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Coleta de lixo hospitalar aumenta 14,7% na região

Em dez anos, passou de 11,45 toneladas para 13,13 toneladas por dia; fiscalização aumentou preocupação por separação


Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 23:59


O lixo hospitalar envolve qualquer resíduo sólido produzido pelo serviço de saúde. Na região, foram recolhidas 4.795,3 toneladas, ou 13,13 por dia, em 2018, ante 4.181,3 toneladas, ou 11,45 diárias, dez anos antes. Os dados são do Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), do Ministério do Desenvolvimento Regional. O crescimento do volume coletado em 14,7% ao longo de uma década é justificado pelo aumento da preocupação em relação à separação desses materiais.

“A segregação de resíduos passou a ser mais fiscalizada, então (os estabelecimentos de saúde) passaram a ter uma preocupação maior em separar o lixo hospitalar”, avalia Danilo Correa Cordeiro, gestor em saúde ambiental e analista de meio ambiente da Faculdade de Medicina do ABC. “Antes, sequer existia um profissional voltado a esta tarefa”, cita.

Cada município possui órgão responsável pela fiscalização. Em Santo André, o Departamento de Vigilância à Saúde supervisiona os estabelecimentos geradores de resíduos hospitalares e, quando há denúncia de descarte irregular, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) é acionado. O departamento de limpeza urbana, da Secretaria de Serviços Urbanos, é o responsável pela fiscalização em São Bernardo.

Já em São Caetano, a Prefeitura afirma que o controle de todos os resíduos é feito pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Em Diadema, a supervisão fica a cargo do departamento de limpeza urbana e, em Ribeirão Pires, a Vigilância Sanitária e a Secretaria do Meio Ambiente fazem o serviço.

A categoria de lixo hospitalar, conforme a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é separada entre resíduos infectantes, que são os que contêm material biológico ou entraram em contato com os pacientes; especiais, que incluem rejeitos radioativos, contaminados ou químicos perigosos, e comuns, que são aqueles que não entram em contato com as pessoas, a exemplo de materiais de escritório e restos de alimentos.

Vale lembrar que a categoria considera todos os resquícios de atividades de natureza médico-assistencial humana ou animal – como farmácias, clínicas odontológicas e veterinárias ou centros de pesquisa –, farmacologia e saúde, medicamentos vencidos, necrotérios, funerárias, medicina legal e barreiras sanitárias.

A separação dos resíduos da saúde é essencial para não contaminar o meio ambiente e a população. “Este lixo tem uma grande quantidade de bactérias e vírus e, caso não seja descartado corretamente, pode causar doenças nas pessoas que tiverem contato, além de poder contaminar o solo, o lençol freático, os rios e as represas”, explica Patrícia Montanheiro, biomédica e coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Mesmo em casa, é preciso tomar alguns cuidados. Embalagens de remédios ou medicamentos vencidos podem ser agentes contaminantes se jogados no lixo comum, assim, o descarte deve ser feito em farmácias ou unidades de saúde. “Para quem usa insulina, é recomendado que a pessoa coloque as seringas e agulhas usadas em uma garrafa PET e, depois, leve para um posto de saúde para o descarte”, orienta Patrícia.

Resíduos da saúde são incinerados ou esterilizados para garantir segurança

Atualmente, em cinco das sete cidades – Mauá e Rio Grande da Serra não informaram – após a coleta, o lixo hospitalar é transportado e tratado pelo método de esterilização em autoclaves ou incinerado e destinado a aterros ambientalmente preparados. O processo garante que não haverá contaminação.

Danilo Correa Cordeiro, gestor em saúde ambiental e analista de meio ambiente da Faculdade de Medicina do ABC, defende processo de desidratação dos resíduos da saúde no lugar da incineração, pois é saída sustentável, uma vez que não gera poluentes.

DESCARTE IRREGULAR - Caso o morador presencie descarte irregular, a exemplo de caixa com seringas e agulhas deixada em calçada na Avenida Perimetral, em Santo André, há duas semanas, a orientação é ligar para os órgãos competentes solicitando a remoção. “Se possível, o ideal é isolar o local até que os profissionais cheguem e não tocar em nenhum dos resíduos”, destaca Cordeiro.  



