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Morando gasta mais do que Marinho com lixo

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em 2019, Prefeitura de S.Bernardo despendeu R$ 149 mi com serviço; em 2016, custo foi de R$ 139 mi


Raphael Rocha
Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 23:59


O governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), gastou em 2019 mais com serviço de coleta e destinação do lixo do que o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) em seu último ano no Paço.

Dados do Portal da Transparência mostram que a atual administração despendeu R$ 149,6 milhões nos dois contratos assinados em substituição à PPP (Parceria Público-Privada) firmada por Marinho.

Em 2016, entretanto, o petista depositou R$ 139,6 milhões na conta da SBC Valorização de Resíduos Sólidos, antiga responsável pelo serviço na cidade. Ou seja, Morando gastou 7,1% a mais do que Marinho, na comparação de 2016 e de 2019.

As informações financeiras da Prefeitura de São Bernardo contrastam com o discurso de Morando quando rompeu o contrato com a SBC Valorização de Resíduos. À época, o tucano prometeu economizar aproximadamente R$ 80 milhões ao ano, uma vez que a PPP, além dos serviços tradicionais, previa a construção de usina de incineração de lixo que não saiu do papel – o acordo era de R$ 4,3 bilhões por 30 anos.

“O rompimento do contrato se deu uma vez que não eram oferecidas quaisquer vantagens ao município e ainda possibilitou a economia de R$ 80 milhões aos cofres públicos. No começo desta gestão, a Prefeitura barrou a cobrança do total do contrato de PPP, pagando o valor correto dos serviços, o que foi abaixo do que era pago pela gestão anterior”, disse Morando, ao Diário, em reportagem publicada no dia 4 de julho.

No governo Morando, dois consórcios são responsáveis pelo serviço de coleta e destinação de resíduos – um tradicional e outro reciclável. Mas as empresas são as mesmas do consórcio SBC Valorização, que atuava na gestão Marinho.

Em 2019, o Consórcio São Bernardo Ambiental, responsável pelo serviço de recicláveis e ecopontos, recebeu R$ 88,4 milhões. O grupo tem a Lara Central de Tratamento de Resíduos e a Revita Engenharia no quadro societário. As duas formavam o bloco SBC Valorização de Resíduos.

O Consórcio Ambiental SBC, por sua vez, administra a coleta, destinação dos resíduos sólidos normais e limpeza pública. Em 2019, obteve R$ 61,2 milhões do governo de Morando. O grupo tem a Revita Engenharia, além de nomes ligados à Lara. A outra empresa no conglomerado é a Sanurban Saneamento Urbano e Construções, de Mauá.

Ao Diário, a Prefeitura de São Bernardo declarou que “o contrato de limpeza pública urbana do município se deu por licitação pública e seguiu a lei e todas as orientações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo”. “O órgão analisa as contas da cidade anualmente, não tendo apontado qualquer irregularidade quanto ao serviço nesta gestão.”

Ainda conforme o governo Morando, se a PPP estivesse em vigor, a Prefeitura despenderia R$ 228 milhões com os serviços de coleta e destinação de resíduos. “A nova licitação ampliou os serviços e trouxe uma economia de R$ 78 milhões ao ano. O rompimento do antigo modelo se deu porque o contrato previa uma usina de incineração, que nunca chegou a ser licenciada.” 



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Morando gasta mais do que Marinho com lixo

Em 2019, Prefeitura de S.Bernardo despendeu R$ 149 mi com serviço; em 2016, custo foi de R$ 139 mi

Raphael Rocha
Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 23:59


O governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), gastou em 2019 mais com serviço de coleta e destinação do lixo do que o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) em seu último ano no Paço.

Dados do Portal da Transparência mostram que a atual administração despendeu R$ 149,6 milhões nos dois contratos assinados em substituição à PPP (Parceria Público-Privada) firmada por Marinho.

Em 2016, entretanto, o petista depositou R$ 139,6 milhões na conta da SBC Valorização de Resíduos Sólidos, antiga responsável pelo serviço na cidade. Ou seja, Morando gastou 7,1% a mais do que Marinho, na comparação de 2016 e de 2019.

As informações financeiras da Prefeitura de São Bernardo contrastam com o discurso de Morando quando rompeu o contrato com a SBC Valorização de Resíduos. À época, o tucano prometeu economizar aproximadamente R$ 80 milhões ao ano, uma vez que a PPP, além dos serviços tradicionais, previa a construção de usina de incineração de lixo que não saiu do papel – o acordo era de R$ 4,3 bilhões por 30 anos.

“O rompimento do contrato se deu uma vez que não eram oferecidas quaisquer vantagens ao município e ainda possibilitou a economia de R$ 80 milhões aos cofres públicos. No começo desta gestão, a Prefeitura barrou a cobrança do total do contrato de PPP, pagando o valor correto dos serviços, o que foi abaixo do que era pago pela gestão anterior”, disse Morando, ao Diário, em reportagem publicada no dia 4 de julho.

No governo Morando, dois consórcios são responsáveis pelo serviço de coleta e destinação de resíduos – um tradicional e outro reciclável. Mas as empresas são as mesmas do consórcio SBC Valorização, que atuava na gestão Marinho.

Em 2019, o Consórcio São Bernardo Ambiental, responsável pelo serviço de recicláveis e ecopontos, recebeu R$ 88,4 milhões. O grupo tem a Lara Central de Tratamento de Resíduos e a Revita Engenharia no quadro societário. As duas formavam o bloco SBC Valorização de Resíduos.

O Consórcio Ambiental SBC, por sua vez, administra a coleta, destinação dos resíduos sólidos normais e limpeza pública. Em 2019, obteve R$ 61,2 milhões do governo de Morando. O grupo tem a Revita Engenharia, além de nomes ligados à Lara. A outra empresa no conglomerado é a Sanurban Saneamento Urbano e Construções, de Mauá.

Ao Diário, a Prefeitura de São Bernardo declarou que “o contrato de limpeza pública urbana do município se deu por licitação pública e seguiu a lei e todas as orientações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo”. “O órgão analisa as contas da cidade anualmente, não tendo apontado qualquer irregularidade quanto ao serviço nesta gestão.”

Ainda conforme o governo Morando, se a PPP estivesse em vigor, a Prefeitura despenderia R$ 228 milhões com os serviços de coleta e destinação de resíduos. “A nova licitação ampliou os serviços e trouxe uma economia de R$ 78 milhões ao ano. O rompimento do antigo modelo se deu porque o contrato previa uma usina de incineração, que nunca chegou a ser licenciada.” 

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