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Diadema deixa pacientes com diabetes sem insumos para tratamento

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidades de saúde da cidade não dispõem de lancetas e fitas para medir a glicemia; Prefeitura diz que situação será resolvida em dez dias


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

23/01/2020 | 00:01


 Nenhuma das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Diadema dispõe de insumos – fitas e lancetas – destinados ao tratamento de pacientes com diabetes. A falha no abastecimento, segundo a Prefeitura, é resultado de atraso por parte do fornecedor e permanecerá por pelo menos mais dez dias.

A situação trouxe inúmeros problemas à família da dona de casa Cintia Aparecida Lucena, 30 anos, moradora do Jardim Portinari. Há 15 dias, ela descobriu que a filha Jéssica Araújo de Lucena, 8, tem diabetes do tipo 1 (quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente pois suas células sofrem destruição autoimune) e que o tratamento da doença, além de rigoroso, demanda itens como aparelho medidor de glicemia, lancetas (instrumento de punção para remover amostra de sangue), fitas (para medir a glicemia), seringas agulhadas e insulina.

“Tudo é novo para mim. De início, consegui o aparelho (medidor) na unidade de saúde e uma caixa com 50 fitas e 50 lancetas, além das seringas e insulinas, no entanto, os itens acabaram e, quando fui buscar mais, me informaram que estão em falta”, comenta a mãe. “Fui em duas unidades, além de ligar para as demais e fui informada de que não tinha o material em estoque. O pior, sem previsão de chegada”, lamenta.

Diariamente, Jéssica precisa verificar a glicemia oito vezes. Sem a possibilidade de retirar os insumos nas UBSs, a família está tendo de arcar com os custos do tratamento, embora a mãe esteja desempregada. Cintia precisou comprar caneta lancetadora para ajudar na punção do dedo no momento de medir a glicose no sangue, além de lanceta, fitas e aparelho medidor. “Comprei a caneta, pois, sem isso, ainda não consigo furar o dedo da minha filha, já que não tenho a prática necessária”, avalia.

Em média, uma caixa com 200 lancetas – ideal para um mês – custa R$ 100. Já o valor de pacote com 50 fitas é de R$ 50 (são necessários dois por mês).

Jéssica foi diagnosticada com a doença após passar mal. A menina ficou uma semana internada no Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo, e só recebeu alta médica mediante a garantia de que teria os insumos para o tratamento. Indignada com a situação, a família buscou as redes sociais para protestar e buscar ajuda. “Algumas pessoas até me ofereceram ajuda para doar alguns itens. Muitos comentaram que também sofrem com esse problema”, comenta Cintia.

Por meio de nota, a Prefeitura de Diadema justificou que as insulinas e seringas estão sendo entregues normalmente. Já as lancetas e fitas apresentam estoque reduzido e “contingenciado para uso interno da unidade”. A administração Lauro Michels (PV) informou ainda que aguarda a entrega dos insumos por parte da empresa fornecedora. A previsão é a de que a situação seja normalizada nos próximos dez dias.



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Diadema deixa pacientes com diabetes sem insumos para tratamento

Unidades de saúde da cidade não dispõem de lancetas e fitas para medir a glicemia; Prefeitura diz que situação será resolvida em dez dias

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

23/01/2020 | 00:01


 Nenhuma das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Diadema dispõe de insumos – fitas e lancetas – destinados ao tratamento de pacientes com diabetes. A falha no abastecimento, segundo a Prefeitura, é resultado de atraso por parte do fornecedor e permanecerá por pelo menos mais dez dias.

A situação trouxe inúmeros problemas à família da dona de casa Cintia Aparecida Lucena, 30 anos, moradora do Jardim Portinari. Há 15 dias, ela descobriu que a filha Jéssica Araújo de Lucena, 8, tem diabetes do tipo 1 (quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente pois suas células sofrem destruição autoimune) e que o tratamento da doença, além de rigoroso, demanda itens como aparelho medidor de glicemia, lancetas (instrumento de punção para remover amostra de sangue), fitas (para medir a glicemia), seringas agulhadas e insulina.

“Tudo é novo para mim. De início, consegui o aparelho (medidor) na unidade de saúde e uma caixa com 50 fitas e 50 lancetas, além das seringas e insulinas, no entanto, os itens acabaram e, quando fui buscar mais, me informaram que estão em falta”, comenta a mãe. “Fui em duas unidades, além de ligar para as demais e fui informada de que não tinha o material em estoque. O pior, sem previsão de chegada”, lamenta.

Diariamente, Jéssica precisa verificar a glicemia oito vezes. Sem a possibilidade de retirar os insumos nas UBSs, a família está tendo de arcar com os custos do tratamento, embora a mãe esteja desempregada. Cintia precisou comprar caneta lancetadora para ajudar na punção do dedo no momento de medir a glicose no sangue, além de lanceta, fitas e aparelho medidor. “Comprei a caneta, pois, sem isso, ainda não consigo furar o dedo da minha filha, já que não tenho a prática necessária”, avalia.

Em média, uma caixa com 200 lancetas – ideal para um mês – custa R$ 100. Já o valor de pacote com 50 fitas é de R$ 50 (são necessários dois por mês).

Jéssica foi diagnosticada com a doença após passar mal. A menina ficou uma semana internada no Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo, e só recebeu alta médica mediante a garantia de que teria os insumos para o tratamento. Indignada com a situação, a família buscou as redes sociais para protestar e buscar ajuda. “Algumas pessoas até me ofereceram ajuda para doar alguns itens. Muitos comentaram que também sofrem com esse problema”, comenta Cintia.

Por meio de nota, a Prefeitura de Diadema justificou que as insulinas e seringas estão sendo entregues normalmente. Já as lancetas e fitas apresentam estoque reduzido e “contingenciado para uso interno da unidade”. A administração Lauro Michels (PV) informou ainda que aguarda a entrega dos insumos por parte da empresa fornecedora. A previsão é a de que a situação seja normalizada nos próximos dez dias.

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