três décadas. A diretoria não foi localizada para comentar o caso. 



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Dívidas da UCI-Farma com funcionários vão para Justiça

Colaboradores têm a receber 13º salário, férias e PLR; sindicato prepara ação judicial

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

23/01/2020 | 00:05


Os funcionários da indústria farmacêutica UCI-Farma, localizada na Vila Duzi, em São Bernardo, devem decidir hoje em assembleia se retornam ou não aos postos de trabalho. Apesar de a empresa se comprometer a realizar o pagamento de parcela do salário do mês ainda hoje, a firma acumula diversas dívidas trabalhistas. O Sindicato dos Químicos do ABC avisou que vai acionar a Justiça.

De acordo com a diretora da entidade Lucimar Rodrigues, os empresários sinalizaram que assinaram o arquivo do banco para fazer o pagamento dos colaboradores. “Era para ter recebido no dia 15 e, de acordo com eles (empresa), deve cair amanhã (hoje). Na parte da manhã vamos fazer uma assembleia para que os trabalhadores decidam se voltam aos postos de trabalho”, afirmou.

São 115 colaboradores na unidade, que estão em greve desde o início da semana. A situação é complicada por causa de aproximadamente R$ 5 milhões em débitos acumulados, entre dívidas trabalhistas e pendências com fornecedores.

Dentre os direitos trabalhistas que não foram quitados pela indústria da região estão pagamento do 13º salário de 2019 e 2018; não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) há três anos; desconto em folha de pagamento, porém, ausência do repasse dos valores ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) há um ano e meio; pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) do ano passado; pagamento de férias há quatro anos – segundo trabalhadores, 90% deles têm, desde então, usufruído do descanso, porém, sem a remuneração.

“Por isso o sindicato vai entrar na Justiça, conforme decidido em reunião hoje (ontem). Tem a questão do INSS, que eles estão descontando, mas não estão repassando, então acreditamos que isso só será solucionado desta maneira”, contou Lucimar.

A empresa transferiu sua sede da Capital para a região há cerca de três décadas. A diretoria não foi localizada para comentar o caso. 

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