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Ribeirão diz que não pagará indenização a demitidos da frente de trabalho

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo dispensados, governo Kiko quitou passagens de transporte coletivo usadas e orientou grupo a procurar os direitos e a entrar em fila de emprego em mercado


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

21/01/2020 | 00:01


A Prefeitura de Ribeirão Pires, chefiada por Adler Kiko Teixeira (PSB), avisou que não irá pagar os 50 convocados para o Programa Auxílio Desemprego, a frente de trabalho municipal, dispensados após dois dias de atuação e orientou os demitidos a procurarem os direitos na Justiça.

 Segundo colaboradores ouvidos pelo Diário, a informação foi repassada pelo secretário de Administração, Adriano Dias Campos, em reunião realizada na tarde de ontem. O titular teria dito, conforme relatos de quem participou do encontro, que nenhum deles cumpriu jornada efetiva de serviço, pois nos dois dias os colaboradores foram apenas informados de como seria a rotina diária. Ele consentiu apenas em pagar R$ 20, valor referente às passagens de transporte coletivo pelos dois dias de trabalho.

 Além de avisar que não irá pagar pelos dias trabalhados, o secretário sugeriu que o grupo assinasse ficha de inscrição em processo de seleção para preenchimentos de vagas no supermercado Atacadão, que abrirá unidade no município – na Avenida Francisco Monteiro, no Centro, com previsão de inauguração no fim do mês. 

 Uma das representantes dos demitidos da frente de trabalho, Cássia Keren Teófilo, 22 anos, disse que poucas opções restaram a não ser ao menos confirmar interesse no processo de admissão da empresa privada. “Eu assinei a ficha porque foi a única opção que nos foi dada. Não acho que eles conduziram a situação de maneira correta. O grande problema é que, para esta vaga do mercado, não temos nada garantido, já que teremos que passar por nova seleção.”

 Grande parte dos selecionados reclamou que gastou dinheiro do próprio bolso para se locomover até o trabalho nos dois dias em que se apresentou para o serviço. Campos, então, teria pago cerca de R$ 20 para cada um dos que participaram da reunião. “Pagaram o valor do transporte, mas disseram que não vão acertar os dias em que comparecemos para trabalhar. O secretário nos disse para procurarmos nossos direitos”, relatou Cássia.

 Na semana passada, o governo Kiko desligou funcionários que haviam passado por processo seletivo para a frente de trabalho municipal em provas realizadas no ano passado. O vencimento seria de R$ 773 por mês para execução de serviços de manutenção e zeladoria da cidade – os benefícios adicionais eram vale adicional de R$ 100 e capacitação profissional.

 Eles foram convocados pela Prefeitura para iniciar o trabalho no dia 13, mas, no dia 14, foram comunicados que seriam demitidos. O argumento utilizado à ocasião foi a legislação eleitoral, que impediria a admissão de funcionários em ano de pleito municipal.

 Segundo a advogada especialista em processos trabalhistas Cristiane Grano Haik, a gestão Kiko tem obrigação em pagar os dias trabalhados. “O funcionário esteve à disposição do contratante, mesmo que não houve tarefa. Isso vale como dia de trabalho e o funcionário deve receber”, declarou. 

 A Prefeitura de Ribeirão Pires declarou que não se pronunciará sobre a situação.

Por meio de nota, o Atacadão discorreu que não há qualquer tipo de parceria com o Paço de Ribeirão Pires sobre as vagas de trabalho.



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Ribeirão diz que não pagará indenização a demitidos da frente de trabalho

Segundo dispensados, governo Kiko quitou passagens de transporte coletivo usadas e orientou grupo a procurar os direitos e a entrar em fila de emprego em mercado

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

21/01/2020 | 00:01


A Prefeitura de Ribeirão Pires, chefiada por Adler Kiko Teixeira (PSB), avisou que não irá pagar os 50 convocados para o Programa Auxílio Desemprego, a frente de trabalho municipal, dispensados após dois dias de atuação e orientou os demitidos a procurarem os direitos na Justiça.

 Segundo colaboradores ouvidos pelo Diário, a informação foi repassada pelo secretário de Administração, Adriano Dias Campos, em reunião realizada na tarde de ontem. O titular teria dito, conforme relatos de quem participou do encontro, que nenhum deles cumpriu jornada efetiva de serviço, pois nos dois dias os colaboradores foram apenas informados de como seria a rotina diária. Ele consentiu apenas em pagar R$ 20, valor referente às passagens de transporte coletivo pelos dois dias de trabalho.

 Além de avisar que não irá pagar pelos dias trabalhados, o secretário sugeriu que o grupo assinasse ficha de inscrição em processo de seleção para preenchimentos de vagas no supermercado Atacadão, que abrirá unidade no município – na Avenida Francisco Monteiro, no Centro, com previsão de inauguração no fim do mês. 

 Uma das representantes dos demitidos da frente de trabalho, Cássia Keren Teófilo, 22 anos, disse que poucas opções restaram a não ser ao menos confirmar interesse no processo de admissão da empresa privada. “Eu assinei a ficha porque foi a única opção que nos foi dada. Não acho que eles conduziram a situação de maneira correta. O grande problema é que, para esta vaga do mercado, não temos nada garantido, já que teremos que passar por nova seleção.”

 Grande parte dos selecionados reclamou que gastou dinheiro do próprio bolso para se locomover até o trabalho nos dois dias em que se apresentou para o serviço. Campos, então, teria pago cerca de R$ 20 para cada um dos que participaram da reunião. “Pagaram o valor do transporte, mas disseram que não vão acertar os dias em que comparecemos para trabalhar. O secretário nos disse para procurarmos nossos direitos”, relatou Cássia.

 Na semana passada, o governo Kiko desligou funcionários que haviam passado por processo seletivo para a frente de trabalho municipal em provas realizadas no ano passado. O vencimento seria de R$ 773 por mês para execução de serviços de manutenção e zeladoria da cidade – os benefícios adicionais eram vale adicional de R$ 100 e capacitação profissional.

 Eles foram convocados pela Prefeitura para iniciar o trabalho no dia 13, mas, no dia 14, foram comunicados que seriam demitidos. O argumento utilizado à ocasião foi a legislação eleitoral, que impediria a admissão de funcionários em ano de pleito municipal.

 Segundo a advogada especialista em processos trabalhistas Cristiane Grano Haik, a gestão Kiko tem obrigação em pagar os dias trabalhados. “O funcionário esteve à disposição do contratante, mesmo que não houve tarefa. Isso vale como dia de trabalho e o funcionário deve receber”, declarou. 

 A Prefeitura de Ribeirão Pires declarou que não se pronunciará sobre a situação.

Por meio de nota, o Atacadão discorreu que não há qualquer tipo de parceria com o Paço de Ribeirão Pires sobre as vagas de trabalho.

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