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Indústria regional fica sem alternativa para Argentina

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apesar de crise e queda de importações, país segue como principal parceiro comercial do Grande ABC


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

22/01/2020 | 00:02


A perda de fôlego no volume de exportações em quase 50% não foi suficiente para que outro país tomasse o título da Argentina de principal parceiro comercial do Grande ABC.

Entre 2018 e 2019, houve retração de 46% no montante negociado da região com o país vizinho. Mesmo com o desempenho negativo no período, o dado atual mostra que o segundo lugar na lista, o México, registrou pouco mais da metade das somas enviadas aos argentinos.

De acordo com dados do Ministério da Economia, em 2019 foram US$ 808,7 milhões exportados à Argentina. Comparado com 2018, quando o montante era de US$ 1,5 bilhão, a queda é de US$ 692 milhões. O México, por exemplo, computou US$ 419,3 milhões em exportações em 2019 – aumento de 64,9% em relação a 2018 (US$ 254,2 milhões). Na terceira posição estão os Estados Unidos, com US$ 376,88 milhões, que tiveram redução de 15% em relação a 2018 (US$ 447,5 milhões).

Outros países da América do Sul, como Chile (US$ 355,4 milhões em 2019, redução de 23,3% em relação a 2018) e Paraguai (US$ 94,6 milhões, queda de 14,8% na comparação com 2018) aparecem em seguida. Porém, a soma dos dois representa pouco mais da metade enviada aos hermanos no último ano. O mercado chinês também possui representatividade nas sete cidades, movimentando US$ 67,5 milhões, aumento de 35,6% em relação a 2018.

Coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista, Sandro Maskio afirmou que o fato de a região possuir cinco montadoras e forte cadeia automobilística acaba favorecendo o fluxo com a Argentina, já que o país é o principal parceiro do setor. “Temos outros dois fatores determinantes: o primeiro deles é o diferencial de competitividade e, o segundo, a proximidade. Como estamos mais próximos, o custo para levar um produto para lá fica menor, essa é uma das maiores vantagens. Em outros mercados, como Estados Unidos e países europeus, além da distância, não possuímos competitividade na produtividade industrial. Isso também é um problema nacional”, disse.

O coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, declarou que no setor automotivo a produção para exportação é definida pela matriz. “É ela que vai escolher onde fica mais vantajoso produzir e esse fluxo de comércio, com vendas maiores para países do Mercosul, vem desde a década de 1990. Podemos e devemos, como região, almejar maior amplitude de países compradores de produtos nossos, só que as mudanças não são de curto prazo. Para alterar perfil de comércio leva pelo menos uma década, isso com condições de câmbio favorável, agressividade nas buscas de vender a região. Não é fácil.”

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Diadema, Anuar Dequech Júnior, comentou que a crise econômica ainda influencia nos investimentos da indústria na região. “É consequência de desindustrialização do País. As indústrias que sobreviveram acabaram ficando no compasso de espera de melhora na economia. Com isso, manutenções e contratações deixaram de ser feitas”, disse ele, ponderando que, por causa da crise na Argentina, é hora de focar em outros mercados.

Importações são maioria na região

A balança comercial da região ficou em deficit de US$ 46,7 milhões em 2019. O resultado mostra que o Grande ABC teve maior número de importações (US$ 3,78 bilhões) do que exportações (US$ 3,74 bilhões).

Operado pelo grupo Wilson Sons Logística, o porto seco de Santo André, situado na Avenida dos Estados, possui nas importações 90% de suas operações – 10%, nas exportações.

A unidade registrou um crescimento de 8% no valor agregado das cargas médico-hospitalares em relação a 2018, movimentando US$ 309 milhões no segmento. Outro destaque é o setor químico, que movimentou US$ 32 milhões em valor agregado, um crescimento de 9% se comparado a 2018.

“Diante deste cenário promissor, a Wilson Sons Logística continua investindo em infraestrutura de ponta, a exemplo das câmaras frias e logística 4.0, além de capacitações técnicas contínuas para a equipe continuar atuando com as devidas competências e regulamentações necessárias”, informou a empresa, por meio de nota.  



