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Alternativa á Argentina


Do Diário do Grande ABC

22/01/2020 | 09:28


Os números não mentem – e inquietam. O comércio internacional entre Grande ABC e Argentina desidratou à metade. Dados disponibilizados pelo Ministério da Economia mostram que os negócios entre a região e o país vizinho atingiram a casa dos R$ 808,7 milhões nos 12 meses de 2019, montante 46% menor do que o registrado no mesmo período de 2018, quando foram firmados contratos de R$ 1,5 bilhão. Preocupa o fato de que queda tão acentuada na balança comercial não tenha causado reação das entidades locais, tanto as classistas quanto as políticas.


Posto que o fortalecimento do mercado internacional é imprescindível para o desenvolvimento econômico de qualquer localidade, as lideranças econômicas e políticas do Grande ABC deveriam discutir o colapso do comércio exterior em fóruns criados com a finalidade de buscar saídas para a crise. Não se vê, todavia, nenhuma movimentação neste sentido, ainda que o momento seja agudo. A região não voltará a viver esplendor econômico se não recuperar a capacidade exportadora perdida nos últimos tempos.


Extremamente dependente do mercado argentino, o Grande ABC se tornou vítima indireta da instabilidade administrativa que marcou a transição do governo de Mauricio Macri para o de Alberto Ángel Fernández. Lá como cá, os sobressaltos políticos provocam reflexos imediatos na economia.

Exatamente por isso a região deveria ampliar o leque de parceiros internacionais. Eis um trabalho que deveria merecer a preocupação do Consórcio Intermunicipal e de outras entidades classistas, como as subseções locais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).


O fortalecimento da economia do Grande ABC depende, significativamente, do processo de prospecção de novos clientes internacionais. É preciso expandir o comércio com outros países a ponto de, pulverizados os negócios, diminuir a dependência de um único parceiro – como, infelizmente, tem ocorrido com a Argentina. Quem vai encampar essa bandeira mais do que necessária? 



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Alternativa á Argentina

Do Diário do Grande ABC

22/01/2020 | 09:28


Os números não mentem – e inquietam. O comércio internacional entre Grande ABC e Argentina desidratou à metade. Dados disponibilizados pelo Ministério da Economia mostram que os negócios entre a região e o país vizinho atingiram a casa dos R$ 808,7 milhões nos 12 meses de 2019, montante 46% menor do que o registrado no mesmo período de 2018, quando foram firmados contratos de R$ 1,5 bilhão. Preocupa o fato de que queda tão acentuada na balança comercial não tenha causado reação das entidades locais, tanto as classistas quanto as políticas.


Posto que o fortalecimento do mercado internacional é imprescindível para o desenvolvimento econômico de qualquer localidade, as lideranças econômicas e políticas do Grande ABC deveriam discutir o colapso do comércio exterior em fóruns criados com a finalidade de buscar saídas para a crise. Não se vê, todavia, nenhuma movimentação neste sentido, ainda que o momento seja agudo. A região não voltará a viver esplendor econômico se não recuperar a capacidade exportadora perdida nos últimos tempos.


Extremamente dependente do mercado argentino, o Grande ABC se tornou vítima indireta da instabilidade administrativa que marcou a transição do governo de Mauricio Macri para o de Alberto Ángel Fernández. Lá como cá, os sobressaltos políticos provocam reflexos imediatos na economia.

Exatamente por isso a região deveria ampliar o leque de parceiros internacionais. Eis um trabalho que deveria merecer a preocupação do Consórcio Intermunicipal e de outras entidades classistas, como as subseções locais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).


O fortalecimento da economia do Grande ABC depende, significativamente, do processo de prospecção de novos clientes internacionais. É preciso expandir o comércio com outros países a ponto de, pulverizados os negócios, diminuir a dependência de um único parceiro – como, infelizmente, tem ocorrido com a Argentina. Quem vai encampar essa bandeira mais do que necessária? 

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