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Vice-ministro de Política Criminal do Paraguai renuncia após denúncia do Brasil



20/01/2020 | 16:05


O vice-ministro de Política Criminal do Paraguai, Hugo Volpe, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira, 20, um dia após a fuga de 75 presos da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, dominada pela facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dos principais articuladores da luta contra o narcotráfico em seu país, Volpe teria sido apontado pelo Ministério da Justiça do Brasil como envolvido em esquema de corrupção.

O presidente Mario Abdo aceitou a demissão e nomeou para o cargo o então vice-ministro de Justiça, Edgar Taboada. Nota divulgada pelo Ministério de Justiça informa que a saída de Volpe se deu "como parte das investigações realizadas pela fuga de 75 membros do PCC", entre eles 40 brasileiros. Conforme a nota, no entanto, "a medida foi tomada após análise de relatórios enviados pelo Ministério da Justiça do Brasil, onde Volpe é mencionado por supostos atos irregulares cometidos enquanto atuava como promotor na cidade de Pedro Juan Caballero".

Ao ser confrontado com a denúncia, o promotor teria negado os fatos, mas decidiu pela não permanência no cargo para se defender das acusações. "Como resultado da comunicação do relatório, nos reunimos com o vice-ministro Hugo Volpe, que disponibilizou sua posição para que isso seja esclarecido de forma transparente. A partir desse momento, o presidente designa (para a função) o vice-ministro Edgar Taboada", explicou a ministra da Justiça, Cecilia Pérez.

Conforme a ministra, o caso em que envolve o promotor de justiça Hugo Volpe não tem a ver com a fuga de presos ocorrida em Pedro Juan Caballero. "Como ele (Volpe) está sendo alvo de uma investigação, ele pôs o cargo à disposição para evitar conflitos, porque também deve esclarecer o caso em que foi apontado seu envolvimento."

O ministro Arnaldo Guizzio, da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), disse que o presidente aceitou a demissão de Volpe para seguir com as investigações e chegar à verdade dos fatos. "Houve uma denúncia formal apresentada por um promotor do Brasil, recebida em nosso Ministério Público via o Ministério de Justiça do Brasil", afirmou.

Nenhuma das autoridades paraguaias deu detalhes da denúncia. Volpe desempenhou o cargo de promotor do combate ao narcotráfico até novembro do ano passado, quando pediu sua demissão do Ministério Público para assumir como titular do vice-ministério de Política Criminal, vinculado ao Ministério da Justiça.

O promotor paraguaio foi figura de destaque nas ações conjuntas entre o Brasil e o Paraguai para combater o narcotráfico na fronteira. Em várias operações, ele prendeu policiais que chefiavam departamentos em cidades da fronteira com o Brasil. Ameaçado de morte pelos traficantes, ele passou a contar com segurança oficial. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Justiça do Brasil e aguarda retorno.



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Vice-ministro de Política Criminal do Paraguai renuncia após denúncia do Brasil


20/01/2020 | 16:05


O vice-ministro de Política Criminal do Paraguai, Hugo Volpe, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira, 20, um dia após a fuga de 75 presos da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, dominada pela facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dos principais articuladores da luta contra o narcotráfico em seu país, Volpe teria sido apontado pelo Ministério da Justiça do Brasil como envolvido em esquema de corrupção.

O presidente Mario Abdo aceitou a demissão e nomeou para o cargo o então vice-ministro de Justiça, Edgar Taboada. Nota divulgada pelo Ministério de Justiça informa que a saída de Volpe se deu "como parte das investigações realizadas pela fuga de 75 membros do PCC", entre eles 40 brasileiros. Conforme a nota, no entanto, "a medida foi tomada após análise de relatórios enviados pelo Ministério da Justiça do Brasil, onde Volpe é mencionado por supostos atos irregulares cometidos enquanto atuava como promotor na cidade de Pedro Juan Caballero".

Ao ser confrontado com a denúncia, o promotor teria negado os fatos, mas decidiu pela não permanência no cargo para se defender das acusações. "Como resultado da comunicação do relatório, nos reunimos com o vice-ministro Hugo Volpe, que disponibilizou sua posição para que isso seja esclarecido de forma transparente. A partir desse momento, o presidente designa (para a função) o vice-ministro Edgar Taboada", explicou a ministra da Justiça, Cecilia Pérez.

Conforme a ministra, o caso em que envolve o promotor de justiça Hugo Volpe não tem a ver com a fuga de presos ocorrida em Pedro Juan Caballero. "Como ele (Volpe) está sendo alvo de uma investigação, ele pôs o cargo à disposição para evitar conflitos, porque também deve esclarecer o caso em que foi apontado seu envolvimento."

O ministro Arnaldo Guizzio, da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), disse que o presidente aceitou a demissão de Volpe para seguir com as investigações e chegar à verdade dos fatos. "Houve uma denúncia formal apresentada por um promotor do Brasil, recebida em nosso Ministério Público via o Ministério de Justiça do Brasil", afirmou.

Nenhuma das autoridades paraguaias deu detalhes da denúncia. Volpe desempenhou o cargo de promotor do combate ao narcotráfico até novembro do ano passado, quando pediu sua demissão do Ministério Público para assumir como titular do vice-ministério de Política Criminal, vinculado ao Ministério da Justiça.

O promotor paraguaio foi figura de destaque nas ações conjuntas entre o Brasil e o Paraguai para combater o narcotráfico na fronteira. Em várias operações, ele prendeu policiais que chefiavam departamentos em cidades da fronteira com o Brasil. Ameaçado de morte pelos traficantes, ele passou a contar com segurança oficial. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Justiça do Brasil e aguarda retorno.

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