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Indústria regional fica sem alternativa para Argentina

Apesar de crise e queda de importações, país segue como principal parceiro comercial do Grande ABC

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

22/01/2020 | 00:02


A perda de fôlego no volume de exportações em quase 50% não foi suficiente para que outro país tomasse o título da Argentina de principal parceiro comercial do Grande ABC.

Entre 2018 e 2019, houve retração de 46% no montante negociado da região com o país vizinho. Mesmo com o desempenho negativo no período, o dado atual mostra que o segundo lugar na lista, o México, registrou pouco mais da metade das somas enviadas aos argentinos.

De acordo com dados do Ministério da Economia, em 2019 foram US$ 808,7 milhões exportados à Argentina. Comparado com 2018, quando o montante era de US$ 1,5 bilhão, a queda é de US$ 692 milhões. O México, por exemplo, computou US$ 419,3 milhões em exportações em 2019 – aumento de 64,9% em relação a 2018 (US$ 254,2 milhões). Na terceira posição estão os Estados Unidos, com US$ 376,88 milhões, que tiveram redução de 15% em relação a 2018 (US$ 447,5 milhões).

Outros países da América do Sul, como Chile (US$ 355,4 milhões em 2019, redução de 23,3% em relação a 2018) e Paraguai (US$ 94,6 milhões, queda de 14,8% na comparação com 2018) aparecem em seguida. Porém, a soma dos dois representa pouco mais da metade enviada aos hermanos no último ano. O mercado chinês também possui representatividade nas sete cidades, movimentando US$ 67,5 milhões, aumento de 35,6% em relação a 2018.

Coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista, Sandro Maskio afirmou que o fato de a região possuir cinco montadoras e forte cadeia automobilística acaba favorecendo o fluxo com a Argentina, já que o país é o principal parceiro do setor. “Temos outros dois fatores determinantes: o primeiro deles é o diferencial de competitividade e, o segundo, a proximidade. Como estamos mais próximos, o custo para levar um produto para lá fica menor, essa é uma das maiores vantagens. Em outros mercados, como Estados Unidos e países europeus, além da distância, não possuímos competitividade na produtividade industrial. Isso também é um problema nacional”, disse.

O coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, declarou que no setor automotivo a produção para exportação é definida pela matriz. “É ela que vai escolher onde fica mais vantajoso produzir e esse fluxo de comércio, com vendas maiores para países do Mercosul, vem desde a década de 1990. Podemos e devemos, como região, almejar maior amplitude de países compradores de produtos nossos, só que as mudanças não são de curto prazo. Para alterar perfil de comércio leva pelo menos uma década, isso com condições de câmbio favorável, agressividade nas buscas de vender a região. Não é fácil.”

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Diadema, Anuar Dequech Júnior, comentou que a crise econômica ainda influencia nos investimentos da indústria na região. “É consequência de desindustrialização do País. As indústrias que sobreviveram acabaram ficando no compasso de espera de melhora na economia. Com isso, manutenções e contratações deixaram de ser feitas”, disse ele, ponderando que, por causa da crise na Argentina, é hora de focar em outros mercados.

Importações são maioria na região

A balança comercial da região ficou em deficit de US$ 46,7 milhões em 2019. O resultado mostra que o Grande ABC teve maior número de importações (US$ 3,78 bilhões) do que exportações (US$ 3,74 bilhões).

Operado pelo grupo Wilson Sons Logística, o porto seco de Santo André, situado na Avenida dos Estados, possui nas importações 90% de suas operações – 10%, nas exportações.

A unidade registrou um crescimento de 8% no valor agregado das cargas médico-hospitalares em relação a 2018, movimentando US$ 309 milhões no segmento. Outro destaque é o setor químico, que movimentou US$ 32 milhões em valor agregado, um crescimento de 9% se comparado a 2018.

“Diante deste cenário promissor, a Wilson Sons Logística continua investindo em infraestrutura de ponta, a exemplo das câmaras frias e logística 4.0, além de capacitações técnicas contínuas para a equipe continuar atuando com as devidas competências e regulamentações necessárias”, informou a empresa, por meio de nota.  

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