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Coleta de lixo hospitalar aumenta 14,7% na região

Em dez anos, passou de 11,45 toneladas para 13,13 toneladas por dia; fiscalização aumentou preocupação por separação

Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 23:59


O lixo hospitalar envolve qualquer resíduo sólido produzido pelo serviço de saúde. Na região, foram recolhidas 4.795,3 toneladas, ou 13,13 por dia, em 2018, ante 4.181,3 toneladas, ou 11,45 diárias, dez anos antes. Os dados são do Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), do Ministério do Desenvolvimento Regional. O crescimento do volume coletado em 14,7% ao longo de uma década é justificado pelo aumento da preocupação em relação à separação desses materiais.

“A segregação de resíduos passou a ser mais fiscalizada, então (os estabelecimentos de saúde) passaram a ter uma preocupação maior em separar o lixo hospitalar”, avalia Danilo Correa Cordeiro, gestor em saúde ambiental e analista de meio ambiente da Faculdade de Medicina do ABC. “Antes, sequer existia um profissional voltado a esta tarefa”, cita.

Cada município possui órgão responsável pela fiscalização. Em Santo André, o Departamento de Vigilância à Saúde supervisiona os estabelecimentos geradores de resíduos hospitalares e, quando há denúncia de descarte irregular, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) é acionado. O departamento de limpeza urbana, da Secretaria de Serviços Urbanos, é o responsável pela fiscalização em São Bernardo.

Já em São Caetano, a Prefeitura afirma que o controle de todos os resíduos é feito pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Em Diadema, a supervisão fica a cargo do departamento de limpeza urbana e, em Ribeirão Pires, a Vigilância Sanitária e a Secretaria do Meio Ambiente fazem o serviço.

A categoria de lixo hospitalar, conforme a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é separada entre resíduos infectantes, que são os que contêm material biológico ou entraram em contato com os pacientes; especiais, que incluem rejeitos radioativos, contaminados ou químicos perigosos, e comuns, que são aqueles que não entram em contato com as pessoas, a exemplo de materiais de escritório e restos de alimentos.

Vale lembrar que a categoria considera todos os resquícios de atividades de natureza médico-assistencial humana ou animal – como farmácias, clínicas odontológicas e veterinárias ou centros de pesquisa –, farmacologia e saúde, medicamentos vencidos, necrotérios, funerárias, medicina legal e barreiras sanitárias.

A separação dos resíduos da saúde é essencial para não contaminar o meio ambiente e a população. “Este lixo tem uma grande quantidade de bactérias e vírus e, caso não seja descartado corretamente, pode causar doenças nas pessoas que tiverem contato, além de poder contaminar o solo, o lençol freático, os rios e as represas”, explica Patrícia Montanheiro, biomédica e coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Mesmo em casa, é preciso tomar alguns cuidados. Embalagens de remédios ou medicamentos vencidos podem ser agentes contaminantes se jogados no lixo comum, assim, o descarte deve ser feito em farmácias ou unidades de saúde. “Para quem usa insulina, é recomendado que a pessoa coloque as seringas e agulhas usadas em uma garrafa PET e, depois, leve para um posto de saúde para o descarte”, orienta Patrícia.

Resíduos da saúde são incinerados ou esterilizados para garantir segurança

Atualmente, em cinco das sete cidades – Mauá e Rio Grande da Serra não informaram – após a coleta, o lixo hospitalar é transportado e tratado pelo método de esterilização em autoclaves ou incinerado e destinado a aterros ambientalmente preparados. O processo garante que não haverá contaminação.

Danilo Correa Cordeiro, gestor em saúde ambiental e analista de meio ambiente da Faculdade de Medicina do ABC, defende processo de desidratação dos resíduos da saúde no lugar da incineração, pois é saída sustentável, uma vez que não gera poluentes.

DESCARTE IRREGULAR - Caso o morador presencie descarte irregular, a exemplo de caixa com seringas e agulhas deixada em calçada na Avenida Perimetral, em Santo André, há duas semanas, a orientação é ligar para os órgãos competentes solicitando a remoção. “Se possível, o ideal é isolar o local até que os profissionais cheguem e não tocar em nenhum dos resíduos”, destaca Cordeiro.  

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