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Prefeitura de Sto.André equaciona dívida da Craisa


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

02/03/2009 | 07:00


A Prefeitura de Santo André equacionou um dos problemas históricos com relação à Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André): a dívida de aproximadamente R$ 7,3 milhões (26% do orçamento anual de quase R$ 28 milhões), que impedia o poder público de investir na melhoria dos serviços oferecidos pela autarquia.

Neste mês, o governo Aidan Ravin (PTB) conseguiu finalizar a negociação - com desconto e de forma parcelada - dos pagamentos relativos às penhoras online (cuja soma chega a R$ 2,3 milhões) e aos débitos com fornecedores (cerca de R$ 5 milhões).

Com isso, a municipalidade garantiu que o dinheiro que entrar no caixa da autarquia a partir de agora não será mais sequestrado. Nos últimos dois anos, calcula o poder público, cerca de R$ 400 mil depositados na conta da Craisa foram retidos para pagamento de penhoras online (espécie de precatórios relativos à administração indireta, por meio do qual a Justiça determina o bloqueio da conta bancária do devedor para garantir automaticamente o pagamento ao credor).

Além disso, com os descontos obtidos nas negociações, o governo acredita ter gerado uma economia de quase R$ 500 mil aos cofres públicos com pagamento de dívidas. "Do final de 1997 para cá, a Craisa começou a apresentar déficit por conta da má administração do PT. Com essa renegociação, teremos mais tranquilidade para trabalhar a partir de agora", comemorou Eu-clides Valdomiro Marchi, superintendente da autarquia.

Expectativa - "O mais importante é que temos a perspectiva de fazer com que a Craisa volte a ser rentável, e obtenha lucro depois de mais de 10 anos. Não é possível oferecer um serviço de qualidade, uma merenda de qualidade, em um lugar deficitário", ressaltou Nilson Bonome, secretário de Finanças.

Segundo ele, os débitos referentes às dívidas da Craisa serão zerados em, no máximo, seis meses. "Isso nos proporcionará obter preços mais em conta na aquisição de produtos. Antes de assumirmos, os fornecedores, cientes de que receberiam o pagamento com atraso de 90 a 120 dias, já embutiam um preço maior no valor cobrado", acrescentou Bonome.

Ele citou o exemplo da compra da carne moída. "Antes, pagava-se R$ 7 o quilo. Agora, após licitação aberta por nós, esse valor caiu para R$ 4,64."



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